Effa

Cinco anos de carros chineses no Brasil: como eles estão se saindo?

Por Henrique Rodriguez
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Comecei a escrever sobre automóveis no início de 2009. Àquela altura a participação de carros chineses no mercado brasileiro se resumia a veículos utilitários, como os Chana (hoje Changan) desde 2007 e os CN Auto desde o ano anterior. O único automóvel chinês por aqui era o Effa M100. A chamada “invasão chinesa” estava começando, e deveria atingir seu clímax dentro de poucos meses. Mas, particularmente, hoje o termo “invasão” soa exagerado. Ela não aconteceu como se esperava. No início eu percebia que os leitores estavam confiantes na proposta dos chineses, que prometiam mais conteúdo a preço mais acessível, e que apenas isso as faria mudar nosso mercado, com as fabricantes nacionais reduzindo o preço e aumentando o conteúdo de seus carros. Isso até terminou acontecendo, mas mais por exigência do consumidor. Pouquíssimos leitores diziam ter coragem de comprar um antes mesmo de conhecer o carro, por causa do estereótipo do “Made in China”. O brasileiro costuma formar estereótipos de carros por seu o país de origem – “francês é ruim, alemão é bom”. Um erro já com as fabricantes nacionais, cujos carros tem qualidade e características homogêneas. Em se tratando de carros chineses, a disparidade é muito maior, afinal, são quase uma centena, sempre descubro uma nova. Há os HiPhone e os iPhones, todos oriundos do mesmo lugar. Um não é bom, mas o outro é a coqueluche… Com o passar do tempo foram recorrentes os debates polarizados por custo e qualidade, sem considerar ainda a desconfiança. As informações sobre alguns modelos eram escassas. É muito mais fácil pesquisar na internet sobre um carro europeu do que um chinês, que eventualmente mudam de nome, ou tem eles escritos em logogramas. O que boa parte dos consumidores quer mesmo é opinião de quem já tem antes de se “arriscar”. É nessas horas que o brasileiro mostra sua face racional, e que na realidade não é tão aberto a novidades como se imagina. Para fazer um balanço sobre estes cinco anos de carros chineses no Brasil, só mesmo analisando caso-a-caso.

Chana/Changan

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Pioneira, a Chana iniciou suas operações no Brasil em 2007 pelas mãos da Districar (mesma que traz os SsangYong). Naquele ano foram 143 unidades emplacadas, o que correspondia a apenas 0,006% do mercado total de veículos de passeio e comerciais leves. Até havia planos de trazer carros de passeio, mas eles parecem ter sido suspensos por causa do IPI majorado para importados. O maior erro da Chana era seu nome, uma piada pronta que foi corrigida no ano passado, quando passou a atender por Changan. Até hoje as únicas reclamações que vi se deram por falta de peças para pronta entrega. No entanto, a primeira revisão se dá aos 1000 km, e é apenas uma inspeção para saber se tudo está “ok”. Ô confiança no produto…

Effa

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A Effa não é uma fabricante, ao contrário do que se pensa. Ela importa carros de alguns fabricantes chineses, como JMC, Hafei e Changhe, que é o caso (ou era) do M100. Este é, talvez, a maior piada do mercado automotivo dos últimos tempos, ou como dizia um engenheiro que foi meu professor “o leite glória do século XXI”. Vale lembrar que ele chegou com o título de “carro mais barato do Brasil”. Por problemas alfandegários, as primeiras unidades destinadas ao Brasil passaram meses se deteriorando no tempo. Na hora de iniciar as vendas isso não foi considerado, e a Revista Quatro Rodas incorporou um á sua frota do teste “Longa Duração”, que avalia não apenas os carros, mas também a rede de concessionárias por 60.000 km. A questão é que o teste foi interrompido aos 40 mil por julgarem que o carro não oferecia segurança para completar o resto do teste (Vídeo Quatro Rodas EFFA M100). O carro era tão ruim, que por questões contratuais no final de 2010 o M100 passou a ser produzido em fábrica da Suzuki na China, e isso só se deu após a fabricante japonesa intervir profundamente no projeto, inserindo novos conjunto de suspensões, radiador, bomba de combustível, bateria, coluna de direção e silenciador do escapamento. Estes já estão a venda no Brasil, só que por R$ 24.980 está longe de ser barato como deveria… Em sites de reclamações é possível encontrar donos de utilitários da Effa reclamando dos mais diversos problemas. Há algumas semanas um leitor nos mandou um e-mail relatando que os eletro injetores estão em falta, e quando tem cada um custa R$ 3.140. Ele precisava de quatro para seu carro. No fim das contas, a substituição custaria metade do valor do carro (!).

