Brasil renegociará acordo com o México

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Brasil renegociará acordo com o México

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O governo brasileiro negou nesta sexta-feira que irá romper seu acordo automotivo com o México sem negociação. Por iniciativa do México,  Felipe Calderón, presidente do país norte-americano, e Dilma Rousseff discutiram o assunto por telefone nesta tarde. A conversa foia acompanhada pelos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, e das Relações Exteriores, Antônio Patriota. As negociações devem ter início na próxima semana. Na pior das hipóteses o govern irpa usar a cláusula de saída do contratop. "Nós colocamos como alternativa a utilização da cláusula de saída do acordo. Não é ruptura", disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. No fim das contas o efeito seria o mesmo. Hoje o México é o terceiro país que mais exportam veículos para o Brasil, atrás de Coreia do Sul e da Argentina, e nos últimos anos o acordo de importação entre eles foi deficitário (o que já era de se esperar, já que o México é um país muito menor). Para equilibrar, o Brasil quer renegociar alguns termos, como o aumento do conteúdo regional e a ampliação do escopo do acordo, para incluir caminhões, ônibus e utilitários.

“Vamos começar um processo de negociação dos termos do acordo já na semana que vem. No momento atual, o acordo não é equilibrado, ele é desequilibrado contra o Brasil. Foi uma conversa produtiva, o presidente Calderón manifestou total abertura em rever os termos do acordo”, disse Fernando Pimentel.

Durante a conversa com Calderón, Dilma deixou clara sua vontade de aumentar o nível de exigência para permitir que carros importados entrem no país. Atualmente, para um carro mexicano entrar no Brasil ele deve ter, no mínimo 30% de componentes fabricados localmente, ainda que informações preliminares apontem que há casos de modelos com apenas 16% de conteúdo local. Agora o governo brasileiro quer aumentar este índice para algo em torno de 65%, mesmo patamar exigido dos sócios do Mercosul, como Argentina e Uruguai. O governo acredita que até o fim de fevereiro as negociações devem ser encerradas, e de uma forma que beneficia os dois lados. Com informações do UOL