Grazie, Mille!

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Grazie, Mille!

Prestes a completar 30 anos, trocadilho marca a despedida do hatch

Mille
Lançado em 1984, o Uno recebeu o título Mille em 1990, no incentivo do Governo Collor aos modelos com motores com deslocamento menor que 1000 cm³. Era uma versão espartana do compacto que só ganharia uma nova geração 20 anos depois. Ele sairá de linha nos últimos momentos de 2013 em razão do projeto antigo, que encareceria a adaptação dos airbags e freios ABS. A versão de despedida se chamará “Grazie Mille”, um trocadilho com a expressão de mesma escrita que no bom italiano significa “muito obrigado”. Nada mais justo para um carro que já soma mais 3,5 milhões de veículos vendidos desde seu lançamento. Ele, hoje, é o modelo mais barato da Fiat – na tabela, seus preços partem de R$ 22.540. A Fiat prepara um compacto para o segmento de entrada, mas ele não deverá vir tão cedo. Até lá, o Palio Fire, com algumas mudanças objetivas, deverá ocupar o lugar do Mille. Com a partida da Kombi, o Mille seria o único veículo vendido no Brasil com projeto dos anos 1980. O mais antigo do país passa a ser o Classic, lançado em 1995 mas baseado no Corsa B lançado na Europa em 1993. Esse escapou da forca nos últimos meses, quando voltou a disponibilizar freios ABS e airbags. A versão especial, em matéria de equipamentos, não deverá diferir muito do que é oferecido atualmente: vidros elétricos, ar-condicionado, direção hidráulica e dentre outros equipamentos de conforto. Porém, é certo que a Fiat deverá trazer algum adereço em memória da versão histórica e honrosa para a chamada Bota Ortopédica. Sua produção deverá ser mantida até os últimos momentos de 2013 para garantir o maior estoque possível para o próximo ano. Mas não será a mesma coisa, claro. Um mito se vai. Em boa hora, é preciso admitir. Grazie, Mille.