Chana

Cinco anos de carros chineses no Brasil: como eles estão se saindo?

Por Henrique Rodriguez
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Comecei a escrever sobre automóveis no início de 2009. Àquela altura a participação de carros chineses no mercado brasileiro se resumia a veículos utilitários, como os Chana (hoje Changan) desde 2007 e os CN Auto desde o ano anterior. O único automóvel chinês por aqui era o Effa M100. A chamada “invasão chinesa” estava começando, e deveria atingir seu clímax dentro de poucos meses. Mas, particularmente, hoje o termo “invasão” soa exagerado. Ela não aconteceu como se esperava. No início eu percebia que os leitores estavam confiantes na proposta dos chineses, que prometiam mais conteúdo a preço mais acessível, e que apenas isso as faria mudar nosso mercado, com as fabricantes nacionais reduzindo o preço e aumentando o conteúdo de seus carros. Isso até terminou acontecendo, mas mais por exigência do consumidor. Pouquíssimos leitores diziam ter coragem de comprar um antes mesmo de conhecer o carro, por causa do estereótipo do “Made in China”. O brasileiro costuma formar estereótipos de carros por seu o país de origem – “francês é ruim, alemão é bom”. Um erro já com as fabricantes nacionais, cujos carros tem qualidade e características homogêneas. Em se tratando de carros chineses, a disparidade é muito maior, afinal, são quase uma centena, sempre descubro uma nova. Há os HiPhone e os iPhones, todos oriundos do mesmo lugar. Um não é bom, mas o outro é a coqueluche… Com o passar do tempo foram recorrentes os debates polarizados por custo e qualidade, sem considerar ainda a desconfiança. As informações sobre alguns modelos eram escassas. É muito mais fácil pesquisar na internet sobre um carro europeu do que um chinês, que eventualmente mudam de nome, ou tem eles escritos em logogramas. O que boa parte dos consumidores quer mesmo é opinião de quem já tem antes de se “arriscar”. É nessas horas que o brasileiro mostra sua face racional, e que na realidade não é tão aberto a novidades como se imagina. Para fazer um balanço sobre estes cinco anos de carros chineses no Brasil, só mesmo analisando caso-a-caso.

Chana/Changan

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Pioneira, a Chana iniciou suas operações no Brasil em 2007 pelas mãos da Districar (mesma que traz os SsangYong). Naquele ano foram 143 unidades emplacadas, o que correspondia a apenas 0,006% do mercado total de veículos de passeio e comerciais leves. Até havia planos de trazer carros de passeio, mas eles parecem ter sido suspensos por causa do IPI majorado para importados. O maior erro da Chana era seu nome, uma piada pronta que foi corrigida no ano passado, quando passou a atender por Changan. Até hoje as únicas reclamações que vi se deram por falta de peças para pronta entrega. No entanto, a primeira revisão se dá aos 1000 km, e é apenas uma inspeção para saber se tudo está “ok”. Ô confiança no produto…

Effa

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A Effa não é uma fabricante, ao contrário do que se pensa. Ela importa carros de alguns fabricantes chineses, como JMC, Hafei e Changhe, que é o caso (ou era) do M100. Este é, talvez, a maior piada do mercado automotivo dos últimos tempos, ou como dizia um engenheiro que foi meu professor “o leite glória do século XXI”. Vale lembrar que ele chegou com o título de “carro mais barato do Brasil”. Por problemas alfandegários, as primeiras unidades destinadas ao Brasil passaram meses se deteriorando no tempo. Na hora de iniciar as vendas isso não foi considerado, e a Revista Quatro Rodas incorporou um á sua frota do teste “Longa Duração”, que avalia não apenas os carros, mas também a rede de concessionárias por 60.000 km. A questão é que o teste foi interrompido aos 40 mil por julgarem que o carro não oferecia segurança para completar o resto do teste (Vídeo Quatro Rodas EFFA M100). O carro era tão ruim, que por questões contratuais no final de 2010 o M100 passou a ser produzido em fábrica da Suzuki na China, e isso só se deu após a fabricante japonesa intervir profundamente no projeto, inserindo novos conjunto de suspensões, radiador, bomba de combustível, bateria, coluna de direção e silenciador do escapamento. Estes já estão a venda no Brasil, só que por R$ 24.980 está longe de ser barato como deveria… Em sites de reclamações é possível encontrar donos de utilitários da Effa reclamando dos mais diversos problemas. Há algumas semanas um leitor nos mandou um e-mail relatando que os eletro injetores estão em falta, e quando tem cada um custa R$ 3.140. Ele precisava de quatro para seu carro. No fim das contas, a substituição custaria metade do valor do carro (!).

