Automobilismo / Splash and Go

Splash and Go! – Expectativa X Realidade

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Opa! Aproveitei o fim de semana da Páscoa, que não teve a realização de nenhuma corrida relevante, para concatenar expectativa X realidade de tudo que assisti neste início de ano. Nos dois fins de semana anteriores, passei muitas horas em frente à televisão acompanhando Fórmula E, Fórmula Truck, Indy, Nascar, MotoGP e Fórmula 1. Exceto Nascar e Fórmula E, as outras categorias realizaram etapas de estreia da temporada 2016.

Fórmula 1:

Domínio total da Mercedes no fim de semana do GP da Austrália. As Ferraris, pilotadas por Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen, até tentaram fazer frente às flechas de prata no início da prova, mas terminou tudo como dantes no quartel de Abrantes. Nico Rosberg venceu, repetindo a fasee final da última temporada. Lewis Hamilton foi o segundo, acredito que sentindo um pouco de pressão, pois o Nico mostrou que a reação não é só mais um ensaio. Sebastian Vettel ocupou novamente o lugar bastante visitado no ano passado, que é o degrau mais baixo do pódio. Felipe Massa fez uma prova regular, largou em sexto e chegou em quinto.

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Surpresa foi a sexta colocação conseguida por Romain Grosjean com a estreante Haas. O espanhol Fernando Alonso saiu ileso de um acidente espetacular com a McLaren, que neste ano abandonou o posto de pior carro do grid. Caso alguém pergunte se valeu a pena ficar acordado durante a madrugada para assistir a prova inaugural da temporada, já respondo: NÃO! A categoria passa pela maior crise de seus 66 anos de história. Mudanças constantes nas regras e auxílios tecnológicos na pilotagem como botão de ultrapassagem e asa móvel, não trouxeram a competitividade novamente para a Fórmula 1, que é diariamente alvo de críticas de pilotos, ex-pilotos, dirigentes, jornalistas e fãs. A categoria precisa se reinventar olhando com atenção para o passado em busca de um futuro.

Próxima etapa: 03/04 –  GP do Bahrein (Sakhir)

MotoGP:

Após o inesquecível final da temporada 2015, todos esperavam ansiosos uma guerra logo na primeira prova de 2016. Porém, Jorge Lorenzo jogou um balde de água fria nos fãs da categoria com uma vitória inquestionável. Quando Lorenzo assume a liderança, é difícil tirar a vitória dele e foi assim. Como aconteceu com as Ferraris na Fórmula 1, as Ducatis também tentaram iniciar a temporada dando novos ares à categoria. No entanto, Andrea Iannone caiu, cedendo a liderança da prova para o companheiro de equipe Andrea Dovisiozo, mas este não foi capaz de segurar o ímpeto de Lorenzo.

Dovi e Marc Márquez chegaram a brigar no final da corrida pela segunda colocação. Mas o italiano da Ducati levou a melhor e o espanhol da Honda ficou com a terceira posição. Rossi até tentou acompanhar os 3 primeiros no início da corrida, depois perdeu rendimento e correu isolado boa parte da prova, iniciando sem sucesso uma reação em busca do terceiro lugar no final da corrida. Por enquanto a guerra só é psicológica. No treino classificatório, VR46 chegou a gesticular com JL99 após a tomada de tempo, alegando que foi atrapalhado pelo companheiro de equipe. Ficou nisso mesmo.

LORENZO Jorge (SPA) Movistar Yamaha MotoGP Yamaha MotoGP GP Qatar 2016 (Circuit Losai) 17-20/03.2016 photo: MICHELIN

Ah! Surpreendentemente, Valentino Rossi renovou o contrato com a Yamaha até o final de temporada de 2018. Depois do que demonstrou no ano passado, ninguém duvida que o Doutor é capaz de competir em alto nível até os 39 anos contra jovens que têm idade para serem seus filhos.

Mais uma vez, rumores deram conta de que Casey Stoner poderia substituir um piloto lesionado em algumas provas do campeonato. Desta vez, a vaga apareceu na Pramac, equipe satélite da Ducati, após o italiano Danilo Petrucci cair nos testes de pré-temporada fraturando a mão direita em três lugares. Stoner é piloto de testes da Ducati, o que o credenciaria para assumir a moto de Petrucci nas próximas duas corridas. Porém, ele foi barrado novamente, repetindo o que aconteceu na Honda em 2015, quando Dani Pedrosa se afastou temporariamente da categoria. Os argumentos apresentados pela Ducati não convencem e os fãs da MotoGP continuam aguardando o possível retorno do incrível CS27.

Próxima etapa: 03/04 – GP da Argentina (Termas de Rio Hondo)

Indy:

A Penske iniciou a temporada comemorativa de 50 anos da equipe com domínio na corrida de São Petersburgo. O piloto francês Simond Pagenaud comandou o início da prova com tranquilidade, no entanto, outro piloto da equipe de Roger Penske roubaria a cena, o colombiano Juan Pablo Montoya. Ele empregou toda habilidade e experiência assumindo a ponta da prova em duas relargadas. Pagenaud ficou com a segunda colocação, seguido por Ryan Hunter-Reay da Andretti, que superou o brasileiro Helio Castroneves no final da corrida, não permitindo a trinca da equipe Penske. Tony Kannan não fez uma boa prova e terminou a prova na nona colocação com o carro da Ganassi. Falando na equipe de Chip Ganassi, a primeira prova da temporada deve ter acendido uma luz de alerta no boxe da equipe do campeão de 2015, Scott Dixon, pois ele foi o piloto da equipe que conseguiu a melhor colocação na corrida, um modesto sétimo lugar.

