Antigo

Paris vai proibir carros antigos, mas não os coleção

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A partir da próxima sexta-feira, 1º de julho, carros fabricados antes de 1997 estarão proibidos de entrar e circular em Paris. A medida vale das 8 da manhã às 8 da noite. Desta forma, a capital da França pretende combater o aumento dos níveis de poluição. Mas há alguma flexibilidade na lei, que não vai barrar carros de coleção.

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por 27 de junho de 2016 Antigo, Curiosidades

Peugeot cria conceito que relembra sua história nas 500 milhas de Indianápolis

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Neste domingo aconteceu as 500 milhas de Indianápolis, vencida por Alexander Rossi, da Andretti (e, também, reserva da Manor na Fórmula 1). Mas a homenagem que a Peugeot quer prestar com o conceito L500 R Hybrid é a Dario Resta, italiano radicado na Inglaterra que venceu a mesma prova 100 anos atrás com um Peugeot L45. Com motor 4.5 de aproximadamente 115 cv, Resta cumpriu a prova com velocidade média de 135 km/h. O L500 está bem longe de toda esta modéstia.

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por 29 de maio de 2016 Antigo, Conceitos, Peugeot

Subaru comemora 50 anos de seus motores boxer

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Motores boxer são aqueles com cilindros contrapostos dispostos paralelamente ao solo. Entre as vantagens está a pouca vibração, por conta das pelas forças contrárias geradas pelos pistões que acabam se anulando e construção que favorece o centro de gravidade baixo. E a Subaru está comemorando 50 anos de uso deste tipo de motor. Senta que lá vem um pouco de história…

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por 17 de maio de 2016 Antigo, Subaru

Este foi o primeiro Fiat fabricado no Brasil

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A mesma Fiat que hoje tem o melhor acervo digitalizado de fotos e informações de carros do passado deixou passar uma peça muito importante de sua história no Brasil. Imagino que em 1976 não existia tanta preocupação com marcos históricos (até porque os carros clássicos de hoje ainda eram novos), pois a Fiat resolveu sortear entre suas primeiras concessionárias seu carro primogênito. Quem levou foi a Milocar, do Rio de Janeiro, que fez questão de deixá-lo em seu salão nos últimos anos. Exceto por hoje.

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por 15 de maio de 2016 Antigo, Curiosidades, Fiat

Rumpler Tropfenwagen, o curioso carro que influenciou o Fusca

De 1921, tinha motor W6 central e aerodinâmica melhor que a do Prius

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Apesar de seu sucesso na indústria aeronáutica, o austríaco Edmund Rumpler foi responsável por grandes avanços na indústria automotiva no início do século XX. Justo ele, fundador da primeira fabricante de aviões da Alemanha, foi o responsável pela invenção de sistema de tração para eixos com suspensão independente. Também foi Rumpler o criador de um carro que, já em 1921, tinha aerodinâmica tão boa quanto o Toyota Prius, o Rumpler Tropfenwagen.

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por 20 de fevereiro de 2016 Antigo, Automobilismo, Curiosidades

Chevrolet Impala SS – Um mau elemento, revisitado

Sedã esportivo ressuscitou o espírito de sua primeira geração

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Todos nós gostamos de um bom sedã esportivo, não é mesmo? Se ele for americano e empurrado por um digno V8, a coisa se torna ainda mais saborosa. Um dos precursores desse segmento que arrebata uma legião de fãs mundo afora surgiu com o Impala SS, sedã full-size da Chevrolet norte-americana. O Impala, por si só, é um modelo icônico nascido nos anos 1950 e que atualmente encontra-se na sua décima geração, com uma história que alterna glórias e fracassos, altos e baixos. Mas o interessante aqui é que não trataremos do Impala SS pioneiro, e sim de seu renascimento em meados dos anos 1990.  Mas, para conhecê-lo, vamos voltar no tempo e conhecer seu antecessor direto. Leia mais ›

por 25 de janeiro de 2016 Antigo, Chevrolet, Clássicos, GM

‘Fusqueata’ marca o Dia nacional do Fusca no Rio de Janeiro

Nem a chuva foi suficiente para estragar a comemoração

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Como de costume, o Dia nacional do Fusca foi marcado por ‘Fusqueata’ no Rio de Janeiro, onde a data também marca o feriado de São Sebastião no Rio de Janeiro e o dia do antigomobilista. Foi o terceiro ano do evento, que já entrou pro calendário da cidade.

