Pergunta da Semana – A existência das portas suicidas

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Pergunta da Semana – A existência das portas suicidas

Portas que se abrem ao contrário: quem são e por que existem!

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Começamos a pergunta dessa semana com um alerta: isso não é uma sequência d’Os Sofrimentos do Jovem Werther. Por isso, sigamos os conselhos do politico-esquizofrênico ex-músico Lobão: Não tente se matar. Pelo menos essa noite, não. Falaremos de portas suicidas, aquelas que se abrem no sentido contrário ao habitual, e não sobre kamikazes em aviões-bomba. A explicação do nome é simples: povos antigos na cultura automotiva tinham a porta em questão como perigosa, sujeita à ação do vento que levaria a uma abertura inadvertida, que seria perigosa para seus usuários. Bem, eu nunca morri com uma porta dessas. E não conheço quem tenha passado para o lado de lá também.

Mas deixando a morte de lado, nosso questionamento tem o começo de sua razão de existir na última Pergunta da Semana, em que comentamos sobre a SuperCab da Ford Ranger, oferecida por pouco tempo em nosso país mas com boa aceitação no restante do mundo. Bem, como foi falado, a mesma possui uma terceira porta na parte estendida da cabine, que se abre para trás apenas com a porta dianteira correspondente estar também aberta. Para que ela existe? Simples, meu caro: como fica mais fácil carregar a parte posterior da cabine, além de tornar mais tranquilo o embarque e o desembarque de passageiros. A Honda soube aproveitar isso, por exemplo, no seu feioso-mas-prático Element.

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Ok, se pensarmos em maior volume na questão tupiniquim, pode ser que venha em nossa mente a Fiat Strada com cabine dupla, que lança mão desse artifício e é o único veículo nacional que oferece tal opção atualmente. Mas não, ela não é a pioneira em nossa nação: no que se refere a portas abrindo ao contrário, a perua DKW-Vemag Universal (posteriormente Vemaguet) é a referência inicial em nossa história, ganhando a companhia em seguida de sua versão sedã, o Belcar.

E se você acha que isso é recurso de pick-up ou carro pequeno apenas, se enganou: nos anos 1960, a Lincoln fazia uso de tal característica em seus enormes sedãs, característica que foi herdada dentro do mesmo grupo no Ford Thunderbird com quatro portas nos anos 1960 e 1970. Idem para a Rolls-Royce, em nome de uma facilidade para se entrar nos luxuosos veículos. Não obstante, o Mazda RX-8 também adicionou uma terceira porta em sentido inverso no seu ardido e insólito esportivo de motor Wankel.

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Com o tempo surgem as questões que nem o Google pode responder. Talvez a principal delas é: por que não se colocar as portas tradicionais? Bem, realmente não cravo uma afirmação certeira quanto a isso. Mas uma coisa é fato: quando combinada com portas dianteiras que se abrem no sentido habitual, temos um imenso vão de carga. Isso é benéfico tanto para se carregar um veículo com cargas diversas quanto para o embarque e desembarque dos passageiros, por que não? E se a segunda pergunta for “E por que não fazem mais carros assim?”, eu chutaria: Custo. Porque para esse tipo construtivo, são necessários reforços estruturais na carroceria.

O que eu acho disso? Legal e de bom uso. Facilita sim as coisas, e tem seu lugar nos veículos de trabalho ou em carros de luxo verdadeiro. Se eu acho indispensável? Não, não acho. E você, caro leitor: qual sua opinião sobre isso? Aprova ou desaprova? Vamos, deixe sua opinião conosco e debata!

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E até a próxima!