Articles by: Michael Figueredo

Primeiras impressões: Jeep Renegade mostra que renegados serão os concorrentes

Jeep brasileiro tem preço competitivo e atributos para intimidar os rivais

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Foi pouco tempo, mas pareceu uma eternidade. Desde o anúncio da fábrica de Pernambuco até o lançamento do Jeep Renegade, foram diversas informações, flagras pelo país e uma expectativa que só aumentava. Há motivos: o carro chega para a disputa num segmento que está fervendo com novidades e quer dificultar ainda mais as vidas de Ford EcoSport, Renault Duster e do desaparecido Chevrolet Tracker. Para medir forças com os novatos Honda HR-V e Peugeot 2008 – que chega em abril – vale de tudo, até os valores de cada marca. IMG_1445
O encontro com o Jeep Renegade lembra essas famosas histórias de pessoas que se conhecem pela internet. O primeiro contato é com fotos, depois se conhecem um pouco mais, descobrindo novos detalhes, até que chega o dia do "olho no olho". Nas duas situações, há o medo de, pessoalmente, não ser aquilo tudo das fotos – ainda mais quando esse encontro é repleto de expectativas.
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Felizmente, não era "Photoshop". O Renegade não decepciona no primeiro contato visual. O estilo característico dos Jeep está presente, acompanhado de uma jovialidade expressada em cada traço e nos detalhes. Estes, aliás, não faltam. O Renegade tem mais de 25 "easter-eggs", detalhes como faróis e lanternas com um “X” em alusão aos galões de combustível dos Jeeps antigos, o pé grande no vidro traseiro e a aranha que aparece ao abrir a portinhola do tanque de combustível. É uma diversão à parte tentar encontrá-los.

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Por dentro, o utilitário confirma que veio mesmo para aquecer a batalha no segmento de SUVs. Embora não chegue ao luxo dos modelos superiores da marca, o acabamento e o conforto impressionam qualquer motorista acostumado a andar em seus rivais diretos, com direito a painel com superfície emborrachada.
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A visibilidade é excelente para todas as direções, há espaço de sobra para os ombros, a cabeça e as pernas do condutor. Atrás, há até um encosto de cabeça para o passageiro do meio. Mas duas pessoas terão vida bem mais agradável do que três. Neste aspecto, Renault Duster e Honda HR-V levam a melhor, mas nenhum dos concorrentes tem porta-malas com capacidade tão reduzida: no Renegade são apenas 260 litros – como em um Nissan March.IMG_1483
É que o projeto do Renegade não tem origem em compactos. Se o EcoSport deriva do Fiesta, o Duster deriva do Sandero e o HR-V, do Fit, até o final das portas dianteiras o Jeep compartilha seu projeto com o Fiat 500L, monovolume vendido na Europa. Dali para trás, tudo é diferente. Isso explica a suspensão traseira independente do tipo McPherson, como a dianteira, mas com molas e amortecedores presos na parte superior da estrutura. Esta configuração garante curso de suspensão maior do que se teria caso o sistema fosse por eixo de torção, como na concorrência – só o Duster 4×4 tem suspensão independente na traseira.