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por 20 de janeiro de 2016 Antigo

Chevrolet Chevette – Máquina de sorrisos

Como fazer um Chevette bacana sem motor de Opala ou AP?

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Não é necessário falar muito, já que para bom entendedor meia palavra basta. Entretanto, vou explicar o começo, meio e fim, começando por fato: um ordinário Chevrolet Chevette pode trazer a felicidade mais rápido que uma cartomante. Mas não é tão simples quanto parece. Caso contrário, teria trocado meu carro em prol de um Chevette 1.4 74 básico há muito.

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por 26 de dezembro de 2015 Antigo, Chevrolet, Curiosidades, Vauxhall

Audi restaura van elétrica da DKW dos anos 1950

Restaram apenas dois exemplares deste raro modelo alemão

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Em 1932, em meio à Grande Depressão, quatro marcas alemãs se uniram para formar a Auto Union, que, mais tarde, se tornaria a atual Audi. Este passado está sendo resgatado pela marca alemã: uma unidade do DKW Schnellaster Kastenwagen, uma pequena van utilitária de motor dois tempos. Entretanto, a marca – que teve seus produtos licenciados no Brasil pela Vemag – produziu cem unidades de uma variante elétrica, vendida à época para a companhia de energia elétrica da Alemanha Ocidental. HI150001_largeHI150002_large
Destas cem unidades, sobraram apenas duas. Uma delas é a que ilustra essa publicação, completamente reformada pela Audi e futura peça de museu. Cada uma delas tinha um motor elétrico de apenas sete cavalos – 36 a menos do que o motor dois tempos. O avô dos E-Tron, por assim dizer, chegava a 40 km/h e tinha uma autonomia respeitável de 80 km. Um Nissan Leaf, projetado quase 60 anos depois, tem pouco mais que o dobro. Não se sabe ainda para qual museu o Schnellaster Kastenwagen estará, mas a iniciativa da Audi é louvável não apenas pela preservação da sua própria história, mas também pelo chamado que gira em torno do próprio automóvel. Ao mesmo tempo que encanta ao trazer o incrível de sua exclusividade – dois sobraram em um universo de uma centena, o pequeno utilitário da DKW promove incredulidade aos nos darmos conta de que uma quantidade expressiva de veículos – mesmo alguns recentes – se perderam no tempo. Carros fazem parte da História humana e, muitas vezes, ajudaram a escrevê-la. A Audi acerta ao garantir que eles façam parte dos tempos futuros relembrando-nos o passado.  HI150003_large

por 27 de fevereiro de 2015 Antigo, Audi, DKW, Europa

Lexus – A saga do meu Fusquinha #1

O que acontece depois que você ganha um Fusca no café da manhã?