CN Auto

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A CN Auto é representante da chinesa Harbin Hafei no Brasil, onde vende desde 2008 o Jinbei Topic e o Hafei Towner. Eles não tem nada a ver com os Asia vendidos na década de 90, senão os nomes. A empresa obteve recentemente licença para produzir o Towner em Linhares (ES) a partir de 2014. O uso mais popular deles é de lotação, transporte escolar e de prestação de serviços. No Reclame Aqui, apesar de atender a 96,6 % das reclamações, apenas 57,9% foram solucionadas e a reputação da empresa é “ruim”. Matéria de ontem do Portal Vrum mostra caso de Topic de uso escolar que colidiu com árvore por freio ter falhado.

Chery

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A Chery desembarcou no Brasil há exatamente três anos sob a tutela da Venko Motors, do Grupo JLJ, cuja experiência se resumia basicamente ao ramo alimentício. O primeiro modelo foi o SUV Tiggo, tido como “semelhante demais” com o antigo Toyota RAV4. Meses depois vieram o compacto Face e o Cielo hatch e sedã, tidos como médios. Lembro que nas próprias fotos de divulgação do Cielo era possível ver nitidamente peças do painel mal encaixadas… cielo_sedan_ext_baixa_08
No ano passado chegaram ao Brasil modelos menores, o QQ e o S-18. Este último chegou a ter suas vendas suspensas dias após o lançamento por causa do pedal de freio, que entortou durante testes de revistas especializadas, e só voltou a ser vendido após a substituição da peça em todo o lote trazido, que deveria ter vindo com outra peça. Reclamações da Chery em sites para este fim estão ligadas à falta de peças e pneus, descumprimento de termos de garantia, e defeitos mecânicos recorrentes. Chegamos a relatar o caso de um Face que aguardava por um mero parafuso de roda havia mais de um mês.chery-face-2011-frente_1280
Hoje está nas mãos da matriz chinesa da Chery as operações no Brasil, e no ano que vem ela iniciará a fabricação de carros no Brasil na fábrica que constrói atualmente em Jacareí (SP). À Venko Motors restou as operações da Rely, submarca da Chery voltada para os utilitários, que chega ao Brasil em breve.

Lifan

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A Lifan chegou ao Brasil na primeira metade de 2010 trazida pelo Grupo Effa, com o sedã 620 e o hatch 320 (a famosa cópia do Mini Cooper), ainda hoje os únicos modelos que oferece no país. Cheguei a passar por uma concessionária da marca no caminho de casa duas vezes para conhecer os carros. Na primeira só havia o 620. Custava R$ 39.900 na época, e apostava no pacote de equipamentos e em seu motor 1.6 16v, que o vendedor insistia em dizer que era Toyota. Muito se fala, aliás, que o 620 é baseado na geração anterior do Corolla (antes de 2002). O carro não parecia ser muito ruim, mas não pude dirigi-lo por não terem ainda uma unidade de test-drive. Cheguei a fazer um texto para o Motorpasión na época, que viria atrair alguns interessados no carro. 100_5465
Tempos depois o 320 chegou. Conhecido por ser uma cópia do Mini Cooper, ou como diz o inglês Jeremy Clarkson, do Top Gear, “um Mini Cooper descrito pelo telefone”, apostava em seu aspecto simpático para conquistar os jovens. E lá fui eu conhece-lo… Portas desalinhadas e com fechamento difícil, costuras irregulares, plásticos mal encaixados… No fim, as impressões foram tão ruins que eu não escrevi nada sobre o carro. Se há mais pontos negativos que positivos eu prefiro ficar na minha. Vale lembrar que os Lifan 620 e 320 são montados no Uruguai, assim como o Chery Tiggo, e chegam sem pagar IPI de carro importado. Este ano não está bom para a Lifan. A matriz chinesa da Lifan decidiu assumir suas operações na América do Sul, tirando a Effa do negócio. Com isso dezenas de concessionárias foram fechadas, a fábrica de construiriam juntas suspensa e os lançamentos também. A semelhança entre 320 e Mini Cooper virou caso de justiça, e o chinês chegou a ter importação, distribuição, promoção proibidos (veja aqui)… O futuro da Lifan no Brasil por enquanto é uma dúvida.

