F1

F1 2014 – GP da Hungria

Numa corridaça totalmente imprevisível, Ricciardo vence nas voltas finais

BUDAPEST, HUNGARY - JULY 27:  Daniel Ricciardo of Australia and Infiniti Red Bull Racing celebrates victory with his team and the trophy in the pit lane after the Hungarian Formula One Grand Prix at Hungaroring on July 27, 2014 in Budapest, Hungary.  (Photo by Mark Thompson/Getty Images) *** Local Caption *** Daniel Ricciardo
Historicamente, quando se fala em GP da Hungria na Fórmula 1, muita gente nem se anima de assistir. O circuito de Hungaroring não tem quase nenhum ponto de ultrapassagem, e, para piorar, nas últimas temporadas isso parecia ser uma coisa seguida à risca, onde a pista ganhou até o maldoso apelido de “Hungaroboring”. Mas para 2014 a coisa estava totalmente fadada a ser diferente, para a alegria de todos. GP Spanien 2013
O tempero para uma corrida memorável começou, na verdade, 45 minutos antes da largada. A chuva, que quase sempre dilui a diferença entre os pilotos e proporciona corridas mais divertidas, deu o ar da graça. E quando ela se foi, a pista estava molhada, o que fez com que todo mundo largasse com pneus intermediários, até mesmo Lewis Hamilton (Mercedes) e Kevin Magnussen (McLaren), que tiveram que largar dos boxes, assim como Daniil Kvyat (Toro Rosso), que teve que fazer o mesmo por apagar no grid.
BUDAPEST, HUNGARY - JULY 27:  Nico Rosberg of Germany and Mercedes GP leads the field into the first corner during the Hungarian Formula One Grand Prix at Hungaroring on July 27, 2014 in Budapest, Hungary.  (Photo by Mark Thompson/Getty Images) *** Local Caption *** Nico Rosberg
Quando as cinco luzes vermelhas se apagaram (não há mais sinal verde para a largada, é bom lembrar), a pista estava em parte seca, e em parte molhada. E nas primeiras voltas a coisa parecia ser um repeteco das últimas duas corridas: Rosberg largara na frente e abria uma boa vantagem para Valtteri Bottas, que na primeira curva trocou de posição com Sebastian Vettel, da Red Bull, que era seguido de perto por um surpreendente Fernando Alonso na carroça chamada F14T da Ferrari. O resto do pelotão seguia na mesma toada, e, dessa vez, Felipe Massa não abandonou nas primeiras curvas.
Formula One World Championship
Até o as primeiras voltas, os quatro eram seguidos respectivamente por Button, Ricciardo, Hulkenberg, Massa (que perdeu duas posições na largada), Jean-Éric Vergne e Sergio Pérez. Hamilton ainda escapou na curva 2, culpando os freios. Mas aí começou uma corrida “com a faca nos dentes”, arriscando o que podia e o que não podia para recuperar posições.
GP UNGHERIA F1/2014
Enquanto o companheiro de equipe, Nico Rosberg, já abria quase 3 segundos para Bottas na quarta Volta, o inglês da equipe prateada já passava Kevin Magnussen, Pastor Maldonado e Max Chilton, ficando em 17º. Kimi Raikkonen, que havia largado em 16º, seguia no mesmo ritmo do outrora rival pelo título de 2007. Mas aí na nona volta aconteceu o incidente que embaralharia novamente as cartas: Marcus Ericsson rodou e bateu forte na barreira de pneus, obrigando o Safety Car a entrar na pista. Com isso, todo mundo rumou para os boxes para trocar os pneus, uma vez que a pista já havia secado e os compostos intermediários estavam se deteriorando rapidamente (ainda que a chuva fosse uma ameaça a qualquer momento, dado o tempo cinzento em Hungaroring).
Hungaroring, Budapest, Hungary.
Sunday 27 July 2014.
Felipe Massa, Williams FW36 Mercedes, leads Jean-Eric Vergne, Toro Rosso STR9 Renault, and the remainder of the field at the start.
World Copyright: Alastair Staley/Williams F1.
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A coisa começou a ficar animada justo nos boxes, onde a maioria dos pilotos optou pelos compostos macios. Jenson Button quase acertou uma Toro Rosso ao sair do pit da McLaren, e pouco antes disso, Esteban Gutiérrez e Sergio Pérez protagonizaram um duelo mexicano roda a roda para ver quem saía primeiro dos boxes, onde o piloto da Force India ganhou vantagem. Depois de todo mundo parar, a ordem na frente do Safety car já era imprevisível como a corrida se tornaria: Ricciardo, Massa, Alonso, Vergne, Rosberg, Vettel, Hamilton, e Pérez, com Bottas (que estava confortavelmente em 2º antes da parada) apenas em 11º. Aliás, o Safety Car ficou mais duas voltas na pista (saindo na 13ª em vez da 11ª), graças a Romain Grosjean, que rodou quase no mesmo lugar que Marcus Ericsson bateu.
Jenson Button on track.
Na relargada, Button encostou em Ricciardo e passou o australiano. O mesmo fez o companheiro de equipe Magnussen, ainda de intermediários, para cima de Rosberg, pulando para quarto. Mais atrás, Hamilton já era nono. Nesse ponto, já estava rolando uma intensa briga entre Rosberg, Vettel e Hamilton, com uma ou outra intromissão de Jean-Éric Vergne. E, na volta 15, surgiram mais alguns abandonos: Hulkenberg saiu depois de um toque com Sergio Pérez (sendo que ele foi o único que completara e pontuara em todas as corridas até aquele momento).