CN Auto

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A CN Auto é representante da chinesa Harbin Hafei no Brasil, onde vende desde 2008 o Jinbei Topic e o Hafei Towner. Eles não tem nada a ver com os Asia vendidos na década de 90, senão os nomes. A empresa obteve recentemente licença para produzir o Towner em Linhares (ES) a partir de 2014. O uso mais popular deles é de lotação, transporte escolar e de prestação de serviços. No Reclame Aqui, apesar de atender a 96,6 % das reclamações, apenas 57,9% foram solucionadas e a reputação da empresa é “ruim”. Matéria de ontem do Portal Vrum mostra caso de Topic de uso escolar que colidiu com árvore por freio ter falhado.

Chery

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A Chery desembarcou no Brasil há exatamente três anos sob a tutela da Venko Motors, do Grupo JLJ, cuja experiência se resumia basicamente ao ramo alimentício. O primeiro modelo foi o SUV Tiggo, tido como “semelhante demais” com o antigo Toyota RAV4. Meses depois vieram o compacto Face e o Cielo hatch e sedã, tidos como médios. Lembro que nas próprias fotos de divulgação do Cielo era possível ver nitidamente peças do painel mal encaixadas… cielo_sedan_ext_baixa_08
No ano passado chegaram ao Brasil modelos menores, o QQ e o S-18. Este último chegou a ter suas vendas suspensas dias após o lançamento por causa do pedal de freio, que entortou durante testes de revistas especializadas, e só voltou a ser vendido após a substituição da peça em todo o lote trazido, que deveria ter vindo com outra peça. Reclamações da Chery em sites para este fim estão ligadas à falta de peças e pneus, descumprimento de termos de garantia, e defeitos mecânicos recorrentes. Chegamos a relatar o caso de um Face que aguardava por um mero parafuso de roda havia mais de um mês.chery-face-2011-frente_1280
Hoje está nas mãos da matriz chinesa da Chery as operações no Brasil, e no ano que vem ela iniciará a fabricação de carros no Brasil na fábrica que constrói atualmente em Jacareí (SP). À Venko Motors restou as operações da Rely, submarca da Chery voltada para os utilitários, que chega ao Brasil em breve.

Lifan

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A Lifan chegou ao Brasil na primeira metade de 2010 trazida pelo Grupo Effa, com o sedã 620 e o hatch 320 (a famosa cópia do Mini Cooper), ainda hoje os únicos modelos que oferece no país. Cheguei a passar por uma concessionária da marca no caminho de casa duas vezes para conhecer os carros. Na primeira só havia o 620. Custava R$ 39.900 na época, e apostava no pacote de equipamentos e em seu motor 1.6 16v, que o vendedor insistia em dizer que era Toyota. Muito se fala, aliás, que o 620 é baseado na geração anterior do Corolla (antes de 2002). O carro não parecia ser muito ruim, mas não pude dirigi-lo por não terem ainda uma unidade de test-drive. Cheguei a fazer um texto para o Motorpasión na época, que viria atrair alguns interessados no carro. 100_5465
Tempos depois o 320 chegou. Conhecido por ser uma cópia do Mini Cooper, ou como diz o inglês Jeremy Clarkson, do Top Gear, “um Mini Cooper descrito pelo telefone”, apostava em seu aspecto simpático para conquistar os jovens. E lá fui eu conhece-lo… Portas desalinhadas e com fechamento difícil, costuras irregulares, plásticos mal encaixados… No fim, as impressões foram tão ruins que eu não escrevi nada sobre o carro. Se há mais pontos negativos que positivos eu prefiro ficar na minha. Vale lembrar que os Lifan 620 e 320 são montados no Uruguai, assim como o Chery Tiggo, e chegam sem pagar IPI de carro importado. Este ano não está bom para a Lifan. A matriz chinesa da Lifan decidiu assumir suas operações na América do Sul, tirando a Effa do negócio. Com isso dezenas de concessionárias foram fechadas, a fábrica de construiriam juntas suspensa e os lançamentos também. A semelhança entre 320 e Mini Cooper virou caso de justiça, e o chinês chegou a ter importação, distribuição, promoção proibidos (veja aqui)… O futuro da Lifan no Brasil por enquanto é uma dúvida.