JAC Motors

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A JAC Motors foi a última chinesa que iniciou suas operações no Brasil, em março de 2011, é a que melhor fez o dever de casa entre as conterrâneas. Por trás das operações no Brasil está o Grupo SHC, também importadora da Aston Martin e que comanda grande parte das concessionárias Citroën no Brasil. Destaques dos carros da JAC não são apenas os equipamentos, mas também a série de alterações dos modelos para o mercado brasileiro e a garantia de seis anos. A JAC não aumentou o preço de seus carros com o aumento do IPI, pelo contrário, até reduziu. Os primeiros modelos lançados por aqui foram J3 e J3 Turin, que são também os de maior sucesso, com média de 700 e 500 unidades vendidas mensalmente este ano, respectivamente. O J3 foi o modelo melhor avaliado pelo “Longa Duração” da Quatro Rodas nos últimos tempos, e muito disso devido ao bom atendimento da rede de concessionárias. CRL_7909_0 Após o J3 vieram a minivan J6 e o sedã médio J5. Mais caros, estes ainda tem participação modesta no mercado, com pouco mais de 200 unidades vendidas no mês passado, cada. Até o final do ano chega o subcompacto J2, que será seu modelo de entrada. De todas as fabricantes aqui citadas, a JAC Motors é a que tem melhor avaliação no site Reclame Aqui: “regular”, enquanto as outras ou não tem (Chana) ou recebem um “não recomendado” ou “ruim”. 93,2% das reclamações foram respondidas e 79,7% solucionadas.
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Interessante notar que todas as fabricantes chinesas ao menos uma vez responderam uma reclamação, ao contrário das grandes quatro grandes fabricantes. Das 10 mais vendidas, apenas Nissan, Toyota, Peugeot e Hyundai-CAOA respondem, tendo a Toyota a melhor reputação delas: “ruim”. Outra característica positiva da JAC Motors é que ela cede seus carros para a imprensa especializada com frequência, desde revistas a sites e blogs – ainda que nossas solicitações não tenham sido atendidas -, ou seja, confia em seu produto. A Chery até empresta, mas é mais restrita.

Outros casos:

Great Wall chegou a ter um importador em Brasília em 2008. Tão rápido apareceu como desapareceu. roewe-550_1024
Morris Garages (MG)
, de origem britânica, foi comprada por chineses e vende no Brasil carros de luxo fabricados na China. Até hoje só vi unidades de homologação. Shineray chegou vendendo motos e este ano passou a trazer utilitários. O site da marca se resume a especificações de seus carros e listas de concessionárias (normalmente revendas) em 2 arquivos em PDF. Haima, Brilliance, BYD e outras fabricantes chinesas já demonstraram interesse no mercado brasileiro, mas seus planos estão paralisados aguardando definições do governo em relação a carros importados.   Na verdade não há invasão chinesa no mercado automotivo. Não em proporções que justificassem a majoração do IPI para importados- que foi voltada para as fabricantes chinesas. As fabricantes chinesas sequer dominam seu próprio mercado! Outros setores da indústria, como o têxtil, de eletrodomésticos e de eletrônicos é que hoje necessitam desta “proteção” do governo. Mas é importante lembrar que em pouco tempo para elas se igualarem com fabricantes tradicionais no que diz respeito à qualidade.

por 29 de agosto de 2012 Chana, Changan, Chery, CN Auto, Effa, Haima, Jac, Lifan, Mercado, MG

Lifan desfaz acordo com o Grupo Effa

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Representada no Brasil desde 2010 pelo Grupo Effa, a chinesa Lifan decidiu assumir suas operações na América do Sul. Segundo o R7, a fábrica que as duas anunciaram que iriam construir no Brasil, anunciada em janeiro, bem como a ampliação da linha de montagem no Uruguai, são investimentos que correm o risco de não saírem do papel. O Grupo Effa, que pertence ao empresário uruguaio Eduardo Effa, deverá continuar importando veículos de outras marcas chinesas, como Changan (M100), Hafei (Towner) e Jinbei (Topic). Agora a Effa espera uma indenização dos chineses para entregar a fábrica no Uruguai e sua operação no Brasil. Outros efeitos dessa mudança de comandos foi o adiamento do lançamento do SUV X60, que seria em agosto e porderá acontecer apenas em 2013, e a ausência da Lifan no Salão do Automóvel, pelo espaço ter sido alugado pela Effa. Fonte | R7

por 19 de junho de 2012 Brasil, Effa, Lifan

Lifan e Effa anunciam investimentos na América do Sul que incluem fábrica no país

