Os carros que se despediram em 2014

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Os carros que se despediram em 2014

Ano foi marcado por despedidas de modelos recentes e outros já datados

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Um ano atrás a principal justificativa para os modelos que deixavam de ser vendidos era a obrigatoriedade de freios ABS e airbags dianteiros. Em 2014 se foram parte dos carros com projeto antigo que resistiram à obrigatoriedade dos itens de segurança, mas modelos recentes também deram adeus. Confira quais foram os carros que deixaram de ser vendidos em 2014:

Audi A3 Sport (2p) e A1 2p

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Audi-A1_2011_1600x1200_wallpaper_13[5]Em 2014 a Audi encerrou a importação de seus hatches de duas portas. Tanto o A3 Sport como o A1 2p sucumbiram à preferência do mercado pelas versões Sportback, de quatro portas. O novo A3 Sport era vendido com motor 1.8 TFS de 180cv, mas a Audi preferiu apostar no Sportback com motor 1.4 TFSI de 122cv. Esse também era um dos motores do A1 2p, lançado em 2011 e que em 2012 ganhou versão Sport com 185cv. Os motores permanecem na versão Sportback.

Chery S18 e Cielo

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cHERY s-18 fLEX 2012 (2)[2][2]Com números de emplacamento baixíssimos desde o final de 2013, os Chery Cielo e S-18 tiveram importações suspensas no início de 2014. O S-18 não ficou muito mais do que dois anos no mercado, pois viva concorrência interna com Face e Celer. Já o Cielo, lançado em 2010, foi um dos primeiros carros da marca no Brasil e seu tempo chegou. O foco da Chery passa a ser seus carros nacionais, o Celer nas versões hatch e sedã que começam a chegar às lojas em fevereiro.

Chevrolet Agile e Sonic

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De surpresa, a Chevrolet resolveu tirar dois compactos de sua linha. Com vendas decadentes enquanto o Onix fazia sucesso estrondoso, o Agile deixou de ser importado em setembro, antes mesmo de completar um ano de mercado após sua reestilização. Com projeto antigo e preço acima do cobrado pelo compacto mais novo, realmente não tinha como dar certo.
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O preço sempre foi uma barreira para o Sonic – partia dos R$ 50 mil -, que chegou em 2012 importado da Coreia do Sul e no ano seguinte passou a vir do México. Nunca deu conta da concorrência forte do Ford New Fiesta. O hatch teve, em média, 530 unidades emplacadas por mês este ano, e o sedã 340 unidades, e estes números devem ser revertidos em cotas maiores para importação do Tracker. Verdade seja dita: foi um dos melhores carros em comportamento dinâmico que avaliamos em 2014.

Citroën C4 e C4 Picasso

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Um ano depois do sedã Pallas, o C4 hatch se despediu do mercado brasileiro há poucos meses. O hatch não conseguiu sustentar suas vendas com um projeto antigo que já fora lançado no Brasil tardiamente, e 2008, dois anos depois do sedã. Para não repetir o erro, a Citroën trabalha sua marca em cima do C4 Lounge mas não pensa em trazer a nova geração do hatch – que acaba de completar 4 anos na Europa. 006CitroenfotoGiullianoRicciardiBX1[3]
O futuro dos monovolumes médios da Citroën é mais otimista. As versões de cinco e sete lugares do C4 Picasso deixaram de ser importados quando a nova geração dos dois foi lançada na Europa. Agora é uma questão de tempo para a nova geração chegar ao Brasil com a nova plataforma modular EMP2 e com o motor 1.6 THP flex de 173cv e câmbio automático de seis marchas.

Ford Fiesta Rocam e Transit

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O atraso do lançamento da nova geração do Ka garantiu alguns meses de sobrevida ao Fiesta Rocam, mas não teve jeito. Originalmente conhecido como “Projeto Amazon” – que também deu origem ao EcoSport – o modelo deixou testamento garantindo seus clientes ao Ka e ao Ka Sedan – que ficou com a linha de montagem em Camaçari (BA) -, e seu legado ao New Fiesta, agora fabricado em São Bernardo do Campo (SP).
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A van Transit deixou de ser importada da Turquia enquanto sua nova geração – que era aguardada para este ano – não é lançada no país. O utilitário já apareceu em eventos do setor de transportes e pode voltar a ser vendido ainda no primeiro semestre de 2015.

Hyundai Veloster e Sonata

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A liderança do segmento de hatches médios obtida pelo Veloster em seus primeiros meses de importação deram uma falsa sensação de que ele faria sucesso. Só que logo o “carro de três portas” viu suas vendas despencarem por ter o mesmo motor 1.6 16v do HB20, incapaz de garantir o desempenho esperado de um dito esportivo. As importações foram suspensas no primeiro trimestre e a ideia é trazer o Veloster Turbo, com um 1.6 de 204cv, no ano que vem.
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Já com o Sonata a situação foi outra. O sedã já havia tido suas importações suspensas no início de 2013 e depois retornou às lojas com visual atualizado, mas não durou muito: sem fazer o mesmo sucesso desde o lançamento do novo Azera, que usa a mesma plataforma mas tem motor V6, o Sonata ainda perdeu espaço na linha para o Elantra 2.0 Flex. A chance de ele voltar a ser importado em sua nova geração é mínima.

Mitsubishi Pajero TR4

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Morte oficializada pela própria fabricante, o Mitsubishi Pajero TR4 terá suas últimas unidades produzidas neste final de ano e estas devem garantir estoque por mais alguns meses. O jipinho se vai após 12 anos de produção nacional e quase 100 mil unidades vendidas e deixa o posto de utilitário de entrada da marca para o crossover ASX.

Peugeot 207 Sedan, Hoggar e 508

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autowp.ru_peugeot_hoggar_xr_5[3]Apesar do preço atraente e do bom pacote de equipamentos, o lançamento da série In Concert do 207 Sedan em abril já marcava o fim da produção do modelo. Sem substituto, assim como o 207 SW logo foi seguido pela picape Hoggar, um dos maiores fracassos da Peugeot no Brasil. Último da família, o 207 hatch pode não estar mais em produção, mas ao menos tem unidades em estoque, que completas são oferecidas por R$ 36.690.
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Já o 508 saiu de cena por ter sido reestilizado na Europa. Mas pode nem mesmo voltar, caso isso dependa de suas vendas no Brasil, que nunca alcançaram números representativos.

Volkswagen Polo, Golf 4,5 e Fox 2p

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A segunda reestilização do Fox em meados deste ano culminou no fim da versão duas portas do modelo. Até o Gol teve a gama de versões com carroceria duas portas encolhidas – ficou restrito aos 1.0.
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Mas 2014 também marcou a despedida de dois dinossauros da linha Volkswagen. O primeiro a dizer adeus foi o velho Golf, o “4,5” (apelido que recebeu na última reestilização, em 2007), que não resistiu à vitalidade da sétima geração do Golf, lançada no ano passado.
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A despedida do Volkswagen Polo foi neste final de ano, e as últimas unidades ainda estão nas lojas para quem estiver interessado num compacto com visual antiquado mas montado de forma considerada moderna até hoje. Sem sucessor direto, deixa seus clientes nas mãos das versões mais completas do Fox, que agora oferecem até mesmo controles de estabilidade e tração.