Corrida maluca

GP UNGHERIA F1/2014

Quando a corrida parecia “estabilizada” novamente, com Ricciardo abrindo larga vantagem sobre Massa e Alonso ameaçando o brasileiro, Sergio Pérez roda na sujeira da pista e bate forte no muro. Ele felizmente nada sofreu, mas o Safety Car veio para a pista de novo. Com isso, mais uma rodada de pit stops. Alonso e Ricciardo colocaram compostos macios, enquanto que a dupla da Williams voltou de médios. Quando o Safety Car saiu, a ordem era outra novamente: Alonso, Vergne, Rosberg, Vettel, Hamilton, Ricciardo, Massa, Gutiérrez, Räikkönen, Sutil, Kvyat, Button, Bottas, Magnussen, Chilton, Bianchi, Maldonado e Kobayashi.
BUDAPEST, HUNGARY - JULY 27:  Sebastian Vettel of Germany and Infiniti Red Bull Racing leads Lewis Hamilton of Great Britain and Mercedes GP during the Hungarian Formula One Grand Prix at Hungaroring on July 27, 2014 in Budapest, Hungary.  (Photo by Lars Baron/Getty Images) *** Local Caption *** Sebastian Vettel;Lewis Hamilton
Alonso se mandou na frente e Vergne foi tentando segurar Rosberg. Vettel fazia o mesmo, que tinha o quinteto Hamilton, Ricciardo e Massa, Raikkonen e Gutiérrez atrás dele. Aí Rosberg foi mais uma vez para os pits e Hamilton pegava o segundo lugar. Na mesma hora, Vettel deu um show de habilidade e evitou uma pancada certa no muro da reta oposta após girar 360º. Depois dessa parada e do quase-acidente, a ordem era a seguinte: Alonso, Hamilton, Ricciardo, Massa, Räikkönen, Button, Sutil, Magnussen, Bottas e Rosberg.
GP UNGHERIA F1/2014
Alonso, então, foi tentando se afastar de Hamilton, que tinha 4s para Ricciardo. Massa era o quarto, a 12s do espanhol da Ferrari, que acabou indo aos pits na volta 39. Hamilton assumiu a liderança e Alonso retornou em quinto, atrás de Raikkonen. Aí foi a vez do inglês da Mercedes parar e colocar compostos médios, voltando atrás de Alonso, na quinta posição. E novamente Ricciardo era primeiro, com Massa em segundo.

Final emocionante

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Na 42ª volta, Raikkonen foi aos boxes e voltou em oitavo, atrás de Vettel, e fazendo uma belíssima briga por essa posição com ele. Mais na frente, a briga prateada da Mercedes era pelo quarto posto, com Rosberg tentando passar Hamilton. E Ricciardo, que era líder naquele momento, parava (já estávamos na volta 55), com Alonso tomando novamente a liderança. Rosberg também foi novamente aos pits, voltando com os pneus de risca amarela e com pressa, passando Massa e Raikkonen pouco após retornar à pista, e correndo como nunca para alcançar Hamilton, que vinha em terceiro.
BUDAPEST, HUNGARY - JULY 27:  Fernando Alonso of Spain and Ferrari, Nico Rosberg of Germany and Mercedes GP and Daniel Ricciardo of Australia and Infiniti Red Bull Racing drive during the Hungarian Formula One Grand Prix at Hungaroring on July 27, 2014 in Budapest, Hungary.  (Photo by Lars Baron/Getty Images) *** Local Caption *** Fernando Alonso;Lewis Hamilton;Daniel Ricciardo
E aí, a dez voltas do fim, a “corrida maluca” na Hungria, a coisa ficou disputada de um jeito que jamais se vira antes no travado circuito europeu (que Nelson Piquet por vezes chamava de “kartódromo”). Alonso era líder com os pneus em frangalhos, seguido de perto por Hamilton e Ricciardo. Todo mundo sabia que o espanhol não conseguiria segurar a ponta, mas ninguém duvidava que ele venderia caro(?) a posição. Enquanto ele rebolava para se manter na posição de honra, Ricciardo passava Hamilton no limite da aderência (e das travadas curvas) do circuito. Aí o sorridente australiano da Red Bull passou pela Ferrari do asturiano parecendo um foguete, onde ele nada podia fazer para conter. Ainda assim, nas voltas finais Alonso segurou Hamilton bravamente e ficou com um segundo posto que ele definiu como “uma vitória”, numa clara mostra de que sua Ferrari não está entre os melhores carros do grid.
BUDAPEST, HUNGARY - JULY 27:  Daniel Ricciardo of Australia and Infiniti Red Bull Racing celebrates victory on the podium next Fernando Alonso of Spain and Ferrari and Lewis Hamilton of Great Britain and Mercedes GP after the Hungarian Formula One Grand Prix at Hungaroring on July 27, 2014 in Budapest, Hungary.  (Photo by Drew Gibson/Getty Images) *** Local Caption *** Daniel Ricciardo;Fernando Alonso;Lewis Hamilton
Ricciardo, que no pódio parecia ter uns 64 dentes na boca, estourou o champagne com Alonso e Hamilton, enquanto que Rosberg (em quarto), já depois da corrida, chiava pela oportunidade perdida de vencer a corrida caso Hamilton abrisse para ele. Massa, que também lamentou algumas coisas do Williams FW36, fechou em quinto, na frente de Raikkonen, Vettel, Bottas, Vergne e Button. Com isso Rosberg ainda está na liderança, 11 pontos à frente de Hamilton.
GP UNGHERIA F1/2014
Depois da corridaça no GP que todos menos esperavam que acontecesse (e que fez com que todo mundo quisesse logo uma próxima corrida), a Fórmula 1 fará uma parada de aproximadamente um mês, retornando, para a alegria geral de todos os fãs, no mítico circuito de Spa-Francochamps. Até lá!
BUDAPEST, HUNGARY - JULY 27:  Daniel Ricciardo of Australia and Infiniti Red Bull Racing celebrates victory in Parc Ferme after the Hungarian Formula One Grand Prix at Hungaroring on July 27, 2014 in Budapest, Hungary.  (Photo by Dan Istitene/Getty Images) *** Local Caption *** Daniel Ricciardo

Fotos | F1 Fanatic

por 28 de julho de 2014 F1

F1 2014 – GP da Inglaterra

Início tumultuado, vitória caseira de Hamilton e uma linda disputa de campeões
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Finalmente retomamos as análises das corridas de F1 aqui no Novidades Automotivas depois de algumas provas de ausência. E a volta foi logo num dos GPs mais tradicionais de todos, que costuma proporcionar corridas divertidas de se assistir: Silverstone, na Inglaterra. E, para a alegria geral de todos os fãs de Fórmula 1, não foi dessa vez que foi diferente.
2014 Formula One British Grand Prix, Silverstone International Race Circuit, Towcester, Northampton, Great Britain, 3rd - 5th July 2014. 

