Pergunta da Semana – Qual o carro mais emocionante que você já dirigiu?

Pergunta da Semana

Pergunta da Semana – Qual o carro mais emocionante que você já dirigiu?

Qual foi a sua mais intensa sensação ao volante?

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Adrenalina. Pupilas dilatadas, movimentos sensoriais em estado de alerta. Aumento da frequência cardíaca. Sensação de "borboletas" no estômago. Um deja-vù ou sensação de pertencimento a um plano superior. O sorriso onipresente ou o espanto, talvez medo, forjado a frio na face. Suor nas mãos e tremor na pernas. Segundos que duram eternidades, talvez vidas inteiras. Se você não é um misto de humanoide e ciborgue russo, muito provavelmente já passou por alguma das sensações acima descritas. Seja em um jogo de futebol dramático, aquele beijo esperado e reensaiado às centenas na sua mente. Ou por causa daquele carro. Sim, daquele carro. uS0Yh04[3]
Se você é como eu, que faz punta-tacco dormindo e tem mais gasolina correndo entre as veias do que plasma, é muito provável que já ficou impávido feito besta em frente ao pôster do carro que em priscas eras decorou seu quarto. Mas nada impede que seja aquele pequeno carro despretensioso – e até mesmo cinzento em um primeiro olhar – que te deixou em êxtase, levando sua experiências sensoriais a níveis nunca antes explorados. E, talvez aquela viagem naquele velho conversível, com aquela pessoa a seu lado, estará completamente enraizada em sua debilitada memória para sempre. O frio percorrerá sua espinha como se fosse a noite anterior a essa experiência automotiva. Mas você pode simplesmente falar "Seu post merece intervenção militar, seu primata! Você conseguiria colocar em palavras as suas sensações?". Sim, caro leitor, esse humilde escriba trás consigo experiências dentro de um carro que nunca sairão de sua pródiga e idiotística memória. E não, não pense besteira…
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Meu primeiro carro, pelo qual nutrirei amores eternos, foi um Clio Dynamique 1.6. Acostumado até então com carros que ofereciam menos de 100 cv e com proposta completamente distinta, com desempenho relegado a segundo plano, o Clio me conquistou logo de cara. A primeira vez que fui para um pequeno trecho de estrada e pude acelerar todos aqueles 115cv a partir de baixas velocidades até a velocidade máxima da via ficou para memória. Sim, não era nada potente comparado ao que temos hoje nas ruas (inclusive, espere para breve a avaliação do mais potente carro avaliado por nós!). Mas era leve, de peso e de espírito. Se o pulmão era pequeno diante de muitas lendas, a respiração era extrema e dramática, como se aquela pequena potência se agigantasse unicamente ungida pela coragem do pequeno francês.
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Corta para a próxima. Salão de Genebra, 2013. Essa criança que vos escreve se encontrou petrificada e abismada por ver in loco, pela primeira vez na vida e justamente no meio de uma constelação de super estrelas, a mítica e indescritível McLaren F1. Os minutos que passei admirando essa obra de arte mecânica são facilmente computados para um dos melhores dentre os curtos períodos de tempo que me marcarão para sempre. Não obstante, poucos dias depois, enfrentar autoestradas e rotas alpinas pela primeira vez na vida durante a avaliação do Golf 7 para o Novidades Automotivas foi qualquer coisa como marcante, talvez a realização de um sonho simples sobre rodas. Sensação que se repetiria durante uma cruise-trip pela costa americana no começo desse ano, em um carro de certa forma insólito no que se refere a prazer ao dirigir – e que em breve estará devidamente registrado por aqui.
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Para fechar, dezembro de 2013. Véspera de Natal, chuvas torrenciais e estradas completamente paradas em boa parte de Minas Gerais devido a acidentes de trânsito e complicações geológicas pela ação pluviométrica. A avaliação da Chevrolet TrailBlazer, que estava apenas começando, tomou traços dramáticos ao se tornar de forma inesperada a tábua de salvação para mim e minha agenda de compromissos especiais e inadiáveis longe de onde estava naquele momento. Fazer uso do potencial da máquina ao assumir o risco de percorrer boa parte dos 200 quilômetros entre Belo Horizonte e Ipatinga por vias vicinais mesmo sob temporal colocou em mim o espírito de um finlandês ganhador de ralis, que fez com que as intransitáveis estradas de terra virassem o campo de prova ideal para aquele carro, para minha técnica como condutor e para minhas emoções. Já falei o suficiente. Agora é a sua vez, caro leitor, de colocar em palavras as mais diversas sensações proporcionadas unicamente por aquele ser inanimado mas contraditoriamente por vezes dotado de alma e que nos faz estar aqui: o automóvel. Vá, compartilhe conosco suas experiências logo abaixo. Queremos ouvir suas histórias!