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Um acordo assinado na cidade de Congqing, na China, oficializou a intenção da Lifan e da Effa de fincarem raízes no Brasil. Um joint-venture foi formado entre a marca e a Effa, que é a sua administradora. Com isso, foi formada a Lifan Motors do Brasil, que atuará em toda a América do Sul. Desta aliança, frutos como a criação de uma fábrica no país e a ampliação da fábrica já existente no Uruguai irão beneficiar ambas as montadoras. Um investimento de 120 milhões de dólares será aplicado na ampliação da fábrica uruguaia, que passará a produzir 50 mil modelos por ano, 30 mil a mais do que a produção atual. Já a fábrica brasileira não teve valores divulgados, mas espera-se que ela produza 100 mil unidades anuais. Apesar de não estar claro, é muito provável que esta fábrica produza também veículos da Effa. Com isso, quatro novos modelos serão lançados no Brasil e, muito provavelmente, serão produzidos por aqui. São eles o 520, um hatch maior que o 320, e que inclusive esteve no Salão de São Paulo de 2010, o crossover X60 e o utilitário Foison em suas versões picape e van. A Lifan prevê a construção de mais 50 concessionárias pelo Brasil, atingindo, no total, 100 revendas, abrangendo todas as capitais brasileiras, além das principais cidades. Não há dados sobre a expansão da rede da Effa, que possui pelo menos 73 autorizadas ao redor do Brasil. Sua expansão em cidades do interior também contribuiu para a sua popularização. Não se sabe se a produção em território brasileiro irá contribuir para uma qualidade de acabamento superior. Isso ainda é uma incógnita, haja vista que nenhuma montadora chinesa possui fábricas operando no Brasil por enquanto. Apesar disso, os Lifan são produzidos no Uruguai, país vizinho do Brasil, e a qualidade de produção não é criticada, apesar do acabamento não ser de primeiro mundo. Se esses quesitos melhorarem, ela terá argumentos suficientes no mercado.

Com informações da Car and Driver Brasil
por 19 de janeiro de 2012 Brasil, Effa, Lifan

Lifan poderá ter fábrica no estado de Goiás

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O estado de Goiás pode ganhar mais uma fábrica em seu estado. Após negociações frustradas com com a JAC Motors – que decidiu escolher a Bahia – o governo do estado está em tratativas, que parecem avançar, com a chinesa Lifan. A montadora do grupo Effa Motors, que já tem uma fábrica no Uruguai, pode fechar com o governo goiano e erguer sua fábrica na região centro-oeste. Lifan 320 [2]
A fábrica da montadora ficaria em Anápolis (48 km de Goiânia e 139 km de Brasília) e seria responsável pela produção do Lifan 320, conhecido por linhas inspiradas no britânico Mini Cooper, com a capacidade de 10 mil unidades anuais do modelo. O modelo que é fabricado no Uruguai chega ao Brasil custando R$ 29.980, e não vai sofrer aumento de IPI por ser produzido no país vizinho. O investimento total será de US$ 100 milhões na primeira das três unidades em que o grupo estaria disposto à investir no país. lifan-320-oficial-03
O estado pode ter a chance de se tornar o polo automotivo da região, já que conta com unidades do Grupo CAOA (que produzem caminhões HR e o Tucson, da Hyundai) além da nipônica Mitsubishi, que produz os modelos Triton, Pajero Dakar, L200 Sport, Pajero TR4 e que deve receber um investimento de R$ 1 bilhão para os próximos cinco anos. Além dessas montadoras, a Suzuki deverá inaugurar no final de 2012 uma fábrica em Itumbiara (204 km de Goiânia) que ficará responsável por montar o jipinho Jimny. effa-m100-novo-02
Logo no início de 2012, o grupo espera reativar a planta amazonense, que fica na capital Manaus, que foi construída em 2009 e está parada por problemas de logística. A unidade, após a sua reativação, deverá trabalhar em regime de CKD (carros apenas montados, com peças vindas de outras unidades fabris) em alguns modelos do grupo. O terceiro forte investimento da marca no país ainda não tem local definido, mas deve ser responsável pela produção do hatch M100. Fonte | MotorDream

