Pergunta da Semana – Câmbio CVT: Como você lida com essa transmissão alienígena?

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Pergunta da Semana – Câmbio CVT: Como você lida com essa transmissão alienígena?

Elimina a embreagem e torna o carro mais econômico – e chato?

Nissan-Altima-2014 (85) Estive me lembrando que na empresa em que trabalho tínhamos um Honda Fit de primeira geração com seu tradicional câmbio automático continuamente variável, ou CVT de acordo com a sigla em inglês. A minha sensação era que dirigia um carro mais sem alma do que qualquer jogador do Botafogo, ao passo que bebia menos que o Axl Rose no backstage de um show. Ok, o Axl Rose não é um bom parâmetro. Bebia menos que uma freira, então. Sim, muitos de nós preferirão sempre uma boa transmissão manual, mesmo que seja a de um FNM com duas alavancas acompanhado do suor inerente da atividade. Só que a grande maioria já não se importa com isso e a cada dia o número de carros com câmbio automático aumenta na República de Geisy Arruda. Desde o Fit lançado em 2003, o CVT está presente como método construtivo alternativo à caixa automática tradicional, com suas engrenagens epicíclicas e conversor de torque. nissan-cvt _3_
A vantagem real do CVT é sua eficiência no que se refere à economia de combustível, ainda mais acentuada pela tradicional aplicação dessa transmissão em motores menos potentes. Mas hoje há motores potentes associados a sistemas CVT, como em alguns Audi – que vai abandonar o sistema –, mas nada supera os 280cv do recente Subaru Forester tS 2015, no Japão. Entretanto, o CVT tem para mim um defeito crucial. Exceto nos modelos onde o CVT possui um parâmetro de parada, ou seja, simula marchas pré-estabelecidas, como Toyota Corolla, Renault Fluence e Honda City, a experiência de condução se assemelha a ligar um liquidificador, andar de elevador ou de metrô, com rotação sempre estabelecida e o mundo passando a seu redor. Ao subir o morro o sistema diminui a relação para aumentar os giros. Ao descer, diminui a relação para reduzir os giros. Eis o ônus da variação contínua da relação: trava a velocidade de funcionamento do motor e muda a relação para que o carro desenvolva.
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Como sempre falamos em nossas avaliações, carros com CVT não são tão empolgantes mas o consumo é sempre exemplar. Eu gosto um pouco de vida na minha caixa de velocidades, mesmo quando ele está fazendo o seu trabalho por conta própria. O já extinto Fit CVT da empresa, extremamente hábil em se mover com a menor quantidade de gasolina possível, tinha a mesma emoção de condução do que ver um jogo de golfe depois de uma feijoada. E é claro que hoje nós estamos interessados em seu ponto de vista, e, como tal, nós queremos que você avalie o CVT. Você já dirigiu um? O que você acha deles? Algo que eu não sabia e vossa excelência queira me ensinar? Vamos, opine. A palavra agora é de vocês!

  • Ivan Frizollo

    O meu Fit CVT 1.4 2005 (primeira geração) é extremamente confortável. O que me chamou atenção foi que permite uma sensação de aceleração contínua (sem trocas e sem o motor “gritar”), parecendo as vezes que estou dirigindo um carro com motor elétrico super-silencioso. Pra mim, hoje pai de família e lutando contra o alto peço da gasolina, conforto e economia estão no topo dos critérios de avaliação. Porém, é claro que meu espírito jovem quis “testar” a arrancada do CVT em uma saída de semáforo contra um C3 2014 (bem mais novo e potente). O adversário estava acelerando muito o carro, olhando para mim, desafiando… Coloquei o câmbio na posição S (Sport) e simplesmente pisei fundo quando o semáforo abriu. A rotação foi logo para a de maior potência e o câmbio fez o trabalho das infinitas “trocas” contínuas! Não é que o CVT deixou um carro mais potente e um motorista nervoso pra trás!? Quando o oponente chegou à 3a marcha, eu já comecei a vê-lo pelo retrovisor, quando freei ao chegar ao próximo semáforo. Uma experiência fantástica! Afinal, o CVT é tão sutil que as vezes perco a noção de quão ágil dirijo, por ser tão suave e silencioso. Para quem está acostumado a ouvir o motor gritar, no caso do CVT, “cão que ladra não morde”! 😉

  • Supernescau

    Ainda não dirigi um, mas tenho curiosidade. Até câmbio automático era novidade pra mim há pouco tempo. Será que existe alguma animação para mostrar o funcionamento dinãmico?

  • Milton Quadros

    É o câmbio Ideal…. para a minha mulher.

  • Alexandre Machado

    Tenho um Fit 2015 CVT desde a Copa. Já com 5000 rodados. Quando eu quero “emoção” ou seja me desvevecilhar dos muitos motoristas sem educação aqui no Rio eu simplesmente aperto a tecla S e o carro fica até chato (para os outros) de tão nervoso. Fora isso em situações normais o modo drive já é muito ágil em arrancandas e retomadas e gasta quase como um 1.0. Este câmbio é de apaixonar pelo baixo consumo e a sensação de nunca estar forçando o motor. Conforto e economia que nenhum automático ou automatizado chegam perto.

  • Alexandre Coelho

    Na minha opinião, os de dupla embreagens reúne tudo em um só cambio: economia e esportividade.