World Copyright: © Andrew Hone Photographer 2014.
Ref:  _ONZ2740 A corrida na verdade nem tinha começado direito quando aconteceu uma paralisação de mais de uma hora. Depois de Nico Rosberg largar bem e pegar a ponta, acompanhado pelas McLarens – e de Sebastian Vettel perder ritmo – um acidente “embolou o meio de campo” (só para usar um termo referente ao futebol e à Copa do Mundo). Kimi Raikkonen perdeu o controle de sua Ferrari na curva 4, rodou e Felipe Massa (que estava celebrando seu 200º GP) evitou o choque em “T”. Mas o saldo foi negativo para ambos, que ficaram fora da corrida, ainda que ambos tenham ficado bem. Com isso a prova ficou um bom tempo parada para a limpeza da pista e a troca de parte do guard-rail, que ficou destruído com a pancada do finlandês.
2014 Formula One British Grand Prix, Silverstone International Race Circuit, Towcester, Northampton, Great Britain, 3rd - 5th July 2014. 

World Copyright: © Andrew Hone Photographer 2014.
Ref:  _ONZ2775 No reinício da corrida – dessa vez com o Safety Car à frente – nada de novo, Rosberg mais uma vez pegou a frente, seguido por Button, Magnussen, Hamilton, Vettel, Hülkenberg, Ricciardo, Bottas e Bianchi. Nisso, Hamilton também aproveitou o desempenho muito superior das Mercedes na temporada e foi escalando o grid até ficar atrás de Rosberg. A surpresa no começo da corrida foi Bottas, que, com a faca nos dentes, também começou a subir de posições de maneira impressionante. E no primeiro terço da prova, o ritmo foi bem assim. As McLarens seguravam os terceiro e quarto lugares, respectivamente com Button e Magnussen, mas atrás vinha muita gente brigando. Um Fernando Alonso renhido ultrapassava quem visse pela frente, enquanto que Ricciardo brigava com Hulkenberg, ultrapassando-o mais tarde.
suti-5 E os primeiros abandonos também foram aparecendo logo nessas voltas. Esteban Gutiérrez, da Sauber, se enroscou com Pastor Maldonado (Lotus) e danificou o carro, abandonando em seguida. Depois dele, foi a vez de Marcus Ericsson (Caterham) abandonar, indo para os boxes. Aí, alternando-se entre os primeiros pits (os que abriram a rodada foram Vettel, Kvyat e Riccirado), a coisa na pista continuava quente. Hamilton, determinado a vencer em casa, tirava sistematicamente a diferença para Rosberg, enquanto que Bottas, num ritmo surpreendente, já havia despachado Magnussen e ia à caça de Button, o passando logo em seguida. Alonso, depois de passar um pelotão, já era o quinto.
2014 Formula One British Grand Prix, Silverstone International Race Circuit, Towcester, Northampton, Great Britain, 3rd - 5th July 2014. 

World Copyright: © Andrew Hone Photographer 2014.
Ref:  _ONZ3389 Na volta 19 Rosberg parou, e cinco voltas mais tarde o companheiro de equipe quem entrou nos pits. Nesse interim Alonso dava um senhor calor em Button e Hulkenberg faria o mesmo com Riccirado. Quanto à dupla da Mercedes, depois da parada de Hamilton, Rosberg quem continuava na frente. Na briga de Vettel com Magnussen pelo sexto lugar, Alonso parou nos pits, e, apesar de a parada ter demorado cinco segundos a mais por uma punição que ele sofrera, a sorte estava do lado dele e ele perdeu apenas três posições, voltando em oitavo e apostando nessa única parada.
Silverstone, Northamptonshire, England.
Sunday 6 July 2014.
Valterri Bottas, Williams FW36 Mercedes.
Photo: Charles Coates/Williams F1.
ref: Digital Image _J5R8605 Já com mais de metade da prova completada, o ferrarista já passava Hulkenberg e Rosberg abandonava, causando furor nas arquibancadas, que viam Hamilton liderar. Outro que decidiu apostar numa parada só foi Valteri Bottas, que também calçou os pneus duros e voltou em terceiro, herdando (ainda na pista) quase imediatamente o segundo lugar de Vettel, que pararia na volta seguinte.
GP GRAN BRETAGNA F1/2014 Aí, quando Vettel voltou, estava em quinto, à frente de Alonso e Magnussen. Àquela altura, a ordem do grid era: Hamilton, Bottas, Ricciardo, Button, Alonso, Vettel, Magnussen, Kvyat, Hülkenberg e Vergne. E aí começou uma épica disputa entre o bicampeão vermelho e o tetracampeão rubrotaurino. Vettel atacava Alonso de todas as formas (inclusive reclamando pelo rádio das fechadas do espanhol), e, lá na ponta Hamilton aproveitava os mais de 40s de vantagem para Bottas e fazia sua última parada. Mas, enquanto isso, os olhos estavam voltados para a feroz disputa de campeões na pista. Vettel tentava de todas as maneiras por todos os lados, mas Alonso, de maneira bastante astuta, aproveitava o traçado para segurar o alemão. Até que a poucas voltas do fim, Vettel passou e se segurou na frente, pegando o quinto posto em definitivo.
hami-1 Lá na frente Hamilton vencia e deixava a torcida inglesa em delírio, seguido por um surpreendente Valteri Bottas (em seu segundo pódio seguido) e um sempre sorridente Daniel Ricciardo. Button, numa corrida discreta e eficiente, terminou em quarto (até merecia um pódio para completar uma homenagem a seu pai, que começou com o capacete pintado de rosa em referência à cor da camisa que ele sempre usava para acompanhar o filho nas corridas), seguido por Vettel, Alonso, Magnussen, Hulkenberg, Kvyat e Vergne.
Jenson Button leads Kevin Magnussen. Daqui a duas semanas (e já sem copa do mundo), acontece o GP da Alemanha, numa chance de Nico Rosberg não perder a vantagem para Lewis Hamilton, que ficou em apenas quatro pontos agora. Até lá!

por 7 de julho de 2014 F1

Michael Schumacher sai do coma e do Hospital de Grenoble

Heptacampeão seguirá em reabilitação longe dos olhos do público

www.hoch-zwei.net Agora a informação é oficial: Michael Schumacher já não está mais em coma e já saiu também do Hospital de Grenoble, onde se encontrava desde dezembro, quando sofreu um grave acidente de esqui no sul da França.

