BMW e Mercedes querem se concentrar em plataformas modulares

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BMW e Mercedes querem se concentrar em plataformas modulares

Com redução de custos, empresas querem aumentar gama de produtos

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É difícil para as fabricantes manter lucratividade tendo que lidar com legislações que regem emissões e segurança dos veículos, principalmente quando isso é multiplicado por uma série de plataformas. Tendo isso em vista, Mercedes e BMW trabalham para reduzir o número de plataformas entre seus modelos – cada vez mais diversificados: a BMW terá duas (uma pra tração dianteira e outra pra traseira) e a Mercedes quer se virar com quatro. O Grupo Volkswagen já tomou este rumo com a plataforma modular MQB, que pode ser usada do Polo ao A8, variando largura, entreeixos e até a estrutura da suspensão. O up! também tem sua plataforma modular, a NSF – que será usada pelo próximo Gol. O bom desempenho da VW na implementação desta nova arquitetura soou bem a suas conterrâneas. A BMW já deu um grande avanço nos últimos anos quanto ao compartilhamento de motores e componentes, mas no panorama atual ainda tem 5 arquiteturas básicas: A de tração dianteira usada pelos MINI e pelo Série 2 Active Tourer, a usada pelas Séries 1, 2 e 3 e X1, a maior dos Série 5, 6, 7 e Rolls-Royce, outra para X3 e X4 e a última para X5 e X6. O objetivo é reduzir a uma para tração dianteira e outra para tração traseira, de acordo com o Automotive News Europa. Juntamente com as plataformas, os veículos também compartilharão os mesmos sistemas e componentes eletrônicos, apontam executivos da empresa. Os híbridos i3 e i8 correm por fora da lista.
Mercedes[3]
A Mercedes seguirá um curso semelhante, mas em vez de duas arquiteturas modulares, terá quatro variações de um mesmo projeto, nada mal diante das nove que usava há apenas cinco anos. Uma das plataformas é a MFA para carros e crossovers com tração dianteira, outra é a MRA para veículos de tração traseira, como o próxima GLK, a MHA para médios e grandes crossovers e SUVs , incluindo o próximo ML , e, por fim o MSA para carros esportivos, como o SLK. O Classe S e seu cupê deverão fazer uso de boa parte destes componentes, mas ainda tem futuro incerto. Bom é que estas plataformas são sempre compatíveis com tração integral. Com a redução de custos as fabricantes pretendem continuar aumentando sua gama de produtos com a redução de custos que obtiver.