JAC Motors

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A JAC Motors foi a última chinesa que iniciou suas operações no Brasil, em março de 2011, é a que melhor fez o dever de casa entre as conterrâneas. Por trás das operações no Brasil está o Grupo SHC, também importadora da Aston Martin e que comanda grande parte das concessionárias Citroën no Brasil. Destaques dos carros da JAC não são apenas os equipamentos, mas também a série de alterações dos modelos para o mercado brasileiro e a garantia de seis anos. A JAC não aumentou o preço de seus carros com o aumento do IPI, pelo contrário, até reduziu. Os primeiros modelos lançados por aqui foram J3 e J3 Turin, que são também os de maior sucesso, com média de 700 e 500 unidades vendidas mensalmente este ano, respectivamente. O J3 foi o modelo melhor avaliado pelo “Longa Duração” da Quatro Rodas nos últimos tempos, e muito disso devido ao bom atendimento da rede de concessionárias. CRL_7909_0 Após o J3 vieram a minivan J6 e o sedã médio J5. Mais caros, estes ainda tem participação modesta no mercado, com pouco mais de 200 unidades vendidas no mês passado, cada. Até o final do ano chega o subcompacto J2, que será seu modelo de entrada. De todas as fabricantes aqui citadas, a JAC Motors é a que tem melhor avaliação no site Reclame Aqui: “regular”, enquanto as outras ou não tem (Chana) ou recebem um “não recomendado” ou “ruim”. 93,2% das reclamações foram respondidas e 79,7% solucionadas.
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Interessante notar que todas as fabricantes chinesas ao menos uma vez responderam uma reclamação, ao contrário das grandes quatro grandes fabricantes. Das 10 mais vendidas, apenas Nissan, Toyota, Peugeot e Hyundai-CAOA respondem, tendo a Toyota a melhor reputação delas: “ruim”. Outra característica positiva da JAC Motors é que ela cede seus carros para a imprensa especializada com frequência, desde revistas a sites e blogs – ainda que nossas solicitações não tenham sido atendidas -, ou seja, confia em seu produto. A Chery até empresta, mas é mais restrita.

Outros casos:

Great Wall chegou a ter um importador em Brasília em 2008. Tão rápido apareceu como desapareceu. roewe-550_1024
Morris Garages (MG)
, de origem britânica, foi comprada por chineses e vende no Brasil carros de luxo fabricados na China. Até hoje só vi unidades de homologação. Shineray chegou vendendo motos e este ano passou a trazer utilitários. O site da marca se resume a especificações de seus carros e listas de concessionárias (normalmente revendas) em 2 arquivos em PDF. Haima, Brilliance, BYD e outras fabricantes chinesas já demonstraram interesse no mercado brasileiro, mas seus planos estão paralisados aguardando definições do governo em relação a carros importados.   Na verdade não há invasão chinesa no mercado automotivo. Não em proporções que justificassem a majoração do IPI para importados- que foi voltada para as fabricantes chinesas. As fabricantes chinesas sequer dominam seu próprio mercado! Outros setores da indústria, como o têxtil, de eletrodomésticos e de eletrônicos é que hoje necessitam desta “proteção” do governo. Mas é importante lembrar que em pouco tempo para elas se igualarem com fabricantes tradicionais no que diz respeito à qualidade.

por 29 de agosto de 2012 Chana, Changan, Chery, CN Auto, Effa, Haima, Jac, Lifan, Mercado, MG