Dois mundos em um mesmo carro

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Se a beleza do Renegade conquistou, faltava conhecer seus "corações". Sim, são dois. E cada um deles dá uma personalidade diferente ao “Jeepinho”.
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Nosso primeiro contato foi com a versão Longitude, intermediária e que deverá responder por 50% das vendas, mas combinada com o motor 1.8 16V E.torQ Evo flex.  É conhecido dos carros da Fiat, mas recebe o "codinome" Evo no Renegade devido às alterações que sofreu. Mantém os 132cv com álcool, mas o torque máximo passou de 18,9kgfm a 4.500rpm para 19,1kgfm a 3.750rpm, prometendo 82% do torque aos 1.500rpm.
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Este motor até pode casar com o câmbio manual de cinco marchas na versão Sport, mas a versão de entrada tem câmbio automático de seis marchas como opção. No Longitude, a transmissão é sempre a automática. Esta transmissão não hesita em momento algum e realiza as trocas com extrema precisão. É uma grande surpresa para quem já dirigiu um Fiat 1.8 com o câmbio automatizado Dualogic.
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Mas falta motor. São 1.440kg em suas costas – até mais do que no Fiat Bravo -, e o 1.8 precisa se esforçar para garantir um desempenho que, no fim, está no nível da concorrência com motor 1.6. O Sport manual, apesar do abismo entre a primeira e a segunda marcha – que obriga a voltar para a primeira em subidas e ao passar por quebra molas –, anda um pouco mais soltinho e sua caixa de cinco marchas tem engates melhores do que nos carros da Fiat, apesar de manter certa resistência para engatar a ré. A redenção vem na versão diesel. Democrático, o Renegade pode usar o motor 2.0 Multijet II turbodiesel, de 170cv e 35,7kgfm, em todas versões: Sport, Longitude e na valente TrailHawk. E em todas elas há câmbio automático de nove marchas e tração 4×4 com reduzida e bloqueio do diferencial.  Nenhum dos concorrentes oferece motor diesel, até porque o último SUV diesel com dimensões parecidas foi o Chevrolet Tracker 2004 (que até hoje é disputado por seus fãs trilheiros).IMG_1608
Pulamos, então, para o Renegade TrailHawk. É a versão que apresenta o melhor do mundo dos utilitários compactos. A relação entre o motor e o condutor parece algo telepático. Com uma infinidade de marchas, o carro responde rápido a qualquer toque no acelerador, mesmo que esteja em sétima marcha trabalhando a 1.500rpm. Aliado às pontualíssimas trocas de marchas, o pequeno utilitário esbanja vigor e ganha velocidade sem qualquer esforço. A tração 4×4 tem sistema Active Drive Low com uma unidade de transferência de força (PTU) totalmente desconectável, enviando força para o eixo traseiro apenas quando tração nas quatro rodas é necessária. O acionamento da reduzida é eletrônico e o sistema é capaz de enviar até 200kgfm de torque para as rodas traseiras, se for preciso, para otimizar a aderência. IMG_1627
O sistema inclui ainda o controle de tração Selec-Terrain, que entrega até cinco modos de operação: Auto (automático), Snow (neve), Sand/Mud (areia/lama) e o Rock (pedra), que é exclusivo para a versão TrailHawk. A versão também tem outras exclusividades, como a suspensão elevada em 2cm – para chegar a 22,3cm de altura livre do solo –, placas inferiores de proteção para motor, câmbio, diferenciais e tanque, e ganchos na frente (2) e atrás (1). No TrailHawk os para-choques são especiais, que ajudam a oferecer ângulos muito favoráveis no fora de estrada: 31,3° de entrada, 22,8° de rampa e 33° de saída, e as rodas aro 17” são calçadas com pneus de uso misto.
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Algo comum a todas as versões do Renegade é a estabilidade. Enquanto boa parte dos utilitários do segmento parecem cadeiras de balanço, o Jeep pernambucano é bastante firme. Em nenhum momento se mostra arisco e as rolagens da carroceria são controladas. Chama muita atenção também o brilhante trabalho de isolamento acústico. De dentro do carro, praticamente não se escuta nada do mundo lá fora, só os motores quando em giro mais elevado. O Jeep Renegade chega às concessionárias em 10 abril e tem três anos de garantia.
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A versão Sport traz de série controle de estabilidade, rodas de 16 polegadas em liga leve, faróis de neblina, freio a disco nas quatro rodas e som com USB e bluetooth. Os preços começam em R$ 69.900 com câmbio manual, passando a R$ 75.900 com o câmbio automático de seis marchas e a R$ 99.900 com o diesel.
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A Longitude adiciona ar condicionado Dual Zone, sistema multimídia com touchscreen, câmera de ré, GPS, bluetooth e comando de voz, partida sem chave e rodas de liga de 17 polegadas. Custa R$ 80.900 com motor 1.8 e câmbio automático, passando a R$ 109.900 na versão diesel. A top de linha Trailhawk, possui suspensão elevada, conta com tela de 7” no sistema multimídia, rodas de 17” com pneus de uso misto e adereços off-road. Custa R$ 116.900.
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Opcionalmente as versões podem contar com Park Assist, sensor de pontos cegos e teto solar elétrico, que pode ser de vidro ou fibra, este segundo removível. A expectativa da Jeep é que as versões com motor diesel respondam por 22% do mix de vendas, contra 78% do motor flex. Entre as versões, a Longitude deverá responder por 50%, seguida pela Sport com 40% e a Trailhawk com os 10% restantes. Uma nova versão de entrada será lançada em 90 dias, com preço  partindo de R$ 66.900, com motor 1.8 e câmbio manual, sem rodas de liga leve ou rádio.
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Para se destacar no segmento dos compactos, não falta nada para o Renegade. A versão 1.8 flex não tem o melhor desempenho do segmento, mas o pacote de equipamentos o torna competitivo. A versão diesel está sozinha no mercado e pode fazer graça com os raros carros da SsangYong e com o Troller T4, enquanto seus concorrentes não se movem.

