Discover Hyundai – Transformando minério de ferro em esculturas fluidas

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Discover Hyundai – Transformando minério de ferro em esculturas fluidas

Com produção verticalizada, Hyundai fabrica 60% do aço de seus carros

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Seul, Coreia do Sul –
Estabelecer metas e encarar dificuldades é algo primordial quando se quer alcançar um objetivo. O da Hyundai é estar cada vez mais próximo do topo do ranking de maiores fabricantes de automóveis do mundo. Fomos até a Coreia do Sul conhecer todo o processo que envolve a criação, validação e produção dos Hyundai, desde o aço até o carro pronto. 44627369
A Hyundai escolheu 16 blogueiros mais influentes de nove países (Filipinas, França, Espanha, Brasil, Rússia, índia, Alemanha, Arábia Saudita, África do Sul e Austrália)  para conhecer algumas de suas instalações e conhecer mais sobre o que a empresa pensa e como ela pretende atuar no mercado global nos próximos anos, no evento que a empresa chamou de “Discover Hyundai – Korea Forum 2013”.
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A jornada de quase uma semana começou pela sede do Hyundai Motor Group, dois grandes prédios do meio de Seul, um da Kia e outro da Hyundai, interligados apenas nos primeiros andares. Nestes andares estão os departamentos de plataformas e motores, os únicos que as duas fabricantes compartilham. Ao contrário do que se poderia esperar, elas não compartilham fábricas e nenhum lugar do mundo.

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Na sede da Hyundai assistimos uma breve apresentação de Frank Ahrens, vice-presidente global de relações públicas da empresa, que falou a respeito da história da empresa, sua evolução, sobre suas fábricas e centros de desenvolvimento espalhados pelo mundo e sobre produtos voltados especificamente para alguns países. O Hyundai HB20 não foi esquecido.

Curiosidades:

  • Há 20 anos a Hyundai fabricava sob licença carros da Ford, como o Cortina. Posteriormente ela fechou um acordo para usar motores… Mitsubishi.
  • O primeiro carro desenvolvido pela marca foi o Hyundai Pony, lançado em 1974. Foi exportado pela primeira vez em 1976 para o Equador.
  • A Hyundai só foi lançar um motor próprio em 1991, o Alpha em versão 1.5 com 90 cv

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Em seguida fomos até a Hyundai Steel em Danjin, siderúrgica da empresa que transforma minério de aço, importados principalmente do Brasil e da Austrália, e sucata, em aço. O minério de ferro sai dos navios por esteiras mecãnicas e são transportados até estas grandes cúpulas, fechadas para que não haja perda de material. Esse minério passa por processos de purificação e é transformado em placas gigantes de aço (ferro + carbono). Ainda incandecentes, estas placas são esmagadas por rolos gigantes ao mesmo tempo que recebem um banho de água. O processo continua até esta placa com 3 m de comprimento se transforma em uma lâmina com quase 40 metros de comprimento. O barulho do processo é assustador, mas tudo é extremamente fascinante – principalmente para um estudante de engenharia mecânica, que é o meu caso.
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Após isso esta chapa passa algumas horas resfriando em um grande galpão para depois serem enrolados. A Hyundai Steel é responsável por 60% do aço utilizado na produção dos carros da Kia e da Hyundai.

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Algumas dessas bobinas não vão tão longe. Ali próximo está a Hyundai Hysco, responsável por tratar estas chapas de aço com produtos químicos preparando-as para o uso automotivo. Algumas chapas são unidas por solda à laser até formarem um grande rolo. Agora prontas, estas chapas de aço seguem para fábricas da Hyundai em todo o mundo, inclusive para Piracicaba (SP). Sim, o ferro brasileiro retorna ao País devidamente transformado em aço.HYSCO_05
Em seguida seguimos para Asan, onde a Hyundai mantém a fábrica responsável pela produção do Sonata e da geração anterior (apenas para o mercado local, principalmente para uso como Táxi) e do Azera. Lá prensas gigantescas transformam as chapas em peças de estamparia, como portas, capôs ​, pára-lamas e chassis. Elas ficam alocadas em grandes pilhas aguardando o momento em que um veículo autônomo o transportará para a produção.
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Braços robóticos são responsáveis pela junção de todas as peças de estamparia, com pouca intervenção humana. Interessante observar que praticamente 90% da produção é automatizada, ficando para os humanos apenas a montagem de algumas peças de acabamento, compontente eletrônicos, fiações e alguns componentes do motor.
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Depois de prontos os carros dão uma voltinha e passam por testes de controle de qualidade. Por dia saem dali 1100 carros, que são abastecem o mundo todo, inclusive o Brasil. É possível ver nitidamente as alterações estéticas que os modelos passam para se enquadrar no gosto de cada mercado.

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As “bolinhas” de minério de ferro vendidas pela Vale do Rio Doce, por exemplo, se transformaram em esculturas fluidas.
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No dia seguinte nossa parada foi no Centro de Design e Desenvolvimento da Hyundai em Namyang. É lá que nasce a grande maioria dos Hyundai, uma vez que este é o lugar onde cria-se e estuda todos os futuros lançamentos da marca. Sim, eu estava ansioso e fiquei ainda mais quando tive que deixar na portaria minhas câmeras e todos os outros dispositivos que trazia receberam um adesivo de segurança em suas lentes. Tudo justificável, afinal ali é uma espécie de “Área 51 da Hyundai”. O que vi e fiz lá você confere em breve em nossa próxima matéria especial.
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Sim, entrei em um túnel de vento ligado… O jornalista viajou a convite da Hyundai Motor do Brasil