Changan trará Mini Benni em 2012

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A Districar, responsável pelas operações da SsangYong e da Changan (ex-Chana) no Brasil, lançará no primeiro trimestre de 2012 o subcompacto Mini Benni, segundo o Carsale. Em seguida desembarcam o Alsvin hatch e o crossover CX20. De início, os três serão vendidos em 15 lojas exclusivas da Changan, mas também dividirão espaço com os utilitários da marca em outras 47. autowp.ru_chana_benben_mini_3
O Mini Benni chegará em duas versões de acabamento, GL e GLS, com preço até 20% maior que o previsto pela empresa no ano passado, que estimava o valor de R$ 29.900, por conta IPI. Seu motor é um 1.0 16V a gasolina, de 69 cavalos de potência, e câmbio mecânico de cinco marchas. Entre os equipamentos de série estarão direção eletro-hidráulica, ar-condicionado, airbag duplo, sistema de freios ABS, trio elétrico e CD Player MP3, entre outros. chana_cx20_001[8] Já o Benni, uma versão maior do modelo, foi descartada  e em seu lugar virá o crossover CX20. Este é equipado com motor 1,3 litros de 16 válvulas DOHC que desenvolve 63 cv de potência e 11,2 kgfm de torque. Na China ele conta com dois tipos de câmbio: manual de cinco velocidades e outro automático de quatro marchas. Ele contará com airbag duplo, freios com sistema ABS e EBD, direção hidráulica, trio elétrico, ar-condicionado, rádio CD-Player com MP3, faróis de neblina, etc.
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por 23 de dezembro de 2011 Chana, Changan

Districar também terá uma fábrica para todas as marcas que vende no Brasil

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Pelo visto ninguém quer ficar sem uma linha de montagem no Brasil. Como a Chery, Lifan e até a JAC Motors, agora é o Districar  quem quer produzir no País carros das marcas chinesas que representa por aqui: Haima, Chana e JMC. A importadora investirá R$ 300 milhões na fábrica que terá capacidade de produção de 60 mil unidades por ano. A Districar ainda está estudando o local que receberá a fábrica, que funcionará no regime CKD, ou seja, com peças vindas da China para se juntarem em um automóvel aqui.

Não há mais Chana!
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Outra novidade é que a Chana largará seu nome um tanto sugestivo. A partir deste mês será chamada Changan, como na China. Isso salvará a pele do compacto Benni Mini, que sairá por R$ 29.000, e do sedan médio Aslvin, que deve custar entre R$ 34.000 e R$ 39.000. Ambos chegarão em outubro. Fonte | Carsale

por 2 de agosto de 2011 Chana, Changan, Changue

Chana lançará utilitário-esportivo CX20 no Brasil em 2012

chana_cx20_001A Chana lançará ao Brasil em 2012 um utilitário-esportivo da marca Changan (montadora que “sustenta” a Chana na China), que também chega ao nosso país no ano que vem. Nomeado de CX20, o modelo é um compacto de cinco lugares e de porte um tanto quanto avantajado.
chana_cx20_005Com 3,90 metros de comprimento, 1,70 metros de largura e 1,57 de altura, o CX20 – que apesar de ser vendido pela Chana por aqui, não ostentará o logotipo da marca de utilitários leves – sendo um pouco menor do que o Ford EcoSport.
chana_cx20_002O motor provavelmente será um 1,3 litros de 16 válvulas DOHC que desenvolve 63 cv de potência e 11,2 kgfm de torque. Na China o Changan CX20 é comercializado em dois tipos de câmbio: manual de cinco velocidades e outro automático de quatro marchas.
chana_cx20_0071Assim como grande parte dos chineses vendidos no Brasil, o CX20 também será bem equipado de fábrica (quando comparado aos modelos brasileiros); haverá airbag duplo, freios com sistema ABS e EBD, direção hidráulica, trio elétrico, ar-condicionado, rádio CD-Player com MP3, faróis de neblina, etc.
chana_cx20_0061Fonte | Carsale

por 20 de junho de 2011 Brasil, Chana, Lançamentos

Galeria: chineses começam a espalhar 'colônias' no Brasil

cHERY- Salão do Automóvel (26) As chinesas chamaram muita atenção no Salão do Automóvel de São Paulo, que se encerra daqui a 2 horas. Não pelo design de seus carros, não pelos preços, mas porque são… Chinesas. Nomes como "Haima", "JAC", "Chana" e "Chery" chamavam atenção. É fato que muitos já soubessem que eram chinesas, mas os que desconheciam sua procedência ficavam curiosos pelos nomes que nunca estiveram presentes no Salão do Automóvel – pelo menos é o caso de algumas, e logo conheciam a fundo os novatos do mercado brasileiro. 100_6444 A Quatro Rodas de dezembro de 2005, na edição Top Ten, dizia que a China iria se tornar o maior fabricante de carros do mundo em pouco tempo. E hoje, o Brasil vê as montadoras da China entrando no mercado com uma maior expressividade, em meio a carros importados de mais diversos países, desde a Argentina até a Polônia. Os preços também chamaram a atenção – parecem bons custo x benefício: completos e mais baratos que os populares. Será que eles são tão bondosos e os carros custam absurdos? 100_6395 Esta segunda frase é uma pura verdade, mas o motivo é a desvalorização do Yuan, moeda chinesa, medida tomada pelo governo da China para fazer com que os preços das exportações caíssem para que os produtos pudessem competir com os dos outros países. Abaixo, segue a lista das montadoras que estiveram presentes no evento, suas atrações, quais realmente serão vendidos, preços, dados técnicos e, é claro, fotos dos stands.