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Era uma manhã de domingo. Eu poderia ligar a TV para saber o preço da arroba do boi gordo, mas resolvi tomar café com meus avós. Nem mesmo com eles o assunto na mesa deixa de ser carro, e aí meu avô se pronuncia com certa empáfia: – Não vou mais renovar minha carteira e vou vender o carro. Eu me espanto, e minha avó mais ainda. – O que? Não, o senhor tem esse Fusca há anos, ele não pode sair da família assim! – O carro está estragando na garagem, eu já não uso ele.. – Me dá ele! Por favor! – Tá bom, é seu. Agora tem que pôr ele em ordem para colocar no seu nome. Foi um diálogo rápido. Logo o “Seu Ilídio” me deu todos os documentos do carro desde 1985 até 2009, ano de sua última vistoria. Aquele Volkswagen Sedan 1300 1973 azul, na família desde 1976, agora era meu, meu primeiro carro. Imediatamente batizado de Lexus, por causa das letras “LFA” de sua placa, aquele Fusquinha de quatro décadas via ali o início de uma nova fase. O objetivo agora é deixá-lo novamente apresentável e seguro para ser estacionado na porta das escolas. 941061_3020996340054_453897716_n
Antes daquele carro, Ilídio tivera apenas um Ford Corcel I, ou seja, um Renault. Conta-se que aquele carro só ficou bom pouco antes de ser vendido. O Lexus foi comprado logo, de um vizinho que àquela altura  tinha uma loja de carros usados. Com apenas 3 anos de uso vividos aos cuidados de uma senhora. Estava em muito bom estado e era confiável, e terminou sendo o escolhido. “Era o que dava pra comprar”, conta meu avô. Dali em diante este carro seria o meio de transporte da família. E serviu bem, considerando todas as limitações do projeto de um carro desenvolvido na década de 30. Ele foi trabalhar, viajar, levar as crianças na escola, no médico, na faculdade… Quebrou muitas vezes, das mais diversas formas e foi batido três vezes – até onde sei – e uma destas, em especial, conto abaixo. Este carro sofreu bastante nos seus 40 anos de vida. Nunca seria o carro ideal para uma reforma não fosse pela importância histórica que ele tem, ao menos para a minha família.

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1536460_3784942438229_1274695083_nÉ interessante olhar para trás e lembrar que no início de 2012 tentei comprar este Fusca para reformar a tempo de usá-lo carro nas Bodas de Ouro dos meus avós. Seu Ilídio foi irredutível: “Você está acostumado com carros modernos, não vai querer ele”. Ledo engano… Eu ganhei o Lexus em julho passado. De brinde, vieram volante Cougar de raio pequeno, bancos de Chevette com capa (eca!), um retrovisor esquerdo genérico e pomo do câmbio da Porsche que, me desculpem, manterei, assim como as lanternas de Fuscão. Ao menos meu avô – leitor assíduo deste blog, diga-se – manteve as rodas de 5 furos, assim como o gerador e o sistema de ignição original.
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Nas semanas seguintes após assumir a responsabilidade sobre o carro, me importei em deixá-lo apto para umas voltinhas quando tivesse tempo livre, ainda que com cara de aspirante a hoodride. Logo verificaria todos os sistemas vitais do carro e começaria o garimpo de peças em auto-peças normais, sem ter que apelar para especialistas em carros antigos. Hoje o Lexus se encontra com 70% do serviço de pintura feito – sendo que esta etapa deveria ter ficado pronta no Carnaval. Contarei tudo que aconteceu com ele até chegar aqui nas próximas semanas e, considerando a preguiça do pintor, quando a pintura estiver pronta vocês já saberão o que descobri sob a antiga pintura do Lexus…
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Meu pai ainda pergunta se meu avô realmente gosta de mim. Na próxima semana eu conto o que aconteceu depois que foram trocados o cilindro mestre de freio e todos os burrinhos e lonas. Até lá!

O caso Castor de Andrade

Estava regulando a tampa do motor do Fusca quando meu avô me diz que esta tampa já não é a original do carro. Certa noite de sexta-feira, no final dos anos 70, a família havia ido a um restaurante. Teria show de Tom e Dito. E não é que um funcionário do Castor de Andrade, o mais poderoso e famoso bicheiro do Brasil, pegou em cheio a traseira do Fusca, estacionado, e ainda sobrou para mais três carros que estavam na frente. E foi Andrade quem pagou o conserto. Conta Seu Ilídio que quando Andrade foi ver os carros envolvidos na oficina, bradou: – Dessa vez eu pego esse cara! Não foi a primeira vez que ele aprontou. Naquele dia este funcionário teria levado o carro para receber um trato, pois no dia seguinte seria usado num casamento. E parece que Castor de Andrade gostava de carros. Tanto, que foi preso enquanto visitava o Salão do Automóvel de São Paulo, em 1994… Por causa da colisão, o berço do motor também chegou a ser trocado. Os paralamas traseiros foram recuperados, mas poucos anos depois deram lugar a dois novos da marca Zito Pereira, que sobrevivem até hoje.

por 6 de abril de 2014 Antigo, O Fusquinha, Volkswagen