A informação foi confirmada pela assessora dele, Sabine Kehm, em comunicado oficial. Ela ainda agradeceu aos fãs pelo apoio ao piloto alemão nos últimos sues meses, e ainda aos médicos e enfermeiros de Grenoble. Sabine já adiantou que Schumacher “continua a longa fase de reabilitação” e completa: “Pedimos compreensão a todos para este processo de reabilitação, que acontecerá distante dos olhos do público”. Michael Schumacher foi colocado em coma após uma queda, quando bateu com a cabeça numa pedra durante um passeio de esqui em 29 de dezembro de 2013. A equipe de médicos iniciou a retirada da sedação no final de janeiro, e finalmente agora o alemão acordou não se sabendo mais detalhes de seu estado.
por 16 de junho de 2014 F1

Mercedes mostra primeiro teaser do AMG GT

Fabricante ainda revela o ronco do V8 4.0 Biturbo que equipa o esportivo

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A Mercedes resolveu apresentar  o AMG GT, seu mais novo superesportivo, durante o Grande Prémio da Alemanha de Fórmula 1, em julho. Enquanto isso, ela tenta nos deixar mais curiosos ao mostrar a silhueta e o ronco do motor do modelo em vídeo. O interior já havia sido mostrado meses atrás. O objetivo do AMG GT é disputar clientes com o Porsche 911. Para tal, aposta principalmente em seu motor V8 4.0 biturbo que deverá ser oferecido em vários níveis de potência, entre 480 e 600 cv. A versão mais “fraca” já deve ser capaz de ir de 0 a 100 km/h em menos de 4 segundos, devendo bater com facilidade os 3,8 s do SLS AMG.
Mercedes-AMG GT
De resto, sabe-se que o AMG GT terá uma distribuição de peso perto do perfeito, aproximadamente 50:50, e será mais leve e com menor distância entre eixos que o SLS. A Mercedes diz estar focada no “prazer de dirigir”, e que no caso do novo esportivo esta não é apenas “mais uma expressão”.
Mercedes-AMG GT

por 20 de maio de 2014 F1, Mercedes-Benz, Segredos

F1 2014: A volta perfeita de Ayrton Senna

O dia em que o piloto assombrou a F1 de maneira única com um tempo jamais igualado

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A superioridade das Mercedes frente ao resto do grid na temporada de hoje parece uma coisa de outro mundo. Na história tivemos vários casos em que uma dupla de carros esmagou a concorrência. Mas, para muitos fãs de F1, ao ver tamanha dominância dos bólidos prateados nas primeiras corridas do ano, uma memória surge logo à mente: a da McLaren de 1988. E, mais precisamente, dos espetáculos que Ayrton Senna protagonizava aos sábados durante os treinos. Ainda assim, houve um em especial… monaco88
A corrida era Mônaco, e antes daquele ano, Ayrton já chocara o circo com demonstrações de habilidade no claustrofóbico circuito do principado. Mas aí veio 1988, e ele estava com o melhor carro do grid. Não deu outra: uma volta fantástica, perfeita. 1,427 segundos sobre Alain Prost, o segundo colocado. Uma volta tão perfeita que o próprio piloto, à época, admitiu: “foi o meu máximo, não havia espaço para mais nada. Nunca atingi aquele sentimento de novo”.
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O fantástico vídeo foi feito pela McLaren em homenagem a Senna, e recria o piloto caminhando em direção ao foguete vermelho e branco e a volta mais perfeita de sua carreira. Um vídeo que vale, e muito, a pena assistir.

por 8 de maio de 2014 F1

F1 2014: 20 anos do legado de Senna

De 1994 para cá, o tricampeão é mais lembrado do que nunca, dentro e fora das pistas

1994 Brazilian Grand Prix.
Interlagos, Sao Paulo, Brazil.  25-27 March 1994.
Ayrton Senna (Williams FW16 Renault). Whilst pushing hard to try and catch Michael Schumacher he spun and stalled. 
Ref-94 BRA 14.
World Copyright - LAT Photographic
Começo esse texto da seção de F1 do blog de um jeito diferente. Primeiro, peço desculpas aos leitores pela hora que estou postando. Queria ter escrito cedo, e não no fim desse dia (quando estou passando estas maltraçadas aqui, ainda estou no dia 1º de maio). Achava essencial escrever isso hoje. Afinal, é o dia que, todos sabemos, marcam-se os 20 anos sem Ayrton Senna. Lembrei também do Ratzenberger (como escrevi ontem). Mas hoje os 20 anos são de mais um que perdeu a vida lá. E esse “mais um” todos nós conhecemos muito bem. inesquecível
Quando, numa conversa informal com o Henrique (Rodriguez, diretor-executivo daqui do blog), no começo deste ano, decidimos criar uma seção sobre F1, lembrei na hora que fariam 20 anos da morte do Senna, e abracei a ideia de fazer esta seção justamente por causa disso. Em um mísero post jamais poderei falar tudo que queria, da maneira que queria. Então, diferente de tantos e tantos colegas blogueiros e jornalistas que falaram daquela data trágica ou recordaram dos feitos do nosso tricampeão, decidi fazer diferente: vou lembrar um pouco do legado que ele deixou depois da sua morte.
Senna - Lotus
A F1 deixou vários pilotos como heróis. Mas praticamente todos eles são lembrados apenas dentro do circo, ou em algo que se refira a ele. Seja na curva de um circuito famoso ou no capacete de algum compatriota que estreou na categoria, vencedores de outrora são recordados. Um Villeneuve, um Clark, um Fangio sempre existirão para nós, entusiastas do automobilismo, não resta dúvida. Mas e quanto ao Senna? Bom, ele passou um pouco disso.
Senna_NSX

