Guia F1 2012 – Ferrari: Do caos a… Onde mesmo?

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Guia F1 2012 – Ferrari: Do caos a… Onde mesmo?

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“A Ferrari na mão dos italianos é uma m…”, já dizia a máxima de Niki Lauda, com a autoridade de quem ganhou títulos mundiais pela Scuderia. E, pelo visto, a máxima do tricampeão austríaco segue mais certa que nunca. Desde 2008, quando o título escapou por um triz, os vermelhos não fazem um carro realmente acertado. Infelizmente, a cúpula formada por italianos não lembra em nada o super-time internacional que levou Michael Schumacher ao status de ídolo no circo, e não é novidade nenhuma que sem o supercérebro de Ross Brawn ou a capacidade de organização de Jean Todt, além das mágicas aerodinâmicas de Rory Byrne, o time de Maranello sai perdendo, e muito. E isso já tem anos a fio. Não seria a hora de “internacionalizar” a Ferrari novamente?

O Carro: F2012

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Seguindo a lógica (um tanto quanto supersticiosa, diga-se de passagem) da nomenclatura dos carros de Maranello desde 2000, quando um carro ganha o “F” seguido do ano vigente, por alguma razão o carro vai bem e quase sempre ganha o título, basta ver que em 2005 (F2004M), 2006 (F248), 2009 (F60), 2010 (F10) e 2011 (F150th Italia) o carro não seguiu essa máxima e penou frente á concorrência. Fora 2008, a combinação “F mais o ano que se segue” sempre deu certo, pelo visto… E parece que além de carros inconstantes, os engenheiros italianos erraram a mão na beleza do design do bólido, ao ponto de ninguém em Maranello ver sequer alguma beleza no carro, com um bico largo, grosso, dono de um enorme degrau e como destaque positivo a dupla entrada de ar acima da cabeça do piloto. Entre uma performance duvidosa e afirmações de Fernando Alonso de que o carro não é tão ruim quanto parece, a rossa embarca para mais uma temporada cheia de dúvidas.

Os Pilotos:

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Indiscutivelmente um dos pilotos mais completos do certame nos últimos tempos, Alonso conseguiu a façanha de ir de bom moço a bad-boy odiado por meio mundo em poucas temporadas. Entretanto, seu bom desempenho é inegável, ao ponto de fazer uma Renault decadente render muito mais que podia, e praticamente carregar a inconstante F10 nas costas até a última corrida da temporada com chances de ser tricampeão, acumulando pódios e vitórias contra Red Bulls e McLarens tecnicamente superiores. Em suma, tudo que o espanhol precisa é de um carro bom, pois talento e capacidade (de sobra) ele tem. Felipe Massa:felipe-massa-3 Se Alonso fez miséria com os carros inconstantes e mal-nascidos da Ferrari desde que entrou no time, isso tem um revés direto para Felipe Massa. De maior esperança do time em 2008, quando perdeu o campeonato na última curva, Massa passou a ser cada vez mais o segundo piloto do time. Enquanto Alonso mostra resultados e também os cobra, Massa tem sofrido ano após ano para andar no mesmo ritmo do companheiro, ainda que o acidente sofrido em 2009 realmente possa tê-lo deixado mais lento. E, como se não bastasse, corre em 2012 sob pressão, pois está no seu último ano de contrato, onde só tem chances de renovação mediante bons resultados. Se não bastasse, também se torna a maior esperança do país na categoria, o que também se torna uma pressão a mais. Ou seja, para Massa, esse literalmente é o ano do tudo ou nada.