Do Brasil ao Azerbaijão – Curiosidades sobre as exportações da Volkswagen

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Do Brasil ao Azerbaijão – Curiosidades sobre as exportações da Volkswagen

Carros brasileiros já foram montados no Irã, na Nigéria e até na China!

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Em 2015 o Volkswagen Up! ganhou mercados como Peru, Argentina, Uruguai e México. No ano, 124.959 carros da marca chegaram a 16 países. Mas não é de hoje que carros da Volks fabricados por aqui, eles começaram a ganhar o mundo em 1970 e, hoje, você só não terá chances de cruzar com um deles se viajar para a Oceania. A seguir você confere algumas curiosidades sobre as exportações da Volkswagen.

As exportações da Volkswagen do Brasil começaram em fevereiro de 1970, com 13 unidades de Kombi e Variant exportadas para o México e países da América do Sul. No ano seguinte, foram 1.039 veículos exportados, volume que, em 1972, saltou para 7.204 unidades vendidas para 44 países da América Latina, África e Ásia.

  • As exportações da Volkswagen do Brasil começaram em fevereiro de 1970, com 13 unidades de Kombi e Variant exportadas para o México e países da América do Sul. No ano seguinte, foram 1.039 veículos exportados, volume que, em 1972, saltou para 7.204 unidades enviadas para 44 países da América Latina, África e Ásia.

Um dos maiores contratos de exportação foi com o Iraque, para onde foram exportadas 170 mil unidades do Passat de 1983 a 1988.

  • Um dos maiores contratos de exportação foi com o Iraque, para onde foram exportadas 170 mil unidades do Passat de 1983 a 1988. Tinha interior vinho e quatro faróis quadrados. A Volkswagen enviava os Passat para o o Iraque, que por sua vez mandava petróleo para a Petrobrás e esta, por fim, efetuava o pagamento na conta da Volkswagen. O modelo também chegou a ser montado na Nigéria.

Veja também: Iraqibu – O antecessor do Passat no Iraque

Outro grande contrato ocorreu em 1987, com o Projeto 99 (Voyage e Parati) para o mercado norte americano (Canadá e EUA). Foram dois anos de exportação da Parati com 25.022 unidades e sete anos do Voyage com 202.062 unidades exportadas. Por lá eram chamados de Fox.

  • Outro grande contrato ocorreu em 1987, com o Projeto 99 (Voyage e Parati) para o mercado norte americano (Canadá e EUA). Foram dois anos de exportação da Parati com 25.022 unidades e sete anos do Voyage com 202.062 unidades exportadas. Por lá eram chamados de Fox e Fox Wagon.

Golf City Canadá

  • Em 2000, Volkswagen do Brasil voltou a enviar carros para o Canadá e os EUA. Foram 137.925 unidades do Golf para os EUA no período de 2000 a 2005 e 75.063 unidades para o Canadá entre os anos de 2000 a 2009, onde se chamava Golf City. Tinha motor 2.0 de 116cv e câmbio automático de seis marchas e era o modelo de entrada da marca nos dois países.

O Gol com motor a diesel foi vendido entre 2000 e 2008 para Argentina (14.562 unidades no período), Uruguai (1.219 unidades) e Paraguai (898 unidades).

  • O Gol com motor a diesel foi vendido entre 2000 e 2008 para Argentina (14.562 unidades no período), Uruguai (1.219 unidades) e Paraguai (898 unidades). A versão também chegou ao Marrocos e à Argélia. Este motor 1.9 diesel rende 64cv a 4200rpm e 13,9kgfm a 2600rpm e levava o Gol aos 100km/h em 16,9s. A vantagem? Rendimento de 14,2km/l, quase um Up TSI.

China e Irã chegaram a fabricar o Gol em CKD, ou seja, com peças exportadas do Brasil. Os chineses da Xangai Auto fabricam um volume de 140 Gol por dia, seis dias por semana, com 60% de componentes brasileiros e 40% de componentes locais.

  • China (a partir de 2002) e Irã (2004) fabricaram o Gol em CKD. Os chineses da Xangai Auto fabricaram um volume de 140 Gol por dia, seis dias por semana, com 60% dos componentes importados do Brasil e 40% de componentes locais. No Irã, todos os componentes eram brasileiros e o motor era o velho 1.8 a gasolina.

Entre 2004 e 2005, o Gol foi exportado para a Rússia, sendo o primeiro carro brasileiro a circular naquele país.Os carros desembarcavam na Finlândia após 30 dias de viagem e depois seguiam por terra até Moscou. Em 2003 foi eleito o carro compacto mais bonito do Salão de Moscou.

  • Entre 2004 e 2005, o Gol foi exportado para a Rússia, sendo o primeiro carro brasileiro a circular naquele país. Os carros desembarcavam na Finlândia após 30 dias de viagem e depois seguiam por terra até Moscou. Um ano antes, em 2003, foi eleito o carro compacto mais bonito do Salão de Moscou.

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  • Em 2004 a Volkswagen fez um Gol (perdão pelo trocadilho) comemorativo. Completara 500 mil unidades exportadas para 50 países. “São poucos os fenômenos da indústria automobilística e o Gol, criado por brasileiros, é um deles. Da China à Rússia, da Argentina ao México, do Líbano à Angola, do Irã ao Senegal, consumidores sob as mais diferentes influências econômicas, políticas, sociais e culturais têm algo em comum: adoram o VW Gol”, disse Hans-Christian Maergner, presidente da Volkswagen do Brasil à época. O início das importações foi em 1980, com 49 unidades enviadas para Paraguai e Nigéria.

