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Peugeot 208 2017 estreia versão esportiva GT com 173 cv por R$ 78.990

Modelo também ganha motor 1.2 de 90 cv e versão Sport de 122 cv

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Mais francesa impossível! Além de design atualizado, o Peugeot 208 2017 tem novo motor 1.2 de três cilindros, que chega para substituir o antigo 1.5 8v e já se sagra o mais econômico do Brasil. Também são novidade as versões Sport, com motor 1.6 16v de 122 cv e a esportiva de verdade GT, com motor 1.6 THP Flex de 173 cv e câmbio manual de seis marchas, que custa R$ 78.990.

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Você percebe o que mudou no 208 observando os novos faróis com guia de luz em LED, apliques cromados próximos às lâmpadas e máscara negra, os novos para-choques, a grade e a tomada de ar inferior, que integra as luzes de neblina. Na lateral tem novas rodas de liga leve de 15, 16 e 17 polegadas com tratamento bicolor e diamantadas – com exceção da versão Active. Na traseira, destaque para as novas lanternas com três “garras” em LED com efeito tridimensional, como no 308.

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Por dentro, mudanças no acabamento e revestimento dos bancos é notável, bem como detalhes nas saídas do ar-condicionado, quadro de instrumentos, maçanetas e manopla do câmbio em tons cinza, preto brilhante e cromado, de acordo com a versão. Com exceção da versão de entrada, o volante é revestido de couro e tem aplique cromo-acetinado. Podemos ir para a parte boa?

O 1.2 Puretech

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Sabemos que você está mais interessado no novo motor, com a incomum configuração 1.2 de três cilindros e aspirado (antes que você pergunte, o Mini One tem turbo e injeção direta). Ele tem correia imersa em óleo, bomba de óleo variável, sistema de arrefecimento dividido entre bloco e cabeçote e coletor de escapamento integrado no cabeçote, tecnologias comuns aos motores modernos.

Flex, este 1.2 rende 84cv a 5.750rpm e torque de 12,2 kgfm a 2.750rpm com gasolina, enquanto com álcool chega aos 90cv a 2.750rpm e torque de 13 kgfm a 5.750rpm. Este motor substitui o 1.5 8v flex, que, para efeito de comparação, gera 93 cv/ 89 cv a 5.500rpm e 14,2/ 13,5 kgfm de torque a 3.500 rpm. O motor 1.2 não é mais potente e nem tem mais torque, mas entrega sua força pouco mais cedo.

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PSA-3-cylinder-Puretech-flexNos testes do Inmetro, o 208 1.2 recebeu nota ‘A’ em tudo, até mesmo em emissões, com 82 g de CO2/km. Quanto ao consumo, fica em 10,9 km/l na cidade e 15,1 km/l na estrada quando com etanol, e 11,7 km/l na cidade e 16,9 km/l com gasolina. É fantástico! O “porém” está no desempenho: com 0 a 100 km/h em 12,8 s com etanol e 14,3 s com gasolina, não é dos carros mais rápidos da atualidade, mas é justo. A velocidade máxima é de 177 km/h.
O motor 1.2 passa a equipar o 208 nas versões Active, Active Pack e Allure. Desde a Active (R$ 48.190) o modelo tem faróis e lanternas de neblina, repetidores de seta nos retrovisores, rodas de aço aro 15″, lanternas de LED, direção elétrica, chave canivete, ar-condicionado, vidros, travas e retrovisores elétricos, cintos de três pontos e encostos de cabeça para os cinco passageiros e central multimídia com tela de 7 polegadas, Bluetooth, USB e Apple CarPlay e MirrorLink.
No Active Pack (R$ 51.690) há rodas de liga leve aro 15, volante de couro, quatro airbags e ar-condicionado digital de duas zonas. Já no Allure (R$ 54.990), há contorno cromado dos faróis de neblina, teto solar panorâmico, sensor de estacionamento traseiro e piloto automático com limitador de velocidade.