Brilliance

100_6511 Uma das montadoras novatas no mercado brasileiro, a Brilliance pertence ao grupo CN Auto na China. A marca comercializará no Brasil 3 modelos inicialmente, sendo eles o hatch FRV, a variante fora de estrada FRV Cross e o sedan FSV. A marca pretende vender a perua Splendor, que foi exposta no Salão. 100_6513 Os preços partirão de R$ 55 mil, no caso do FRV Cross, que será equipado com um câmbio automático de 4 marchas e um motor 1.5 da Mitsubishi, que produz 104 cavalos. Já o sedan FSV custará algo em torno de R$ 70 mil, tendo o mesmo motor 1.5 da Mitsubishi. A perua Splendor chegará depois dos dois modelos, custando pelo menos R$ 75 mil.

Chana

cHANA Salão do Automóvel (15) A Chana desembarcou no Brasil no ano de 2007, com a van Family. Ela estabeleceu seus modelos em 2008, com outros modelos comerciais. A marca trouxe ao salão os hatches Benni Mini e Benni, o sedan Alsvin, o Alsvin hatch e a van Star. cHANA Salão do Automóvel (1) O Benni Mini deverá chegar custando cerca de 29 mil reais, já equipado com airbags e ABS, concorrendo com os populares e mais barato que outros chineses. O motor será um 1.0 de 51 cavalos. Já o Benni será um pouco maior, custando R$ 32 mil, com os mesmos equipamentos, mas com um motor 1.3 de 63 cavalos.  cHANA Salão do Automóvel (6) Já o Alsvin hatch custará R$ 35 mil, tendo um motor 1.5 de 16 válvulas, que gera 75 cavalos. Este mesmo motor equipa o Alsvin sedan. Ambos são completos – ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos, airbags duplos, freios ABS e câmbio automático de 4 marchas –, e custarão R$ 35 mil e 40.000 reais, respectivamente. cHANA Salão do Automóvel (21)

Chery

cHERY- Salão do Automóvel (1) Se era Tchéri ou Xéri, ninguém soube responder sobre a pronúncia. A principal atração da Chery não foi uma só. A montadora mais "chamativa" entre as chinesas, talvez pelo seu stand com o design limpo e simples, sua procedência desconhecida por muitos. cHERY- Salão do Automóvel (6) "Nunca ouvi falar desta marca" era uma frase muito dita. Outros pediam informações sobre concessionárias. Não havia um modelo em destaque, exceto pelo sedan G5. O hatch QQ chamou atenção pelo seu tamanho, e por lembrar bastante um Pokémon. Seu preço será em torno de R$ 23.900, já com equipamentos de segurança como ABS e airbags. Compete com populares, custando quase o mesmo que um Celta e um Clio – básicos. cHERY- Salão do Automóvel (20) Dos modelos que ainda não foram lançados e foram expostos no Salão, estão o compacto S18 – que será produzido no Brasil, o sedan G5, Tiggo automático o hatch Fulwin 2, o sedan Fulwin 2 e o crossover S18D.  cHERY- Salão do Automóvel (13) Cielo, Cielo Sedan, Face e Tiggo permanecem sem alterações, exceto o Tiggo, que ganhou a versão automática. O próximo modelo a ser lançado deverá ser o QQ, mas com uma incógnita: se terá motor flex quando for lançado. É melhor lançar logo após uma elaboração eficiente de um motor flex.

CN Auto

A CN Auto participou do Salão do Automóvel de 2008, e comercializa atualmente veículos comerciais, como a Towner e Topic. Do outro lado do mundo, elas tem nomes e marcas diferentes. Aqui no Brasil, o grupo CN Auto virou montadora. No Salão do Automóvel deste ano, a marca também expôs seus modelos utilitários, porém, introduziu a marca Brilliance, conforme você pôde verificar no início deste texto.