mosaico_f1_bicos_senna_datasVamos começar no óbvio: nos carros, é claro. Seu legado ficou na Honda e na própria McLaren. Na montadora japonesa, ele foi o responsável pelo projeto do NSX. Graças a sua habilidade nos Fórmula 1 propulsados pelos motores japoneses, a montadora o encarregou de ajudar no desenvolvimento de seu primeiro superesportivo. E o resultado não foi outro. O NSX é lembrado até hoje como “O esportivo que Senna ajudou a criar”, e de seu lançamento no começo dos anos 90 até o fim da linha em 2005 recebeu poucas mudanças mantendo-se com um desempenho quase irretocável. Sinal de que o trabalho do tricampeão não foi em vão. E o nome NSX estar para renascer só reforça ainda mais a herança que Ayrton deixou para a Honda. Já na montadora inglesa o legado dele não ficou só na área de competição, onde ele é lembrado instantaneamente, mas, de maneira indireta nos carros de rua. Gordon Murray, à época responsável por projetar o icônico McLaren F1, teve como base para a sua criação, pasme, o NSX. Ele mesmo, o esportivo que tinha a assinatura do tricampeão. Nas pistas ele não é lembrado somente, tal qual outros colegas de épocas diferentes, em trechos de circuitos. Sua memória fica no bico de todas as Williams desde 1995. Numa espécie de “dívida de gratidão eterna”, o time de Grove jamais esqueceu o piloto, sempre colocando o logotipo “Senna”, com o S estilizado em seus carros (e nesse ano está a logomarca “Ayrton Senna Sempre”). Ele também se tornou a motivação para toda uma geração de pilotos brasileiros, tanto aqueles que começavam a carreira quando ele estava na Fórmula 1, quanto para aqueles que só começaram a dar as primeiras aceleradas depois que ele se foi.
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E nas duas rodas Senna também é lembrado. Não só como garoto-propaganda da Honda na terra do sol nascente, mas também pelas esportivas italianas da Ducati. O brasileiro era fã assumido da montadora, e tinha uma 916 para passear de vez em quando. Seu legado ficou, também, na nova 1199 Panigale S Senna, que foi feita em homenagem a ele, usando vários dados que ele passou (olha só!) para aprimorar a 916. Além da Ducati, a MV Agusta também já fez motos especiais homenageando o tricampeão.
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Senna também é lembrado de maneira visual e digital. Nos cinemas, o documentário homônimo fez sucesso, tanto em seu país natal quanto fora dele, ganhando, inclusive, prêmios. Outros filmes com o tricampeão também já foram produzidos, ainda que com menos visibilidade que “Senna”. Nos videogames, o jogo Gran Turismo 6, que foi lançado no final de 2013 para Playstation 3, prestava, desde a abertura do jogo, uma clara homenagem ao piloto, ofuscando um pouco, por exemplo, Sebastian Vettel, que teve destaque na edição anterior do jogo. Na capa há o logotipo “Ayrton Senna Sempre”, e no jogo, logo de cara, havia a opção de o piloto virtual poder comprar o conjunto de macacão e capacete usados por ele na McLaren de 1988. Desde o lançamento do jogo, um dos maiores argumentos de venda também foi a possibilidade de correr com os carros que o piloto correu durante sua trajetória, além do circuito de Interlagos. No dia que se completaram esses 20 anos, foi anunciado que, para o mês de maio, sairá conteúdo exclusivo, contendo alguns desses itens. Além disso, a Sony prestou sua homenagem com um site exclusivo para o piloto, e um filme, chamado “Ayrton’s Wish” (o Desejo de Ayrton), falando sobre o desejo dele de ajudar crianças carentes, que foi realizado através do instituto que carrega o seu nome. A relação entre o Gran Turismo e o instituto também está presente no vídeo.
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No papel, além dos inúmeros livros que já foram publicados sobre o campeão, tanto por jornalistas brasileiros quanto estrangeiros, Senna também virou herói nos quadrinhos. Akira Toriyama, criador da série Dragon Ball, homenageou Senna em 1990, e vários mangás no Japão o fazem frequentemente, sendo um dos mais populares por lá a revista Shonen Jump, que, inclusive, colocou o piloto com traços japoneses, além de rivais, como Prost e Mansell.
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Além dos mangás, outros quadrinhos também prestaram reverências ao piloto. Em ”Ayrton Senna: A Trajetória de um Mito”, do jornalista francês Lionel Froissart, que era amigo de Senna, e dos cartunistas belgas Christian Papazoglakis e Robert Paquet em parceria com a Editora Nemo e o Instituto Ayrton Senna, é contada a história do piloto em momentos importantes como o GP de Mônaco de 1984 ou a rivalidade com Alain Prost e o tricampeonato mundial.
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E nas alturas o piloto também foi lembrado. A Azul linhas aéreas pintou a frente de uma de suas aeronaves com as cores do capacete do tricampeão. Além dessa pintura, ainda há a logomarca “Ayrton Senna Sempre” e os logotipos do instituto na fuselagem e nas turbinas.
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Por fim, mas não menos importante, na quarta-feira o Corinthians, time de coração do piloto, homenageou ele também, que na certa foi um de seus torcedores mais ilustres. Durante a execução do hino nacional, antes de começar o jogo contra o Nacional-AM, os jogadores usaram réplicas do capacete imortalizado pelo tricampeão. Fazendo jus à homenagem, o “timão” ganhou do time amazonense por 3×0. Nota do autor: Este texto levou boas horas para ficar pronto e confesso que coloquei uma parte bem pequena do que queria colocar. Como muitos membros que compõem o Novidades Automotivas, sou fã incondicional do Senna. E escrever um pouco do que fosse, pra mim, seria como prestar uma homenagem, mesmo que mínima, a ele. Talvez por fazerem 20 anos hoje, talvez por ter dedicado mais tempo esse ano pesquisando coisas sobre ele, confesso que esse ano senti bem mais a perda, bem mais que em outros anos. E acho que essa sensação mais forte de perda deve ter sido compartilhada por milhões de outras pessoas. Começar oficialmente uma seção de F1 no blog justamente esse ano pra mim, de certa forma, foi uma honra, justamente por isso. E, com esse texto, espero ter deixado, em nome de toda a equipe do blog, algo para lembrarmos do Senna, e aumentarmos ainda mais o (belo) legado que ele deixou, mesmo 20 anos depois.

por 2 de maio de 2014 F1

F1 2014: 20 anos sem “o outro cara”

Roland Ratzenberger, o piloto que faleceu naquele GP de Ímola em 1994

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Quando falamos do GP de Ímola de 1994, sempre ouvimos a maioria das pessoas falar “foi o GP que o Senna morreu e o Rubinho bateu feio”. Os mais atentos até dizem “teve também um outro cara que morreu nos treinos”. Pois é, o “outro cara”, que muita gente não se lembra, foi um piloto austríaco chamado Roland Ratzenberger, quase da idade do Senna (cerca de três meses mais novo).   10153171_650739091665004_4265407311846099222_nVários oceanos separam as histórias de Senna e Ratzenberger, não só aquele que separa o Brasil da distante Áustria. Enquanto Senna tinha toda uma estrutura, desde o começo da carreira, Ratzenberger fez muito mais o perfil aventureiro. Sempre sem dinheiro e com a família tendo “lavado as mãos”, só reconhecido sua paixão e talento com o esportista já na F1, Roland se virou de todas as maneiras que pôde para viver o sonho da sua vida, que era correr, estimulado (como quase todo piloto austríaco) pelo campeão póstumo Jochen Rindt.

