Avaliação / Chevrolet

Chevrolet Cobalt Elite – A busca pelo equilíbrio

Chevrolet Cobalt Elite

O Chevrolet Cobalt nunca escondeu seu potencial. Desde seu lançamento, no final de 2011, sempre se mostrou um carro com boa dinâmica, interior interessante e espaçoso como poucos, e pacote de equipamentos justo. Mas nem sempre estes pontos positivos conseguiam se sobrepôr ao aspecto bruto da dianteira, que não combinava com o resto do carro. Sorte dele é que não era nada que uma reestilização não pudesse resolver.

Chevrolet Cobalt Elite

De fato, resolveu. Em vez dos grandes faróis esbugalhados, a dianteira do Cobalt 2016 exibe conjunto óptico estreito que conversa com a grade pouco mais larga e que acompanha o formato do capô. O para-choque também está mais elaborado, com moldura cromada para os faróis de neblina. A traseira também tem mudanças e acompanha o estilo da frente, com novas lanternas recortadas e horizontais, a ponto de avançar sobre a tampa do porta-malas – que spoiler integrado na parte superior.

Estas alterações, combinadas com a linha de cintura alta marcante do Cobalt, renderam um bom resultado. Finalmente o Chevrolet Cobalt se transformou em um carro bonito. O curioso é que, ao vivo, o modelo 2017 aparenta ser menor, mesmo que a diferença nas dimensões sejam milimétricas. São 4,48 m de comprimento, 2,62 de entre-eixos, 1,75 m de largura e 1,52 de altura.

Cobalt_2016

Embora esteja mais para o lado dos compactos premium, o Cobalt tem medidas maiores que as do velho Astra Sedan – prova de que os carros não param de crescer. Isso é bom para o Cobalt que, hoje, é o sedã mais espaçoso da Chevrolet. Pode ser até que o novo Cruze, que chega às lojas em junho, o desbanque, mas ainda continuará com espaço para cabeça, ombros e pernas de três pessoas no banco de trás. E o porta-malas, com 563 litros de capacidade, é adequado ao número de passageiros que pode transportar.

Belo por dentro

A despeito dos plásticos, o Cobalt tinha interior com design agradável. Isso continua em todas as versões, que receberam plásticos mais escuros e as molduras da central MyLink 2 (já falaremos dela) e das saídas de ar-condicionado laterais passaram a ser de plástico preto brilhante. Mas nota-se um toque especial nesta versão avaliada, a Elite, topo de linha. Os bancos tem forração marrom com tecido no meio e couro sintético nas bordas e encosto de cabeça, com direito a nome da versão gravado. Nas portas, o apoio de braço é forrado de couro, bem como o volante.

Chevrolet Cobalt ganhou mais sofisticação na linha 2016

Justamente pelas mudanças no painel não serem tão grandes, a posição de dirigir continua correta. O ajuste seria ainda melhor se o volante tivesse regulagem de profundidade. É nesta hora que você nota que ainda falta alguma coisa no Cobalt, mesmo na versão mais cara. Enquanto a versão LTZ automática custa R$ 66.990, a Elite (que não tem opção de câmbio manual) custa R$ 68.990 e soma acendimento automático dos faróis, sensor de chuva, friso cromado nas portas, rodas aro 15″ com desenho próprio e câmera de ré. Por esse preço, retrovisor fotocrômico, ar-condicionado automático e airbags laterais seriam de bom grado, não?

Chevrolet Cobalt Elite

Há evolução no conjunto mecânico. Não, não mudaram o antiquado motor 1.8 Econo.Flex, que mantém os 108 cv a 5.400 rpm e os 17,1 kgfm de torque a 3.200 rpm, mas houve notável evolução no relacionamento dele com o câmbio automático de seis marchas GF6. As marchas mais altas entram em ação mais cedo, evitando que você note a aspereza do motor em rotações mais altas. Mas não tem muito jeito: se precisar de motor, o câmbio reduz até três marchas (antes seriam duas) em busca de uma potência que ele não tem. Este motor 1.8 é  forte desde os mais baixos giros e lida muito bem com peso, mas não tem fôlego que compense ir muito além dos 3.500 rpm. Por incrível que pareça, o funcionamento lembra muito o de um motor diesel, só que queimando gasolina ou álcool. E muito bem: fez média de 7,5 km/l na cidade e 9,7 km/l na estrada, com gasolina nos dois casos.

Chevrolet Cobalt Elite

É difícil olhar para a etiqueta de preço deste Cobalt e achar justo. Falta um pouco de conteúdo e, principalmente, um bom motor. Um Cobalt com o motor 1.6 16V Ecotec de 120 cv que era usado Sonic seria muito bom, mas não tanto quanto com o 1.8 16V Ecotec de 144 cv que o Cruze está deixando de usar. Fica a ideia.