Os carros da Penske estavam tão bem acertados, que após a prova, foi divulgada a informação que Montoya venceu a prova com o braço de direção do carro quebrado.

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O colombiano provou que ainda tem muita lenha pra queimar aos 40 anos de idade. No ano passado, Montoya na Indy e Valentino Rossi na MotoGP, fizeram a alegria dos balzaquianos saudosistas como eu, com vitórias que remetiam às grandes disputas da virada do século. Os dois pilotos terminaram 2015 como vice-campeões. Quem sabe a história seja diferente em 2016…

Próxima etapa: 02/04 –  GP de Phoenix

Nascar:

Cheguei a questionar como ficaria a categoria após a aposentadoria do mito Jeff Gordon. A temporada 2016 da Nascar está incrível! As três montadoras da categoria (Chevrolet, Toyota e Ford) já tiveram carros vencendo em apenas cinco etapas disputadas. Quem quase sofreu um infarto com a vitória de Denny Hamlin sobre Martin Truex Jr. por apenas onze milésimos, na abertura da temporada, em Daytona, provavelmente precisou de atendimento médico duas semanas depois, quando Kevin Harvick superou Carl Edwards por míseros dez milésimos. Os últimos metros da prova foram sensacionais com o piloto do Toyota 19 da Joe Gibbs tentando tirar na marra a vitória do Chevrolet 4 da Stewart Hass, com direito a toques até a linha de chegada.

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Cinco corridas disputadas na temporada até agora e duas bandeiradas épicas que serão lembradas eternamente pelos fãs da categoria. Além de Hamlin e Harvick, Brad Keselowski reencontrou a vitória com o Ford número 2 da equipe Penske em Las Vegas e o hexacampeão Jimmie Jonhson, piloto do Chevrolet 48 da Hendrick, já ganhou duas, Atlanta e Fontana, das cinco provas realizadas até então. Os quatro vencedores já garantiram vaga no Chase (playoff).

Com a primeira vitória na temporada, em Atlanta, Jimmie Jonhson igualou as 77 vitórias da carreira da lenda Dale Earnhardt “O Intimidador”, morto em um acidente na corrida de abertura da temporada de 2001, em Atlanta. A marca fez com que JJ48 homenageasse Dale Sr. na comemoração da vitória erguendo 3 dedos da mão esquerda em alusão ao número do carro de Dale Earnhardt. O empate durou apenas três semanas, pois Jimmie Jonhson conquistou a 78ª vitória da carreira na prova de Fontana.

O campeão da temporada 2015, Kyle Busch, ainda não triunfou com o Toyota 18 da Joe Gibbs na Sprint Cup. Entretanto, ele continua absoluto como “Rei do Sabadão” na Xfinity Series, que é a segunda divisão da Nascar. Ele ganhou três das cinco corridas disputadas pela Xfinity. Só não ganhou quatro, pois um pneu estourou na última volta da prova em Fontana. Mesmo tendo que fazer praticamente uma volta inteira com apenas 3 pneus, Kyle Busch garantiu a segunda colocação na corrida. Quando o “Buschinho” vence na Xfinity, ele faz de maneira soberba. Parece que o carro dele tem uma marcha a mais que os dos adversários. Ele não toma conhecimento dos outros pilotos. Nem dá para alegar que ele vence só os novatos na Xfinity, pois grande pilotos da Sprint Cup como Kevin Harvick , Joey Logano e Brad Kelowski, também correm na segunda divisão da Nascar.

Próxima etapa: 03/04 – Martinsville

Fórmula E:

O eP do México mostrou que eu estava enganado quando disse que a E.Dams era a Mercedes da F-E. O brasileiro Lucas Di Grassi, piloto da Audi ABT, largou em terceiro, ultrapassou com maestria os dois carros a sua frente e venceu a prova disputada na Cidade do México. Enquanto isso, Jérôme D’Ambrosio da Dragon e Sébastien Buemi da E.Dams, digladiavam na pista pela segunda colocação. A inspeção pós-corrida jogou água no chope do brasileiro, pois o carro da Audi ABT terminou a prova com quase dois quilos a menos que o peso mínimo permitido. Lucas Di Grassi foi desclassificado e a vitória caiu no colo do belga Jérôme D’Ambrosio.

Mexico City e-Prix, Mexico, Central America. Saturday 12 March 2016 Photo: Andrew Ferraro/LAT/FE ref: Digital Image _FER6441

Bruno Senna e Nelsinho Piquet não foram bem no eP do México, terminando em 11º e 14º respectivamente. Mesmo com a desclassificação, Di Grassi continua na segunda colocação no campeonato, 22 pontos atrás do suíço Sébastien Buemi, que tem 98 na tabela.

Próxima etapa: 02/04 – Long Beach

Fórmula Truck:

A primeira etapa da temporada da F-Truck foi de muita disputa entre Felipe Giaffone e Paulo Salustiano pela liderança. Um pouco mais atrás, Adalberto Jardim, Leandro Totti e Diogo Pachenki fechavam o top-5 quase se enroscando nas curvas do autódromo de Santa Cruz do Sul. Mesmo com o ataque feroz de Salustiano, Giaffone conseguiu manter a primeira colocação até o fim da prova.

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Fiquei assustado com a diminuição de patrocínios nos caminhões. Alguns estampam apenas uma marca na pintura da cabine. Mesmo com a Lei de Incentivo ao Esporte, a crise não perdoa nenhuma área.

Próxima etapa: 10/04 – Curitiba

E você, o que achou do início da temporada 2016? Alguma surpresa ou decepção? Conte nos comentários.

Até!