173 cv para o 208 GT

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No outro extremo da linha 2017 está a versão GT, que custa a partir de R$ 78.990. Seguindo os passos do Sandero RS, oferece desempenho verdadeiramente esportivo após um triste período de versões “esportivadas” sem qualquer alteração mecânica.

Seu motor é o 1.6 THP de 173 cv, sempre com câmbio manual de seis velocidades. É o que basta para ir de 0 a 100 km/h em 7,6 s, deixando o RS para trás. A velocidade máxima é de 220 km/h. Os números anteriores são válidos quando o carro está abastecido com etanol. Com gasolina são 166 cv, 0 a 100 km/h em 8 s e a máxima de 218 km/h. A potência máxima é atingida com 6000 rpm e o torque é de 24,5 kgfm com os dois combustíveis as 1400 rotações por minuto.

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A suspensão e a direção elétrica foram ajustadas para um comportamento mais firme e direto. As rodas são de 17 polegadas, com pneus 205/50 R17. Os freios dianteiros são a disco ventilados, com 283 mm de diâmetro, e os traseiro são sólidos de 249 mm. Para auxiliar o motorista, há controle de estabilidade (ESP) e Hill Assist, para arrancar em ladeiras.

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No design, o Peugeot 208 GT destaca-se das outras versões pelo para-choque dianteiro de linhas esportivas (compartilhado com a versão Sport) com detalhes preto e vermelho, retrovisores na cor preta, saída dupla de escape e logotipo “GT”. Por dentro, o volante de base achatada possui a inscrição GT, revestimento em couro perfurado e marcação do topo. As pedaleiras são de alumínio, há detalhes na cor vermelha e os bancos possuem apoios laterais. O teto solar panorâmico é item de série.

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A versão Sport, de R$ 60.990, traz adereços esportivos, mas não utiliza o motor THP. Destaque para pintura preto brilhante nas rodas, retrovisor e aerofólio e inscrição “Sport” nas laterais. As rodas são de 16 polegadas, com pneus 195/55 R16. O 208 Sport é mais discreto que o GT por fora e por dentro, mas mantêm pedaleiras em alumínio e volante com couro perfurado e costura vermelha. Frente ao Allure, tem GPS na central multimídia.

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Ainda assim é a única versão onde o motor 1.6 16v de 115/122 cv (gasolina/etanol) é combinado com transmissão manual, de cinco marchas. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 9,7 segundos, até a máxima de 198 km/h, com etanol. Com gasolina são 10,2 s e 191 km/h. O uso de discos nas quatro rodas é exclusividade do 208 GT, no Sport voltam os freios tambor no eixo traseiro.

Este motor 1.6 aspirado também equipa as versões Allure (R$ 59.090) e Griffe (R$ 64.590), mas combinado com a transmissão automática de 4 marchas a partir de agora. O Griffe ainda tem vidros com moldura em preto brilhante e frisos cromados na base, rodas de liga leve diamantadas, maçanetas e saídas de ar com bordas cromadas, seis airba, acionamento automático de faróis e limpador de para-brisa, sensores de estacionamento dianteiros, câmera de ré e navegador GPS.

(Com Danimar Lazaretti)

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  • Roberto Mazza

    ótimo texto. uma sugestão de correção, na foto aparece 205/45. Se bem que perfil 50 seria do meu agrado…

  • PtpBahia

    Parabens peugeot! O GT um pouco mais barato e seria meu!

  • Pedro Cunha

    Esse motor 1,2l é a prova do quão errado estamos com a “padronização” em 1,0l para determinação de impostos. Fossemos um país sério e com autoridades de fundamento TÉCNICO e não POLÍTICO, haveriam critérios de desempenho e rendimento para categorizar os automóveis, não simplesmente um patamar de deslocamento volumétrico. Parabéns a Peugeot por ousar(de novo) e duplamente!