O Volkswagen Fox fabricado no Brasil foi o carro mais barato da Volks na Europa de 2005 até o lançamento do Up!. Era vendido até mesmo no Reino Unido com volante do lado direito. Sempre versão 2P, tinha várias opções de motores diferentes, inclusive o 1.2 a gasolina e os 1.4 a diesel e gasolina. Todos tinham airbags e ABS de série.

  • O Volkswagen Fox fabricado no Brasil foi o carro mais barato da Volks na Europa de 2005 até o lançamento do Up!. Era vendido até mesmo no Reino Unido, com direito a volante do lado direito. Sempre 2P, tinha opções de motores diferentes dos nossos, inclusive o 1.2 a gasolina e os 1.4 a diesel e gasolina. Todos tinham airbags e ABS de série.

Ucrânia, Turcomenistão e Azerbaijão receberam o Gol, entre 2005 e 2006, sendo que o automóvel sofreu adaptações para funcionar em temperaturas que chegam a -40ºC,, além da modificação para trabalhar com gasolina 100% pura e de dispositivos e líquidos (fluídos, óleos, água) com tratamento especial contra congelamento.

  • Ucrânia, Turcomenistão e Azerbaijão receberam o Gol, entre 2005 e 2006, sendo que o automóvel sofreu adaptações para funcionar em temperaturas que chegam a -40ºC,, além da modificação para trabalhar com gasolina 100% pura e de dispositivos e líquidos (fluídos, óleos, água) com tratamento especial contra congelamento.

Em alguns países os modelos receberam outro nome. No México, na Rússia e no Egito o Gol era chamado Pointer. No México o Fox era Lupo e na Argentina a Parati chamava-se Gol Country.

  • Em alguns países os modelos receberam outro nome. No México, na Rússia e no Egito o Gol era chamado Pointer. No México o Fox era Lupo e na Argentina a Parati chamava-se Gol Country.

A nossa velha Kombi também tinha público fiel no exterior. A fabricante de trailers Danbury, sediada no Reino Unido, importava lotes da perua – lá conhecida como Type 2 – e as transformava em trailers, sua especialidade. O último lote, de 99 unidades, se foi em 2014. O preço de cada uma podia passar de 35.000 libras, equivalente a quase R$ 140 mil na época.

  • A nossa velha Kombi também tinha público fiel no exterior. A fabricante de trailers Danbury, sediada no Reino Unido, importava lotes da perua – lá conhecida como Type 2 – e as transformava em trailers, sua especialidade. O último lote, de 99 unidades, se foi em 2014. O preço de cada uma podia passar de 35.000 libras, equivalente a quase R$ 140 mil na época.
  • Pedro Cunha

    “Entre 2004 e 2005, o Gol foi exportado para a Rússia, sendo o primeiro carro brasileiro a circular naquele país. Os carros desembarcavam na Finlândia após 30 dias de viagem e depois seguiam por terra até Moscou. Um ano antes, em 2003, foi eleito o carro compacto mais bonito do Salão de Moscou.”
    Quem disse que a invasão dos Lada ficou impune???

  • lucasfs

    Curioso em ver um painel de fox com volante do lado direito

  • Daniel Girald

    O pai de um amigo argentino teve um Gol bola branco com aquele motor 1.6D de injeção indireta e 50cv. Não fazia menos de 16km/l.

    • lucasfs

      fora o torque ne!

      • Daniel Girald

        Na verdade o torque do 1.6D nem era tão expressivo, mas já era melhor que o do 1.0 vendido aqui. Mas cá entre nós, considerando que muitos motores Diesel antigos tinham injeção indireta, a proibição deles chegava a soar ainda mais insensata quando recordamos que podiam funcionar com óleos vegetais puros como combustível alternativo, que pode ser produzido com menos recursos e de forma mais descentralizada que o biodiesel de modo a facilitar a aplicabilidade no interior tanto para fins automotivos quanto em máquinas e equipamentos usados pelo setor agropastoril.

        • Alexander NotTheKing

          E hoje em nome da “sustentabilidade” produz-se motores diesel de custo elevadíssimo com alta tecnologia que…. poluem tanto ou mais e dependem de combustível de baixo teor de enxofre que se fica 15 dias parado no tanque do posto já produz água e lá vai você indo para a concessionária ver o que diabos aquela luz no painel insiste em dizer que há água no combustível.

          Aconteceu comigo e dois amigos, viajávamos com uma S10 e a luz maledeta ficava lá piscando no painel e abastecemos em um posto que parecia ser bom, na volta questionamos o dono do posto que explicou o possível problema, tirou uma mostra do Diesel, nos deu e pediu para na nossa cidade contactar a BR Distribuidora para análise.

          Foi o que meu amigo fez, deu a amostra para análise em um carro da BR que faz a fiscalização dos postos deles e mostrou que o Diesel era o S10 mas com 0,5% a mais de água do que o limite, nos deram a mesma explicação, Diesel parado no tanque.

          • Daniel Girald

            Se fosse levada a sério a tal da “sustentabilidade”, a ANP não estaria formulando regulações que inviabilizam a produção e livre comercialização de combustíveis alternativos, que por extensão poderiam ter a produção mais regionalizada usando matérias-primas locais. Além do mais, se tem fontes energéticas naturalmente isentas de enxofre, não me parece fazer tanto sentido insistir em dessulfurização para o óleo diesel convencional.

          • Alexander NotTheKing

            Exato, este papo de sustentabilidade é papo para marqueteiro, tem até um programa de milhagem por ai, que você troca suas milhas por NEUTRALIZAÇÃO DE CARBONO, hahahahhahahahahhahahahahahahhaha.

            O cara quer que você simplesmente jogue fora suas milhas dizendo que vão plantar árvores para você, ahhahahahahhahahahahhaha