Avaliação – Diversão e adrenalina são as palavras de ordem do Fiat Punto T-Jet

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Avaliação – Diversão e adrenalina são as palavras de ordem do Fiat Punto T-Jet

Quando motor turbo e visual agressivo se combinam em um Punto

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Normalmente, versões esportivas dos carros vendidos no Brasil não são tão poderosas como seus nomes sugerem. Parecem mais aquele sujeito sedentário que, num final de semana qualquer, decide calçar um tênis de corrida e vestir aquela camiseta regata… para dirigir até a padaria mais próxima. Não passam de acessórios, meros enfeites. Felizmente, esse é o caso do Punto Sporting, e não do Punto T-Jet que avaliamos.

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A versão mais potente do hatch foi feita mesmo para dar um pouco mais de adrenalina e diversão aos motoristas que ainda não alcançam os esportivos “de verdade”. E isso já começa pelo lado de fora do hatch. O Punto T-Jet tem alguns detalhes exclusivos, que deixam o carro com um visual bem mais agressivo. Mas não são exatamente novidades.

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O kit básico, que inclui saias laterais, para-choques mais destacados e alguns apliques na carroceria são compartilhados com o Sporting, que usa o apático 1.8 E.TorQ de 132cv. O T-Jet ainda é calçado rodas maiores, aro 17 – as mesmas do Punto Abarth europeu.

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Por dentro, também há o que se elogiar. Primeiro, pelo acabamento muito bem feito – chamam mais atenção o painel e os pedais revestidos em alumínio. E também pelo conforto proporcionado pelos bancos que, além da densidade correta,  abraçam motorista e passageiros graças aos grandes apoios laterais.

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Mas é com o motor ligado que o Punto T-Jet fica ainda mais interessante. Em meio a tantos motores turbinados somente para reduzir o consumo sem tocar no desempenho, o pequeno 1.4 16v turbo gosta mesmo é de girar sem grandes preocupações. Para isso, a turbina de baixa inércia refrigerada à água e com intercooler sopra o ar com pressão de até 0.9 bar para dentro do motor.

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Sem sistemas banais nos motores turbo atuais, como comando variável de válvulas e injeção direta, o motor gera 152cv a 5.500rpm  e 21,1kgfm de torque, disponível entre 2.250 e 4.500 rotações. Importado da Itália, este 1.4 utiliza apenas gasolina e está sempre acoplado à transmissão  manual de cinco marchas – exatamente a mesma usada em outros modelos da Fiat, com direito a ré que arranha para entrar. No final das contas, esse conjunto leva o Punto a uma velocidade máxima de 203km/h, cumprindo o zero a 100km/h em 8,3 segundos.

Mas como as ruas – e as leis – brasileiras não permitem explorar todo o potencial do carro, nos limitamos mesmo ao uso urbano. E no tradicional “anda e para” das metrópoles, o T-Jet parece com um Punto qualquer. Preguiçoso, parece não querer acordar para andar aqueles dois metros que aparecem à frente num engarrafamento. Não há vida abaixo dos 2000rpm. Culpa é do turbolag, o tempo de resposta necessário até que o turbo comece a trabalhar como deveria – minimizados pelos tais sistemas banais.

Instinto agressivo

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A agressividade do Punto T-Jet está no DNA. Literalmente. O carro tem sistema que permite escolher uma tocada pacata, neutra, ou um mais esportiva, apenas modificando o tempo de resposta do acelerador. A sigla é uma referência aos modos “dinâmico”, “normal” e “autonomia”, onde o primeiro deixa o hatch atrevido, com resposta imediata a cada pisada no acelerador, e o último tem o efeito oposto, contendo os ímpetos do carro, para priorizar a economia de combustível.

Embora não seja necessário dizer, é bom reforçar que o modo dinâmico deixa a experiência muito mais divertida. Até porque o ronco mais grave invade a cabine e contribui ainda mais para aflorar o piloto que há dentro de cada motorista. E a vontade com que o carro arranca, quase cantando pneus, joga a adrenalina lá no alto. O bom comportamento nas curvas também é digno de nota.

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Apesar da tração dianteira não combinar muito com a proposta esportiva, a suspensão e os pneus 205/50 R17 cumprem bem o papel de manter o carro colado no chão – desde que não seja levado até o limite. Juntando esses ingredientes ao gráfico exibido no computador de bordo, que mostra o trabalho das turbinas, temos um brinquedo capaz de conquistar qualquer “criança grande”.

Bom, uma criança grande que possa arcar com os R$ 65.330 pedidos. Alguns equipamentos condizentes com a faixa de preço e a proposta fazem falta, como é o caso dos controles de estabilidade e tração. Puro, o Fiat Punto T-Jet é, sem dúvidas, um dos carros mais divertidos de se guiar.

Galeria
Fotos | Henrique Rodriguez

  • Alecs

    A mesma coisa acima só que com tres volumes e porta-malas destacado e o pessoal já não acha bom ,acho que o que fazem na midia com o Linea,esse negócio de dizer que a FIAT nunca fez sucesso no Brasil no segmento médio parece mais uma arapuca montada pelos concorrentes,pois eu lembro muito bem,que por exemplo o FIAT Tipo foi o hatch importado mais vendido,e olha que vendia mais até que o golf,e por sua vez ,o Tempra vendia mais que Monza e Santana,todos anos 90,me parece muito mais PAÚRA da FIAT por parte dos concorrentes que tem medo de ver a FIAT emplacar os medios como naquela epoca ,a FIAT fez a concorrencia despreparada comer poeira!!!

  • Marcelo Caldas

    Eu tenho e sou fã de meu danadinho

  • Diggo

    Muito show, mas falta uma opção automática. Ficaria perfeito.

  • Alexandro Henrico von Mann

    Carrinho massa mesmo!