Outro oceano

Apoio da família? Isso não existiu para Roland. O piloto se virava como podia, e pilotava um F-Ford na escola de pilotagem de Walter Lechner em Salzburgring, podendo pilotar o carro quando este estivesse livre(!). A família nunca soubia quando Roland corria e só uma vez o viram correndo (e dando show) na categoria. Enquanto Senna dava as primeiras voltas (e ganhava as primeiras corridas) na Fórmula 1, em 1984 e 85, Ratzenberger prosperava na F-Ford, onde, pasme, o Brasileiro também fez bonito. Ratzenberger ganhou os títulos europeus de 84 e 85 e levou também o título do Festival de Brands Hatch (meio que um mundial da categoria) em 1986, em cima de Eddie Irvine, que, por acaso se tornaria um grande amigo dele. Depois de 1986, as portas da categoria máxima continuavam fechadas, mas isso não impediu que o austríaco continuasse correndo onde desse: F-3, turismo, protótipos, F-3000 e carros esporte. E aí chegaram os prósperos anos 90, onde o Japão, estimulado pelos títulos dos carros Honda, por Senna e pela pujança financeira daquele período, passou a aliciar pilotos europeus para correrem nas categorias de lá. E aí Ratzenberger foi, junto de um grupo de pilotos que, em sua maioria, vingou na F1 ou em outras categorias: Eddie Irvine, Heinz-Harald Frentzen, Mika Salo, Jeff Krosnoff e Andrew-Gilbert Scott. Curiosamente, todos sempre falavam que o austríaco tinha uma personalidade carinhosa e afável, e, não por acaso, ele era amigo de todos, compartilhando histórias legais e divertidas tanto dentro quanto fora das pistas.

Vivendo o sonho

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Então veio o ano de 1994. Com isso, Ratzenberger, agora com 33 anos, era um estreante que não era estreante. Se tinha zero de experiência na F1, fora dela já tinha uma “folha corrida” extensa: já havia vencido o festival de F-Ford em Brands Hatch, outro punhado de corridas na F-3, disputado cinco edições das 24 Horas de Le Mans e disputou duas temporadas da F-3000 no Japão. E aí embarcou na F1, a bordo da nanica Simtek.
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O belo (porém lento e frágil) carro roxo e seu piloto de capacete vermelho e branco, de design simples e bonito dividiram as atenções do time com um piloto cujo sobrenome tinha peso: David Brabham. No entanto, o time era pra lá de modesto. Apesar do patrocínio Master da MTV (que àquela época tinha força no tele-entretenimento mundial), o orçamento do time equivalia ao salário de Gehrard Berger na Ferrari. O compatriota Ratzenberger, então, só tinha orçamento para cinco corridas. No entanto, isso não o impediu de fazer o melhor que podia com o limitado equipamento que tinha em mãos (quiçá era o pior carro do grid de 1994). Na primeira corrida, não se classificou, na segunda, se classificou, mas terminou em 11º e último, o que, de todo jeito já foi um avanço. Aí veio Ímola…
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Nesse GP, Ratzenberger decidiu, mais do que nos outros, que daria tudo que podia em prol de um bom desempenho, mas seguindo as orientações da equipe: dirigir com cautela, por causa do baixo orçamento para reparos e carros reserva. Logo no começo da sessão, ele deu uma pequena escapada na chicane acqua minerali. A telemetria acusou problemas no carro, mas ele disse que estava tudo bem. Continuou correndo, quando, ao chegar na parte mais rápida do circuito, a pequena reta entre as curvas Tamburello e Villeneuve, o carro perdeu um pedaço da asa dianteira. Sem ele, Ratzenberger virou o volante mas, sem downforce, a dianteira não obedeceu. Mesmo tentando frear a mais de 300 km/h o carro não virou, se espatifou contra o muro e foi resvalando. 10170711_650739264998320_7936388421672977469_n
A imagem da pancada, com parte do capacete sujo de sangue e a cabeça do piloto meio “leve”, se mexendo de qualquer jeito, já denotava o pior. No mesmo dia foi decretada a morte do piloto, por múltiplas fraturas no crânio. Para o funeral, os compatriotas Niki Lauda, Gerhard Berger e Karl Wedlinger compareceram, junto do presidente da FIA, Max Mosley, a família e mais algumas outras pessoas, numa cerimônia que teve infinitamente menos gente que a morte de Senna, mas que doeu tanto quanto. Lauda falou durante o enterro: “Querido Roland: todos que também participam de corridas entendem porque você amava tanto este esporte e arriscava sua vida por ele. E aos outros, que nunca participaram, não dá para esclarecer exatamente por isto”.   Dessa maneira, o “outro cara” entrou para a história como o penúltimo piloto a morrer num GP, dando fim a uma carreira que poderia ser próspera, como também poderia se apagar rápido. Pena ou não, o fato é que Ratzenberger se foi cedo. Cedo demais até. Nota do autor: Conheci melhor a história de Ratzenberger para escrever esse post e fiquei fascinado com ela. Não só pela obstinação dele em conseguir os próprios sonhos e objetivos. Mas também pela maneira que ele viveu o grande sonho de sua vida, que era correr. Se, por um lado, Senna nos trouxe vários exemplos para serem seguidos no dia-a-dia, que são lembrados em frases e citações, Ratzenberger deixou uma história de vida de perseverança que não pode ser esquecida. Para mim, os três GPs que ele correu valeram mais que as centenas que tantos pilotos correram, e também valeu mais que alguns títulos. Por que? Porque o cara estava realizando um sonho, vivendo uma paixão. Ele queria resultados, mas a alegria dele estava acima disso. Ele havia conseguido realizar o maior sonho, que era chegar à F1, e isso ninguém tiraria dele, como não tirou. Ele também foi vítima naquele trágico fim de semana em Ímola. independente de qualquer coisa, ele não foi esquecido. geh hin in Frieden, Roland! Por Pedro Ivo Faro

