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Koenigsegg Regera de produção continua tão incrível quanto o protótipo

Hiperesportivo de 1.521 cv é híbrido e NÃO tem câmbio!

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“Revolucionário” é a palavra que melhor define o Koenigsegg Regera, novo hiperesportivo da fabricante sueca com nome difícil de escrever e pronunciar. Tem 1.521 cv gerados pelo conjunto híbrido que combina o motor V8 5.0 e mais três elétricos e não tem, exatamente, uma transmissão. O Bugatti Chiron de 1.500 cv é legal, mas seu W16 com quatro turbos não é tão tecnológico…

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“O único híper/megacarro que poderá bater este Regera numa pista é outro Koenigsegg”, garantem os responsáveis pelo desenvolvimento do Regera. Apesar de dividir a plataforma com o Agera, o Regera tem linhas totalmente novas. A frente é mais aerodinâmica que a do “irmão”, enquanto o subchassi traseiro agora traz suportes flexíveis de borracha em vez dos sólidos, para melhorar o conforto e os níveis de ruído.

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Desta vez se preocuparam bastante com o acabamento. Todo o interior é revestido de couro, os bancos têm ajustes elétricos e há até o novíssimo sistema Apple CarPlay, com conectividade 3G e Wi-Fi, alto-falantes de alta definição e carregador sem fio para smarphones. A conectividade também se estende ao sistema de diagnóstico e atualização de firmware remoto. A Koenigsegg fala em mais de 3 mil alterações em relação ao protótipo.

Mas… e a mecânica?

O conjunto motriz do Regera tem funcionamento peculiar e ao mesmo tempo impressionante. Chamado de Koenigsegg Direct Drive (KDD), é um sistema de transmissão direta que é formado por três motores elétricos e o V8 biturbo. Ou seja, de certa maneira ele é um híbrido! E sim, é possível até mesmo rodar 30km sem gastar uma gota de gasolina.

Um motor elétrico de 210 cv conectado na frente do V8 faz as vezes de motor de partida e gerador de energia, a partir do momento que o V8 passa a funcionar, alimentando a bateria de 800 volts e 4.5 kWh. Os outros dois motores elétricos de 245 cv ficam nas extremidades do eixo traseiro, cada um responsável por uma roda.

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Até os 50km/h só os dois motores elétricos traseiros trabalham (ou seja, há 490cv empurrando o Regera). A partir daí um acoplamento hidráulico conecta o V8 ao resto do sistema e seus 1.100cv recebem aval para dar tudo de si. Neste momento a missão dos motores elétricos traseiros passa a ser vetorizar o torque do V8, dando mais força em suas respectivas rodas para melhorar o desempenho em curvas, por exemplo. E o motor de 210cv recarrega a bateria. Só que a potência máxima que o conjunto consegue gerar ao mesmo tempo é de 1.521 cv (ou 1.500 hp).

É complexo e ao mesmo tempo simples. Na estimativa da Koenigsegg, se houvesse apenas motor V8 e câmbio sequencial de sete marchas o carro seria 88kg mais pesado, e isso contando com os 115kg da bateria. Como não há alavanca para trocas, pedal de embreagem, engrenagens ou diferencial, é plausível.

Os 200kgfm de torque resultantes da união de tantos motores catapultam o Koenigsegg Regera aos 100km/h em apenas 2,8 segundos (em patamar de igualdade com Nissan GT-R, Hennessey Venom e Ariel Atom V8, porém 0,3 s mais lento que o Chiron), chegando aos 200 km/h em 3,9 s. Mas quando ele passa dessa velocidade é que a brincadeira começa a ficar mais séria: os 300km/h são alcançados em 12 segundos cravados, e oito segundos depois, os 400km/h já foram rompidos.

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Diferenças entre o protótipo mostrado no ano passado e o carro de produção, que está no Salão de Genebra, está na adoção de borboletas atrás do volante. Puxe a do lado direito e o acoplamento hidráulico funcionará como um conversor de torque, escorregando para permitir que o V8 tire o carro da inércia fazendo mais barulho e entregando mais torque, que é multiplicado pelos motores elétricos traseiros.

A haste esquerda aumenta o efeito do freio regenerativo, que é usado para recarregar a bateria. Mas a freios carbocerâmicos com ABS para conter todo o ímpeto do hiperesportivo se necessário.

A produção do Regera está limitada a 80 unidades. O preço ainda não foi revelado, mas especula-se algo acima dos 2 milhões de euros. Mesmo assim, cinco já estão encomendados.

  • Pedro Cunha

    Com tanta força mesmo, pra quê câmbio???