Effa

100_6500 A Effa deu pouca atenção para os veículos de passeio – o M100 destoava em meio a tantos utilitários. A marca parece apostar nos modelos de baixo custo. De novidades, estavam alguns veículos comerciais e a picape média Plutus. 100_6510 O M100 já foi apresentado ao público como "produzido pela Suzuki", medida tomada pela própria montadora japonesa para acrescentar qualidade ao veículo. Agora, o M100 custa R$ 25 mil, já completo, assim como a maioria dos chineses. Já a picape Plutus vem para brigar com as picapes médias. Não há preços definidos.

Haima

100_6380 A marca terá apenas 4 modelos a venda no Brasil. Um deles é o compacto Haima 2, que poderá ser equipado por um motor 1.3 ou 1.5. Seu preço deverá ficar em torno de 30 mil reais. Já o Haima 3 HB custará um pouco mais, tendo opções de motor 1.6 (com câmbio manual) ou 1.8 (câmbio automático). 100_6387 A versão sedan do Haima 3 contará com um motor 1.8, podendo ter o câmbio manual ou automático. Já o utilitário esportivo Haima 7 terá um motor 2.0 de 16 válvulas VVT, que gera 150 cavalos.  100_6543

JAC

100_6440 A JAC é a montadora chinesa menos chinesa do Salão. Com o perdão do trocadilho, explicamos. Esta é a montadora que o ex-presidente da Citroën Brasil, Sergio Habib, trará ao mercado brasileiro. Seus modelos partirão de R$ 37.900, com o hatch J3. Fica chato, mas repetiremos. Assim como os outros modelos chineses, o J3 (e os outros modelos da marca) serão equipados com airbags e freios ABS. 100_6420 Já o J3 Turin, o sedan, custará R$ 39.900. Ambos serão equipados com um motor 1.4 de 16 válvulas que gera 108 cavalos. O sedan médio J5 custará R$ 53.900, e, em relação ao J3, terá a mais retrovisor interno antiofuscante e um motor 1.5 que gera 106 cavalos. Uma unidade híbrida do modelo foi exposta. O compacto J2 esteve presente, mas estava trancado, pois ainda não foi adaptado ao consumidor brasileiro. É, o cliente sempre tem razão…  100_6441 Já a minivan J6 terá duas versões: uma com cinco e outra com sete lugares, custando, respectivamente, R$ 55.900 e R$ 57.900. Assim como os outros modelos, a minivan começará a ser vendida em março. 100_6413

Lifan

100_6592 A Lifan foi exposta junto da Effa. É a montadora "premium", com modelos mais sofisticados. A marca já vende alguns carros em terras tupiniquins. Um deles é o Lifan 620, um sedan compacto que custa R$ 39.990. 100_6596 Já o hatch 320 é uma cópia do Mini Cooper que, ironicamente, compete com os carros populares, custando R$ 29.900. A chinesa expôs também o hatch 320, que deverá concorrer com Punto e C3, e que deverá ser lançado no ano que vem, e o Lifan SUV. A Minivan também foi exposta, sendo uma mistura de veículo comercial com van para passageiros. 100_6599

MG

100_6446 Erramos ao dizer que a JAC era a marca chinesa menos chinesa do salão. A MG, que já foi inglesa, passou por uma transformação oriental após ser comprada por uma marca chinesa, mas permanece com o espírito inglês. Seu design não remete mais ao seu país de origem. 100_6449 Os modelos da marca que serão vendidos no Brasil serão todos de luxo, custando entre 60 mil e 90 mil. Os modelos são o 550, MG 6 e o 750 Turbo. Atualmente, somente o 990 é vendido no Brasil. A maioria dos modelos deverão ser lançados posteriormente. 100_6459

Fotos | Henrique Rodriguez

por 8 de novembro de 2010 Brilliance, Chana, Chery, CN Auto, Effa, Haima, Jac, MG

Chana Star chega no Salão de São Paulo

Chana Star_1 A Chana foi a primeira montadora chinesa a desembarcar no Brasil, e após 3 anos está preparando novidades para o Salão de São Paulo. Uma das novidades é a Chana Star, uma van para 9 passageiros equipada com motor 1.3 de 81cv e com ar-condicionado, direção hidráulica, travas e vidros elétricas de série. Chana Star_3 O resto da linha Chana atual – Chana Utility, Chana Cargo, Chana Cargo CE e Chana Cargo CD – será reestiizada e serão apresentados no salão paulista. As vendas começam logo em seguida. Chana Star_2