Mais conectado

cobalt 2017 android auto (2)

O lado tecnológico do Cobalt merece seu espaço próprio. Mesmo a versão de entrada, LTZ manual (R$ 60.890) há de série a central MyLink de segunda geração. Além do aspecto atualizado, com teclas físicas para avançar e retroceder e botão giratório para o volume, sua tela de sete polegadas tem melhor resolução gráfica que a anterior  e tecnologia multi-touch que permite, por exemplo efeito pinça em mapas.

google maps my link cobalt

Melhor que isso. O aparelho é compatível com os sistemas Apple CarPlay e Android Auto. Ao conectar seu iPhone ou smartphone Android à porta USB, uma interface totalmente integrada aos aplicativos do aparelho aparecerá na tela. Quem cumprirá a tarefa de navegador GPS será o Google Maps ou o Apple Maps, que não apareceu entre as opções da interface durante nosso teste com um iPhone 5, talvez por depender de um sinal de GPS próprio do carro que esta central não tem – ao contrário das da Volks que testamos.

Chevrolet Cobalt Elite

Exclusivo da versão Elite é o sistema de concierge OnStar. Trata-se de uma central que pode ser acionada pelo simples pressionar de um botão no espelho interno. Você pode fazer solicitações como a localização de um estabelecimento, cotação do dólar, previsão do tempo e, entre outras coisas, o resultado de um jogo de futebol. O serviço é gratuito apenas no primeiro ano.

Dados da fabricante

Motor Quatro cilindros em linha, dianteiro, transversal, flex; Cilindrada 1796 cm³; Potência 108 cv a 5.400 rpm e 106 cv a 5.600 rpm com etanol e gasolina; Torque 17,1 kgfm e 16,4 kgfm a 3.200 rpm com etanol e gasolina; Câmbio automático, 6 marchas; Tração dianteira

Dimensões: 4,48 m; Largura 1,73 m; Altura 1,53 m; Entre-eixos 2,62 m; Porta -malas 563 l; Peso 1.135 kg.

Aceleração de zero a 100 km/h: 10,9 segundos com etanol

Velocidade máxima: 170 km/h com etanol

Origem: São Caetano do Sul, São Paulo.

Este slideshow necessita de JavaScript.

  • Dudu Pimentel

    É vdd…já que o Cruze vai passar a usar o 1.4 ecotec turbo, pq não colocar ele no Cobalt/Spin? Cairia bem. Poderiam aproveitar a troca e incluir freios a disco nas rodas traseiras, cintos de 3 pontos e apoios de cabeça para todos, sistem Isofix e direção elétrica para ambos os modelos…seria uma grande evolução.

    • V12 for life

      Por que o motor é importado da Europa.

      • Dudu Pimentel

        Isso não é motivo para usar um motor que era usado pelo modelo original que já saiu de linha há 20 anos e no caso desse 1.8, que acompanhou o Monza desde sempre, tem uns 30 anos pelo menos. O Ecotec na realidade só é novo para nós, pq ele existe quase o mesmo tempo dos Familías I e II. Acho sacanagem usar um motor tão desatualizado vindo da época de carburadores em um carro moderno (no quesito design).

  • Tarcio

    um carro de R$ 66k e não tem indicador de temperatura, só a luz de advertencia, que na pratica quando ascende , já era!

  • Elizandro Rarvor

    Aqui está um excelente exemplo de como funciona a cabeça do brasileiro. O carro tem aparatos eletrônicos interessantes, um câmbio epiciclico moderno e atualizado, maaaaaas, tem um motor porco 1.8 beberrão com torque que surge apenas lá na casa do chapéu.

    E vem uns e acham “muito estranho” um motor moderno Ecoboost 1.0 Turbo que tem mais torque em rpm mais baixa com linearidade em todas as faixas de rotações, mas tem correia banhada a óleo, essa é a crítica.

    Ai, claro, melhor é um poderoso 1.8.

    • dogmarley

      o torque vem bem cedo, é um 8v

  • marcos

    Melhorou, mas ainda não é boniiiito! Dá para engolir, agora 70mil num carro que foi criado para concorrer com Logan. A proposta era essa, carro com espaço de médio e preço de compacto. Fala sério Brasil! Acorda, fora o motor que prefiro nem comentar, acorda gente! 70mil num Cobalt! Tá loco.

  • Pedro Cunha

    “COBALT” e “carro bonito”.
    Não. Eu não li isso na mesma frase.
    Cheirinho de jabá.

    • ??

    • Sério mesmo? Deve ser esse perfume que você está usando, Eau de Jabá

    • Elizandro Rarvor

      Cara, nada a ver, o carro ficou legal em design e a matéria explora bem as qualidades mas acima de tudo coloca o dedo na feridona aberta deste carro, o motor horrível que ele tem, mesmo com o câmbio colaborando e muito para disfarçar suas limitações.

      A questão de ser bonito ou feio é subjetivo, mas acusar de jabá, logo o PRIMEIRA MARCHA?

      Apelou.

  • Airplane

    Melhorou bastante. Pena que o preço também aumentou muito.