Hyundai / Salão de Paris

Esta é a nova geração do Hyundai i30

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Embora viva de passado no Brasil, o Hyundai i30 acaba de ter sua terceira geração mostrada pela primeira vez em versão de cinco lugares. Com linhas mais limpas e conservadoras, o modelo será uma das atrações do Salão de Paris, que começa no final deste mês.

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O sucesso do i30 na Europa levou a Hyundai a concentrar toda a criação e desenvolvimento desta nova geração na Europa, onde nascem seus principais concorrentes. Isso ajuda a explicar as novas linhas da carroceria, que tem menos vincos e elementos cromados, como parece ser regra no segmento. Basta ver as novas gerações de Renault Mégane e Peugeot 308, ambos parecem terem surgido seguindo tomando o Volkswagen Golf como ponto de partida.

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Basicamente, o que difere os hatches médios europeus agora são os conjuntos ópticos. O Hyundai i30 continua apostando na grade hexagonal e nos faróis afilados, mas a traseira tem lanternas com formato mais convencional, que ainda avançam sobre a tampa do porta-malas. Esta que é a peça mais ousada da traseira, por ter forte vinco e puxador bem definido, mas não parecer visualmente integrada ao vidro traseiro.

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Em dimensões, o i30 2017 não foge à média. Tem 4,34 m de comprimento, 1,79 m de largura, 1,45 m de altura e distância entre eixos de 2,65 m. Em outras palavras, está 4 cm mais comprido, 1,5 cm mais largo e 1,5 cm mais baixo que o antigo. Já o porta-malas tem capacidade de 395 L, vantagem de 15 L frente ao Golf.

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Hyundai-i30-2017_8O painel de instrumentos perde o formato vertical e passa a dispor seus elementos na horizontal. A tela da central multimídia fica na parte superior, logo acima das saídas de ar. Os comandos do ar-condicionado, por sua vez, ficam mais abaixo, separados, antes de um porta-objetos. O lado bom é que a central multimídia é compatível com Android Auto e Apple CarPlay, e ainda tem carregador por indução para smartphones.

Em termos de tecnologia, há sistema de frenagem autônoma, cruise control adaptativo, alerta de trânsito cruzado atrás e de mudança de faixa involuntária, além de reconhecer placas de limite de velocidade e ter farol alto automático.

A gama de motores inclui três a gasolina e um diesel. Destaque para o 1.4 turbo de 140 cv e 24,5 kgfm que é combinado a um câmbio de dupla embreagem e sete marchas. Ainda tem um 1.4 de 100 cv e o 1.0 turbo de 120 cv. O diesel é o 1.6 em versões de 95, 110 e 136 cavalos.

 

  • Pedro Cunha

    A caoa estragou um excelente produto e “queimou” o nome quando na nova geração subestimou demasiadamente a inteligência e o gosto do consumidor ao instalar o fraco motor 1,6 16V. Podiam ter continuado com o 2,0 anterior, mais forte e condizente com a categoria do carro.
    Agora, com a efervescência do downsizing e dos turbos, vão precisar de algo muito bom para recolocarem-se no segmento.

  • Airplane

    Melhorou muito. Ficou bem mais sóbrio devido à influência européia. Menos cansativo.

  • Darlon Anacleto

    Bizarro é o mínimo. Que retrocesso!