Ruim e bom: Chevrolet Agile e Sonic deixam de ser importados

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Ruim e bom: Chevrolet Agile e Sonic deixam de ser importados

Fabricante desistiu de vender os compactos no Brasil de forma prematura

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Temos uma boa e uma má notícia. A boa é que o Chevrolet Agile deixou de ser importado para o Brasil, a má é que o Chevrolet Sonic deixou de ser importado, tanto na carroceria hatch como na sedã. De toda forma, há um certo sentimento na partida dos três carros, pois se foram muito cedo. Não constam mais no site da Chevrolet e há poucas unidades nos estoques das concessionárias. Chevrolet Agile 2014 (13)
Há uma certa comemoração por trás da partida do Agile. Por mais que ele tenha surgido em 2009, em plena crise da General Motors, numa tentativa de ressuscitar a Chevrolet no Mercosul – tarefa bem cumprida, possibilitando a vinda de carros mais modernos, como Onix e Cobalt – o Agile sempre foi mal visto por usar uma plataforma velha, que só no Brasil já tem 20 anos, e deixar isso muito evidente no dia-a-dia.
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Cá entre nós, o Agile também era muito feio. Até que a idade obrigou sua reestilização, e aí ele ficou do jeito que sempre deveria ter sido. Nós o avaliamos depois disso e, de fato, houve avanços. Só que nós estamos em 2014 e mais ninguém quer dirigir com a cara grudada no para-brisa e pegando em um volante deslocado para a direita, nem chacoalhando, por não ter subchassi dianteiro. Ele também adorava mergulhar nas curvas.
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O pacote de equipamentos era farto, até porque há dois anos ele era vendido por aqui apenas na versão topo de linha, LTZ. Mas o lançamento do Onix complicou a vida do Agile, que vivia entre as versões LT 1.4 e LTZ 1.4 do compacto moderninho. A liderança do Onix no varejo e a queda vertiginosa nas vendas do Agile, que passou de 4.684 unidades em janeiro para apenas 143 em agosto, revelam o que o consumidor prefere.
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De toda forma, o Chevrolet Agile continuará em produção na fábrica da Chevrolet em Rosário, na Argentina, ainda nas versões LS – nunca oferecida aqui –, LT e LTZ, motivado por incentivos que o governo local dá aos carros com produção local. O motor continua o 1.4 Econo.Flex de sempre com opção de câmbio manual de 5 marchas ou automatizado Easytronic com o mesmo número de relações. A picape Montana, fabricada no Brasil mas que utiliza o mesmo projeto do Agile, continua em produção.

A culpa é do Robotnik!

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Nós realmente nos surpreendemos com a despedida do Sonic. Nós avaliamos o hatch há poucas semanas caracterizado pela série Effect e, pior, nós realmente gostamos muito dele. Pior é que ele ainda era recente por aqui: tanto o hatch com o sedã foram lançados há apenas dois anos, importados da Coreia do Sul, e em menos de um ano passaram a ser importados do México._PF_5075
A desconfiança recai sobre o Dr. Ivo Robotnik, maior inimigo do ouriço Sonic nos jogos do Mega Drive. Mas também pode ser culpa da Chevrolet, que tabelava o hatch na versão de entrada LT em R$ 49.496, e o LTZ em R$ 57.996. O Effect sairia por R$ 59.890 se a Chevrolet deixasse de praticar os bons descontos que promoveu nos últimos tempos.
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Mas nada fez este compacto que preencheu o posto do finado Astra vender bem. o hatch teve, em média, 530 unidades emplacadas por mês este ano, e o sedã 340 unidades. Pouco, ainda que a Chevrolet tenha afirmado que vendia todos os Sonic que importava. O fim da importação do Sonic poderia ter sido motivada por pressão do Tracker, que continua sendo importado do México e ainda divide a cota de carros que a Chevrolet pode trazer de lá com o Captiva. Com média de 1280 carros vendidos mensalmente este ano, o Tracker poderia ter ainda mais carros importados a partir de agora.
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