Fonte | Chana

por 15 de julho de 2010 Chana, Salão de São Paulo

Chana prepara lançamentos para 2011

chana-mini-benni Já faz uns 3 anos que a Districar dos carros da importadora oficial da chinesa Chana, vende pequenos utilitários no país. Entretanto, já está programado o lançamento de veículos de passeio da marca, que estarão expostos no Salão de São Paulo, no fim do ano. autowp.ru_chana_cv6_1 Os lançamentos serão o Alsvin, que vvirá nas versões hatch e sedã, e os compactos Benni e Benni Mini. O Benni Mini é o menor, com 3.50m de comprimento, 1.50m de largura e 1.40m de altura, equipado com um motor à gasolina 1.0 lde 51cv, e deverá custar à partir de R$ 29.000 (carinho, não?). chana-alsvin O Benni é um pouco maior, com 3.60m no comprimento, 1.60m de largura e 1.55m de altura, com motor 1.3 de 63cv. Seu preço deve partir de R$ 32.000. Ambos terão de série com ar-condicionado, airbag duplo frontal, trava e vidros elétricos, freios ABS e CD-Player com MP3. O câmbio é manual de 5 marchas. image Já os Alsvin, são um pouco maiores. Para efeito de comparação o hatch mede 4m de comprimento, 1.70 de largura e tem 1.40m de altura e partirá de R$ 35.000, e o sedã R$ 40.000. O motor é um 1.5 16V a gasolina de 72cv e o câmbio, automático de 4 marchas. De série, deverão vir com ar-condicionado, airbag duplo frontal, travas e vidros elétricos e freios ABS.

Fonte | carroonline

O sucesso das coreanas

0,,21456840-EX,00O crescimento avançado das marcas coreanas (como Kia e Hyundai) no Brasil, vem se mostrando cada vez maior nos últimos anos. As vendas se tornaram cada vez mais crescentes, devido a confiabilidade e o preço que as montadoras oferecem aos seus produtos. Vejamos as últimas jogadas da Kia: o Soul. Um crossover – se é que esse é realmente seu segmento – de desenho no mínimo diferente, mas bonito, em minha opinião, com preços bons (51.490 reais, preço de tabela), ótimos equipamentos, a garantia, e outros fatores. Os tempos mudaram, e realmente mudaram. E a maré está a favor das coreanas. O Cerato. Um sedan médio, podemos chamar assim, cujo preço parte de 47.900 reais, com um belo design, equipamentos chamativos e… A confiabilidade de uma coreana. Quem diria. cerato Não podemos deixar de lado a Hyundai. Apesar dos preços exorbitantes do i30, ela tem conseguido boas vendas. Em 12 dias, 957 unidades do Tucson foram vendidas, e 539 unidades do i30 foram vendidas. Como eu disse ao longo deste post, os fatores para esse sucesso foram o preço e as novidades, digamos assim, que abalaram ao mercado. O sucesso influenciou diretamente a outros fatores que também ajudaram, como o preço. A confiabilidade, já citada aqui, ajudou bastante. A confiabilidade de um carro coreano hoje não é a mesma que um proprietário de um Accent tinha há 14 anos atrás. Outra coreana presente no Brasil é a Ssangyong. Em contrapartida, ela não possui vendas significativas, talvez seja pelo design polêmico de seus carros, muito julgado por especialistas em design. O modelo mais caro da marca é o Rexton II 2.7, que custa 149.900 reais. SsangYong-Actyon_2006_800x600_wallpaper_03 Tem gente que apóia a Indústria nacional. Eu apóio também, mas sou totalmente a favor da vinda de carros como os da Kia e Hyundai. Por falar em importação… Enquanto as coreanas fazem a festa, os chineses não tem nada a comemorar. Marcas como Chana, CN Auto e Effa são imperceptíveis no mercado brasileiro. Além da fama de serem chineses, tem o fator da publicidade, onde a Kia e a Hyundai tem investido fortemente. As chinesas? Nem sonham. Sucesso às coreanas, e que venham mais investimentos, como fábricas no Brasil. Elas só tem a ganhar. E a crescer.

por 20 de setembro de 2009 Chana, CN Auto, Effa, Hyundai, Kia, Ponto de Vista, Ssangyong