Galeria
Fotos | Henrique Rodriguez e Michael Figueredo

Ficha Técnica – Jeep Renegade by Henrique Rodriguez

por 27 de março de 2015 Chrysler, Fiat, Jeep, Lançamentos

Engenheiro descarta motor central no próximo Chevrolet Corvette

Velho rumor não terá vez na próxima geração do esportivo

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Já se arrastam desde a década de 1980 os rumores de que um Corvette de motor central poderia ser lançado. A tão falada versão, no entanto, nunca viu a luz do dia. E, pelo visto, a situação não vai mudar tão cedo. Durante uma entrevista, o engenheiro Tadge Juechter, da Chevrolet, foi questionado sobre as chances do carro ser produzido. O modelo teria, inclusive, aparecido brevemente em um programa televisivo. “Preciso verificar isso, porque até onde eu sei, esse carro não existe”, afirmou Juechter.
Após a resposta, com um leve tom de ironia, o engenheiro explicou que a fabricante até analisou as possibilidades, mas se recusou a seguir em frente. A justificativa foi que um Corvette com motor central afetaria drasticamente o conforto da condução. Com isso, a especulação – reforçada pelo flagra de um protótipo, que supostamente seria lançado em 2017, para ser vendido junto com o C7 atual – passa a sugerir uma outra possibilidade. A Chevrolet pode ter planos de lançar um outro superesportivo de motor central, que estaria posicionado acima até mesmo do Corvette. E tenta a todo custo manter o assunto em segredo.

por 24 de março de 2015 Chevrolet, Novidades Automotivas, Segredos

Koenigsegg quer bater recordes de Nürburgring com o Agera R e One:1

Tempo do One:1 poderá ser menor que 6m30s

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O CEO da Koenigsegg, Christian Von Koenigsegg, revelou sua intenção para 2015: estabelecer novos recordes na pista de Nürburgring. Durante uma entrevista, o executivo afirmou que odeia a necessidade de estabelecer recordes, mas ressaltou sua importância: "É uma das maneiras de provar o poder do seu carro no mercado". Koenigsegg-One-1_2014_800x600_wallpaper_01
Para cumprir a meta, está escalado o Agera R. O modelo será utilizado para tentar mais um recorde antes de a marca mandar para a pista o "todo poderoso" One:1. Especula-se que o carro possa cumprir todo o traçado em cerca de 6m30s – algo que bateria facilmente o Porsche 918 Spyder, que completou uma volta em 6m57s.
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O Koenigsegg One:1 tem esse nome devido à relação peso/potência de 1kg/cv. O carro pesa 1340kg, puxados por 1340cv. O torque é de 140kgfm. Apesar dos números "monstruosos", a Koenigsegg afirma que espera fazer uma prova "totalmente aberta e justa".

por 4 de dezembro de 2014 Koenigsegg, Novidades Automotivas

Honda lança City híbrido com câmbio de dupla embreagem por R$ 42,1 mil no Japão

Sedã japonês tem consumo médio de 34,4km/l

grace_Frente A Honda lançou no Japão a versão híbrida do sedã City – chamado de Grace no mercado local. O Grace Hybrid conta com um motor a combustão e um elétrico. Os propulsores estão associados ao câmbio automático de dupla embreagem – DCT – com sete velocidades. O conjunto faz com que o sedã alcance um consumo médio de 34,4km/l. E, enquanto o brasileiro paga a partir de R$ 53 mil por um Honda City com motor flex, os japoneses conseguem o híbrido por cerca de R$ 42.150 – 1.950.000 ienes.   Honda-Grace-Hybrid-22-620x387 Por fora, o carro tem praticamente a mesma aparência do modelo vendido no Brasil. Os destaques estão na grade dianteira, banhada em platina, e nos faróis de LEDs opcionais. Há ainda rodas de liga leve de cinco raios e alguns detalhes cromados na traseira. Já no interior, a Honda destaca o espaço para os ocupantes do banco traseiro, que garante ser semelhante ao do Accord. Honda-Grace-Hybrid-42-620x442 Sob o capô está o 1.5 DOHC i-VTEC, com 110cv de potência e 13,6kgfm de torque. Os números somam-se aos 108cv (81kW) e 16,3kgfm entregues pelo motor elétrico. Há ainda uma versão com tração integral. Nesta configuração, a média de consumo cai para 29,4km/l. Honda-Grace-Hybrid-29-620x420 (1)

