Artigo

Troca de óleo do câmbio automático pode evitar um prejuízo dos grandes

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Para quem usa um automóvel todos os dias, algumas coisas podem parecer óbvias. A manutenção de nossos veículos é uma dessas coisas: teoricamente, basta seguir o plano de manutenção preventiva que tudo estará bem. Deveria ser assim. Mas nem sempre é.  Leia mais ›

por 8 de junho de 2017 Artigo, Curiosidades

Esportividade ao volante não pode ser banalizada

Para quem gosta de dirigir, adereços estéticos não substituem desempenho

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Hyundai HB20 R-spec: rodas e para-choques exclusivos

Quem vê cara, não vê coração. Este ditado pode ser levado ao pé da letra na hora de descrever alguns modelos esportivos vendidos no Brasil. No quesito visual eles se diferem do restante da linha, com para-choques esportivos, saias laterais, aerofólio, ponteira de escapamento e rodas pouco maiores que nas versões “civis”.

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por 29 de agosto de 2016 Artigo, Mercado

Como distribuir o peso corretamente em seu carro?

Distribuir a carga no seu automóvel também é questão de segurança

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É sempre interessante quando colocamos em pauta questões que têm a ver todos nós, motoristas habituais. Por isso, esse texto é voltado para você que costuma viajar pelo Brasil (ou mesmo no exterior), levando desde uma simples valise até a capacidade máxima do seu automóvel. E seja ele qual for, desde um humilde Fusca até um divino Bugatti. Se você for dono de pick-up, atenção redobrada ao que falaremos aqui! Leia mais ›

por 8 de março de 2016 Artigo, Curiosidades, Segurança

A dinâmica refinada e a simplicidade

Esqueça a eletrônica: um carro bom de chão é simples

2009 Honda S2000.

Vivemos numa época afetada pela ideia de que o maior é melhor. Tamanhos disformes, pesos excessivos e complexidade eletrônica criam dilemas. Consertar aquele celular mais versátil que seu computador e com tela grande o suficiente para criar um cinema em cidades interioranas poderá ser tão caro quanto comprar outro. A tecnologia que auxilia na durabilidade dos equipamentos também está ligada à obsolescência programada. E em breve isso poderá afetar seu carro.

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por 14 de novembro de 2015 Artigo, Opinião, Ponto de Vista, Tecnologia

A chance de revolução no mercado automotivo

Fabricantes chinesas podem seguir passos de japonesas e coreanas
para se tornarem pedra no sapato de grandes marcas
Por Douglas Lemos

JAC J2 [1]
É tudo uma questão de ponto de vista, mas, em uma primeira impressão, o início da operação dos chineses no Brasil soava como uma verdadeira icógnita. Em 2012, as marcas do gigante país oriental abocanhavam apenas 2% do nosso mercado automotivo e as repetitivas propagandas na televisão ressaltavam itens de série como principal atrativo frente aos concorrentes que, em sua maioria, já apresentavam nome consagrado no mercado brasileiro. Em experiência própria, várias rodas de conversa de amigos recordaram o a vinda dos nipônicos e coreanos ao nosso país. Apesar da desconfiança, anos depois eles se tornaram referência para o consumidor em seus segmentos e levam a fama de veículos quase inquebráveis. Os chineses partiram da produção de riquixás – veículos de três rodas – e passaram a produzir automóveis com ar-condicionado, freios ABS e airbags de série com preços competitivos em pouco tempo. Mas quando a esmola pode ser demais, não há confiança que se crie de maneira fácil. Para garantir a segurança dos ocupantes, não bastam apenas itens de segurança ativa e passiva: deve-se levar como base de tudo a qualidade de construção – algo questionado, tanto nos veículos brasileiros quanto nos chineses. Testes de colisão feitos pela Latin New Car Assessment Programme (Latin NCAP), entidade máxima responsável pelos testes de colisão na América Latina – em novembro de 2012, classificaram o JAC J3 com apenas uma estrela, entre cinco possíveis, no critério de segurança para adultos e duas estrelas no quesito proteção às crianças. Vale ressaltar que o veículo testado era equipado com as bolsas infláveis para motorista e passageiro. qoros3_euroncap
Mas nem tudo é pesadelo. Há uma perspectiva de evolução na segurança dos chineses. E a prova viva é o Qoros 3 (acima), que enfrentou a rigorosa bateria de avaliações da Euro NCAP – entidade de mesma função da Latin NCAP, no velho continente – alcançando a marca máxima de cinco estrelas no teste, que o torna o primeiro modelo chinês a receber a nota mais alta possível em uma prova de colisão. Em pouco tempo as chinesas evoluíram em qualidade de construção, acabamentos, e durabilidade, ou seja: evoluíram em fatos questionáveis sobre elas. É de se esperar que estas fabricantes venham, de fato, a incomodar as grandes fabricantes, agregar qualidade e segurança além de trazer preços competitivos a vários segmentos. Isso tudo em um futuro não muito distante. Fotos | Fabio Perrota e Divulgação EuroNCAP * Este texto é um artigo opinativo. O ponto de vista do leitor não tem ligação obrigatória com o ponto de vista do Novidades Automotivas. Douglas Lemos é estudante de jornalismo da Universidade de Brasília e colaborador do Novidades Automotivas desde setembro de 2011