por 1 de maio de 2014 F1

F1 2014 – GP da China

Carros de outra categoria, lambança no pitstop e na bandeirada

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Antes de iniciar os comentários sobre o GP da China, gostaria de explicar aos leitores que hoje, excepcionalmente, irei substituir meu amigo Pedro Ivo Faro nessa tarefa. Explicações dadas, vamos a corrida! Se durante os últimos quatro anos, o domínio foi do carro rubrotaurino da RedBull, podemos dizer, aparentemente, que o domínio nesta temporada mudou da água para o vinho. A superioridade das Mercedes prateadas neste começo de temporada é incrível. Quatro corridas, quatro vitórias, quatro pole positions, quatro melhores voltas… Mais uma vez, a equipe alemã sobrou e conquistou a vitória com Lewis Hamilton, seguido do seu companheiro Nico Rosberg, completando a dobradinha. ferr-alon-shan-2014-71-886x590
A corrida, última neste horário “maluco”, começou agitada. Logo na largada, Felipe Massa ultrapassou Rosberg e ao disputar a primeira curva com Fernando Alonso, sofreu um toque do antigo companheiro, fazendo seu carro decolar, mas sem perder rendimento. Logo atrás, o carro de Bottas foi tocado por Rosberg. Dois toques involuntários, que não comprometeram os envolvidos. Afastado da disputa de posições, Lewis Hamilton foi soberano. De ponta a ponta, o inglês garantiu a terceira vitória no campeonato, mas, apesar do domínio no começo da temporada, ainda não conseguiu alcançar a liderança do mundial de pilotos, devido ao abandono na primeira prova. Quatro pontos atrás de Nico, Hamilton já é o favorito à conquista do campeonato. Coube a Jenson Button abrir a janela de pit-stop que mudou o panorama da corrida de Felipe Massa. O inglês, que vinha em 13º, trocou para os médios. Os pilotos puderam escolher o composto da largada, devido ao treino embaixo de chuva. Duas voltas depois, Grosjean veio aos boxes. O próximo foi Massa, mas um problema na colocação da roda traseira direita fez o brasileiro perder muito tempo, voltando à pista apenas na última colocação e acabando com qualquer chance de pódio.
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E falando em Mclaren, a equipe inglesa ainda não se encontrou na temporada. Além de ainda não contar com patrocinador master, os pilotos tem encontrado dificuldades em guiar o MP4-29. Magnussem e Button amargaram os 13º e 11º lugares, respectivamente, ligando a luz de alerta da equipe.merc-hami-shan-2014-8-590x886 Uma cena inusitada ficou marcada no GP chinês. Vettel, que já havia ignorado uma mensagem da equipe, dizendo que Riccardo estava mais rápido e que deveria abrir passagem, com pneus desgastados, foi deixado para trás pela Caterham de Kobayashi, que estava uma volta atrás. Pelo rádio, o alemão reclamou de ter sido ultrapassado pelo retardatário: “Está de brincadeira. Ele me passou porque está com pneus melhores”. Alonso, que ganhou a segunda posição de Vettel na primeira parada de pitstops, manteve a posição até o fim da corrida, quando Rosberg o ultrapassou. Ainda sofreu com as investidas do novamente inspirado Riccardo, que pressionou o espanhol, mas não conseguiu tirar a Scuderia italiana do seu primeiro pódio na temporada, coincidentemente na primeira corrida sob o comando de Marco Mattiacci. Pelo rádio, Hamilton informou a equipe de que teria visto a bandeira quadriculada na penúltima volta. E não foi miragem. O comissário se equivocou e agitou a bandeira quadriculada na penúltima volta. Segundo o regulamento, quando há um erro na sinalização do fim da corrida, é levado em consideração a classificação da volta anterior. Com isso, o resultado final se deu ainda na 54ª das 56 voltas. Sendo assim, Hamilton venceu com 18s de vantagem para Rosberg, fechando a terceira dobradinha da Mercedes no ano. Massa completou a prova na 15ª posição. Antes de finalizar, friso aqui que Pastor Maldonado se saiu invicto da corrida, sem arrumar nenhuma confusão ou acidente. Max Chilton, mesmo pilotando um dos piores carros da história, continua completando suas provas, provando ao menos que é um piloto de condução confiável. A próxima corrida acontece daqui a 3 semanas, em Barcelona, na Espanha. Fotos | F1 Fanatic

por 20 de abril de 2014 F1

F1 2014 – GP da Malásia

Vitória segura de Hamilton e da Mercedes, reação rubrotaurina e Brasil ainda aquém do esperado

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O GP da Malásia, segunda etapa desde mundial da Fórmula 1, pode ter sido qualquer coisa, menos uma corrida animada ou festiva. Não, na pista não foi essa monotonia toda, nem tampouco vimos uma fila indiana… a corrida foi legal, sim. Mas o grande problema foi correr num país que ainda chora e sofre com o desaparecimento de 239 pessoas no voo MH370 da Air Malasya. Por isso, meio que silenciosamente, dava para se notar na transmissão do GP que o clima (principalmente na torcida) era de determinado pesar. Mas, como diz o ditado, o show deve continuar. E foi seguindo essa frase que Lewis Hamilton venceu sua primeira corrida esse ano. 479868513MT00129_F1_Grand_P
O britânico, que – vale lembrar – quer com unhas e dentes o título desse ano, selou a vitória logo na largada do GP, onde só perdeu a liderança nos pit stops. O companheiro (e amigo) Rosberg até andou no mesmo ritmo (que sempre esteve acima dos demais pilotos, evidenciando que a Mercedes é o "bicho-papão” desse ano mesmo). A surpresa está por conta da Red Bull, que mais uma vez conseguiu andar na zona do pódio, dessa vez com Sebastian Vettel, uma vez que Daniel Ricciardo, que até andou bem no final de semana, teve a asa dianteira do RB10 quebrada, e não conseguiu lá muita coisa.
GP MALESIA F1/2014
A esquadra vermelha da Ferrari também parecia que teria um domingo melhor. Raikkonen terminou apenas em 12º, com direito a problemas nas primeiras voltas, graças a um toque em Kevin Magnussen. Já Fernando Alonso terminou em quarto, uma posição melhor, mas aquém do que se espera dos vermelhos. Pior: o espanhol teve um duelo particular com Nico Hulkenberg durante dois momentos distintos da corrida, no começo e no fim. E no segundo, por pouco não perdeu o quarto posta para Hulkenberg, que tem mostrado consistência na Force India (diferente do companheiro Sergio Pérez, que nem largar conseguiu dessa vez).
Kevin Magnussen on track.
Na McLaren, nada para comemorar, também. Apesar de ambos os pilotos terem terminado na zona de pontuação, o desempenho dessa vez foi menos brilhante que na Austrália. Button fechou em sexto, enquanto que Magnussen, graças ao toque com Raikkonen logo no começo da prova, teve que pagar um “stop-and-go” e teve a corrida prejudicada. No final, terminar em nono ainda foi até lucro para o estreante da Dinamarca.
Sepang International Circuit, Sepang, Kuala Lumpur, Malaysia.
Friday 28 March 2014.
Romain Grosjean, Lotus E22 Renault, leaves the cockpit.
Photo: Alastair Staley/Lotus F1 Team.
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Por outro lado, a Lotus até tem o que “celebrar” nesse final de semana. Se na corrida passada os anglo-franceses sofreram para completar metade da prova, dessa vez um deles, com Grosjean, quase chegou entre os ponteiros, terminando em 11º. Muito pouco para um time que ano passado brigava por vitórias, mas um avanço frente à montanha de problemas que eles têm enfrentado desde a pré-temporada. Maldonado fez uma das suas e saiu logo nas primeiras voltas, graças a um toque com Jules Bianchi.