por 2 de dezembro de 2014 Híbridos, Honda, Lançamentos

Mercedes G63 AMG 6×6 terá uma versão de quatro rodas

Modelo já foi flagrado em testes e será produzido "em breve", diz CEO 

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Assim como a maioria dos modelos Mercedes, o G63 AMG 6×6 chama bastante atenção. Não exatamente por sua beleza, o que é comum entre os produtos da marca alemã. As seis rodas são o maior destaque do carro. No entanto, para quem gosta de veículos robusto, mas prefere os mais tradicionais, o CEO da AMG, Tobias Moers, confirma: o G63 terá uma versão com quatro rodas. 12720558781768081095 O executivo não revelou quando o modelo será apresentado. Limitou-se a dizer um evasivo "em breve". Mas é possível que o G63 AMG de quatro rodas chegue já no próximo ano. Isso porque uma versão de testes já circula pela Europa. Enquanto isso, a versão "convencional" – se é que a palavra se aplica a um carro com seis rodas – é vendida na Europa, com uma produção entre 20 e 30 unidades anuais. Com os três eixos, o carro pesa 3.850kg. O motor responsável por puxar tudo isso é um V8 5.5 litros com 544cv de potência e 77,3kgfm de torque. Se o propulsor for mantido, terá menos trabalho para mover o novo modelo, já que a retirada de um dos eixos deixará o carro consideravelmente mais leve. Fotos | Worldcarfans 1432127016696577879

por 26 de novembro de 2014 AMG, Europa, Mercedes-Benz, Segredos

Audi Prologue Concept antecipa o A9 e nova frente do A4

Conceito apresentado no Salão de LA deve originar novo topo de linha da marca

conceito O Audi Prologue Concept foi apresentado no Salão de Los Angeles. No entanto, apesar do título de carro conceitual, o modelo representa muito mais que isso. Deve ser a base para o futuro A9, sedã grande que ocupará o topo da gama Audi. Além disso, antecipa a futura identidade da marca alemã, que deve estrear no novo A4. A estética apresenta praticamente tudo novo. À primeira vista, porém, é evidente que trata-se de um Audi. audi_prologue_concept_25
Na frente, as linhas têm mais destaque, com o capô mais baixo, enquanto a grade dianteira ficou mais larga. Com isso, as tomadas de ar ficam menores. Os faróis são mais afilados e num formato que faz uma perfeita transição com a lateral do carro. A linha de cintura e os vincos laterais dão uma aparência um tanto musculosa ao Prologue Concept. O perfil do teto lembra o do A5. O conceito mede 5,1 metros de comprimento, 1,95m de largura e 1,39m de altura. O interior, bastante conceitual, não introduz nada que possa se converter em novidade para a Audi.audi_prologue_concept_23
Movido por um V8 bi-turbo de 600cv de potência e tração nas quatro rodas, o Prologue Concept é um passo importante no ponto de vista estético da marca. A Audi vem apostando há anos no mesmo padrão estético. A ideia de fortalecer a identidade visual fez com que seus carros se torassem um tanto repetitivos. Embora seja claramente um Audi, o conceito mostra que a casa de Ingolstadt é também capaz de evoluir e se atualizar sem mudar radicalmente. audi_prologue_concept_21audi_prologue_concept_20

por 22 de novembro de 2014 Audi, Conceitos, Salão de Los Angeles

Mitsubishi terá dois modelos com plataformas da Renault-Nissan

Parceria vai resultar no substituto do Lancer

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Insatisfeita com o desempenho comercial do Lancer – principalmente na Europa -, a Mitsubishi decidiu que é hora da substituição por um novo modelo. No entanto, a atual condição da fabricante japonesa não é favorável ao desenvolvimento de novos produtos. A solução foi recorrer à aliança Renault-Nissan. Com o acordo, anunciado na última semana, a Mitsubishi irá construir um novo sedã para o mercado norte-americano, além do sucessor do Lancer, que terá alcance global. De acordo com Osamu Masuko, CEO da Mitsubishi, o modelo destinado aos Estados Unidos vai usar a plataforma do Renault Latitude, fabricado na Coreia do Sul pela Renault Samsung. Com isso, os franceses se beneficiam ao darem novo fôlego à fábrica coreana de Busan, enquanto os japoneses passam a contar com um novo modelo por um custo reduzido. A previsão de lançamento do carro é de dois a três anos. Já em relação ao substituto do Lancer, ainda não foi decidido se será usada a base de um Renault ou Nissan. A exploração da parceria, segundo Masuko, é parte da nova estratégia da Mitsubishi de não fabricar mais modelos "compactos". A fabricante pretende se concentrar no desenvolvimento e produção de utilitários, segmento no qual a marca já conta com um grande reconhecimento. O executivo aproveitou para confirmar as chegadas de novos ASX para 2016 e Pajero para 2018.

por 17 de novembro de 2014 Mitsubishi, Nissan, Novidades Automotivas, Renault