por 5 de dezembro de 2013 Artigo, Mercado

O que o consumidor brasileiro finge que não vê

Até que ponto o consumidor vai permitir ser enganado? Novo-Toyota-Corolla-2012-2
Por Douglas Lemos* Existem diversas entidades que são responsáveis por avaliar a segurança passiva dos veículos automotores, que visa diminuir os riscos aos passageiros quando um acidente é iminente. Entre elas, estão a Euro NCAP – European New Car Assessment Programme, em português Programa de Avaliação de Veículos Novos na Europa – que é a entidade máxima responsável por estes testes no continente europeu e a Latin NCAP, com a mesma função na América Latina.

Segundo levantamento da instituição responsável pelo controle de segurança dos veículos na América Latina, os carros vendidos nos mercados latinos estão, em relação aos mercados industrializados, 20 anos atrasados no quesito segurança, além de se encontrarem abaixo dos padrões globais. Grande parte destes índices negativos se entendem, também, pela ausência de itens como os airbags, que a partir do ano que vem passarão a ser obrigatórios em todos os veículos vendidos no mercado nacional. March e Micra   Modelo vendido no Brasil e  na Europa são submetidos à testes de colisão idênticos (Fotos: Latin NCAP e Euro NCAP/Divulgação)

Mas estes testes intrigam os consumidores mais atentos. Alguns veículos vendidos nos mercados latinos e europeus apresentaram resultados discrepantes. É o caso do Nissan March: vendido no velho continente sob a alcunha de “Micra”, obteve quatro estrelas – de cinco possíveis – na segurança para adultos. Enquanto a versão vendida no Brasil – fabricada no México – obteve apenas a metade desta nota. Há também uma diferença enorme entre itens de segurança passiva: a versão de entrada no continente europeu é vendida com seis airbags (frontais, laterais e de cortina para o motorista e passageiro), enquanto a versão vendida em terras tupiniquins conta com apenas dois, frontais, destinados ao motorista e ao passageiro. Preço Corolla
Infográfico mostra os preços do mesmo carro em vários países (Arte: Revista Época) Este é apenas um dos exemplos. A questão põe em xeque a qualidade construtiva de veículos nacionalizados. É de conhecimento público que os carros brasileiros são os mais caros do mundo. Enquanto um Toyota Corolla zero quilômetro, por exemplo, nos Estados Unidos é adquirido por módicos R$ 28 mil, o mesmo modelo no Brasil não sai das lojas por menos de R$ 60 mil. Se os veículos brasileiros são tão caros, qual o motivo de não oferecerem os mesmos níveis de segurança? O que se entende, de imediato, é um desrespeito ao consumidor brasileiro. Consumidor, este, que paga mais caro para ter um produto de qualidade inferior ao mesmo produto oferecido em mercados desenvolvidos. Já não se torna válido dizer que algumas das montadoras inovaram ao oferecer itens como os airbags e os freios ABS – Antilock Breaking System ou Sistema de frenagem com antitravamento em português – de série. Elas apenas se anteciparam às resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) que entrarão em vigor a partir do ano que vem. O consumidor brasileiro é enganado há anos e finge que não vê. *Douglas Lemos é acadêmico de Comunicação Social da Universidade de Brasília (UnB), e colaborador do Novidades Automotivas desde setembro de 2009 Dados | EuroNCAP e Latin NCAP

por 30 de abril de 2013 Artigo, Brasil, Mercado, Opinião