Aquém (?) do esperado

Sepang International Circuit, Sepang, Kuala Lumpur, Malaysia.
Saturday 29 March 2014.
Felipe Massa, Williams FW36 Mercedes.
Photo: Alastair Staley/Williams F1.
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Para o Brasil, o GP da Malásia também não foi dos mais brilhantes. Depois de não conseguir uma colocação boa na largada, Felipe Massa deu um pouco de cor ao espetáculo, principalmente nas primeiras voltas, onde escalou posições com a Williams-Martini. Ao tentar passar Magnussen acabou sendo ultrapassado novamente e se manteve em nono por boa parte da prova. No final, apesar de ameaçar Button pela sexta colocação, terminou em sétimo com o companheiro Valtteri Bottas atrás, protestando com a equipe por ter ficado em oitavo quando podia ter passado o brasileiro. O próprio Massa lutou contra o desempenho relativamente fraco do Williams na chuva durante a classificação. Mas, ainda assim, há a esperança do belo FW36 surpreender. Esperemos pelas próximas corridas, portanto.
Malaysian GP Saturday 29/03/14
A Sauber e a Caterham ficaram em situações opostas. O time suíço parece que vai ter uma temporada difícil, onde mais uma vez nenhum de seus carros completou. Já os esmeraldinos, apesar de não terem fechado nos pontos, completaram a corrida, e Kamui Kobayashi dessa vez mostrou que conseguia fazer algo, mesmo com o limitado equipamento que tinha em mãos. Ainda na lista do fundo do grid, Max Chilton fechou em 15º.
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Surpreendente foi Daniil Kvyat, que apesar da não tão forte Toro Rosso que tinha em mãos, fez uma bela exibição, fechando nos pontos mais uma vez e dando trabalho a gente bem mais experiente que ele. O russo andou o tempo todo na zona de pontuação, e , no fim, o décimo lugar foi até injusto para a combatividade que ele demonstrou.
Formula One World Championship
 
Semana que vem tem mais, dessa vez no palco dos testes finais da temporada, o Barhein. Até lá!

por 30 de março de 2014 F1

F1 2014 – Dono da Red Bull critica a F1, com ameaça de deixar o esporte

Dietrich Mateschitz se diz desapontado com a punição, e solta o verbo contra a FIA

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Claramente contrário e descontente com a punição a Daniel Ricciardo, Dietrich Mateschitz disparou contra a FIA e a Fórmula 1deixou claro que seu time rubrotaurino pode até mesmo sair da Fórmula 1. Nas palavras do próprio, “há limites para o que estamos dispostos a aceitar". 477191467KR00239_Australian
Relembrando aos leitores o ocorrido, o piloto Daniel Ricciardo foi desclassificado depois de ter conseguido um pódio no GP da Austrália. De acordo com os comissários de prova, o fluxo de combustível do carro #3 excedeu consistentemente o limite, que é de 100 kg/h. Frente a isso, O time já entrou com recurso contra a decisão dos representantes da FIA e uma audiência no Tribunal Internacional de Apelação da entidade será realizada em 14 de abril.
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Falar de Red Bull no automobilismo chega a ser quase repetitivo. Praticamente toda a categoria que tem carros competindo, tem ao menos um veículo com (pelo menos) o patrocínio da marca de energéticos austríaca, isso quando não é uma equipe inteira. Acontece que no caso da Fórmula 1 a coisa é mais séria. A categoria hoje é a “menina dos olhos” para ele, com quatro títulos mundiais de pilotos e de construtores.
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Ainda assim, o austríaco deixa claro que não está nem aí para a questão financeira que a Fórmula 1 representa para sua marca de energéticos, pois segundo ele, a Red Bull está na F1 muito mais ligada “ao que fazer do ponto de vista do espírito esportivo" do que do com relação ao lado financeiro. Até em uma recente entrevista ao diário “Kurier”, Mateschitz não poupou palavras. “"A questão não é tanto se faz sentido econômico, mas as razões para se fazer isso dentro de um espírito esportivo, da influência política e assim por diante. Neste ponto, há um limite claro para o que podemos aceitar", declarou.
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Ele colocou em xeque também a competitividade atual da categoria, comparando com a GP2, que é hoje a principal categoria de acesso. "É um absurdo que os carros sejam muito mais lentos do que os do ano passado. Parcialmente, a GP2 tem corridas mais interessantes, disputas mais acirradas e quase na mesma velocidade da F1, mas com um orçamento bem menor", declarou. E completou com outra clara alfinetada aos dirigentes da categoria máxima do automobilismo: “Você precisa fazer com que a F1 volte a ser o que era: o topo do automobilismo mundial". Quanto à punição, o cartola dos energéticos também não teve papas na língua. "O fato é que o sensor de fluxo de combustível da FIA apresentou diferentes leituras desde o início dos testes. Além disso, os dados eram todos imprecisos", e terminou dizendo que “por outro lado, nós podemos mostrar o fluxo de combustível exato e afirmar que estava dentro do limite".

por 25 de março de 2014 F1