por 7 de dezembro de 2011 Brasil, Effa, Fábricas

Effa reestiliza modelos e anuncia fábricas no Brasil

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A Effa Motors levou para a Fenatran, que acontece até o próximo dia 28 em São Paulo sua nova linha de veículos comerciais fornecidos pela chinesa Hafei. Entre eles estão a Picape Start L (nas versões cabine simples e dupla) e a Van Start, que chegam agora reestilizados. Durante o evento a empresa anunciou uma linha de montagem no Brasil que já entrará em operação no ano que vem. effa-hafei-picape-start-l-cabine-simples-7
Agora utilitários pequenos tem faróis maiores e nova grade dianteira. A importadora ainda garante que o acabamento está melhor. A Picape Start L Cabine Dupla teve sua capacidade ampliada de 750 kg para 940 kg (carga + ocupantes) na nova versão. O mesmo aconteceu na nova Van Start, que agora pode carregar 605 kg de carga, contra 570 kg da versão anterior. O motor é o mesmo 1.0 litro que desenvolve 46 cv de potência (a 5.000 rpm) e 7,4 kgfm de torque (a 3.500 rpm). Os preços ficam em R$ 27.000 para a Picape Start L Cabine Simples, R$ 30.500 para a Start L Cabine Dupla e R$ 31.500 para a Van Start.
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A Effa também apresenta o N601, um caminhão leve com capacidade de três toneladas produzido pela marca Jiangling Motors Corporation (JMC). Ele custa R$ 59.000 e conta com cabine escamoteável, que facilita o acesso ao motor, travas elétricas, ar-condicionado, direção hidráulica, espelho retrovisor interno anti-ofuscante, vidros elétricos, rádio com CD player e barras de proteção contra impactos laterais. O motor é um Isuzu 2.8 Turbo Intercooler que entrega 115 cv de potência (a 3.600 rpm) e 28,5 kgfm de torque (a 2.000 rpm). A transmissão é manual, de cinco marchas.

Fábricas no Brasil
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Representante das marcas Effa e Lifan, o Grupo Effa, decidiu iniciar a produção de seus veículos no Brasil no primeiro semestre de 2012 em fábrica própria localizada em Manaus, AM, abandonada há dois anos por problemas de logística.  Está confirmado que ela começa a produzir no ano as duas versões da Picape Start. Mais tarde a empresa planeja a construção de mais uma fábrica, dessa vez para produzir o hatch compacto M100, que no ano que vem será reestilizado.

por 26 de outubro de 2011 Effa, Lançamentos, Segredos

Galeria: chineses começam a espalhar 'colônias' no Brasil

cHERY- Salão do Automóvel (26) As chinesas chamaram muita atenção no Salão do Automóvel de São Paulo, que se encerra daqui a 2 horas. Não pelo design de seus carros, não pelos preços, mas porque são… Chinesas. Nomes como "Haima", "JAC", "Chana" e "Chery" chamavam atenção. É fato que muitos já soubessem que eram chinesas, mas os que desconheciam sua procedência ficavam curiosos pelos nomes que nunca estiveram presentes no Salão do Automóvel – pelo menos é o caso de algumas, e logo conheciam a fundo os novatos do mercado brasileiro. 100_6444 A Quatro Rodas de dezembro de 2005, na edição Top Ten, dizia que a China iria se tornar o maior fabricante de carros do mundo em pouco tempo. E hoje, o Brasil vê as montadoras da China entrando no mercado com uma maior expressividade, em meio a carros importados de mais diversos países, desde a Argentina até a Polônia. Os preços também chamaram a atenção – parecem bons custo x benefício: completos e mais baratos que os populares. Será que eles são tão bondosos e os carros custam absurdos? 100_6395 Esta segunda frase é uma pura verdade, mas o motivo é a desvalorização do Yuan, moeda chinesa, medida tomada pelo governo da China para fazer com que os preços das exportações caíssem para que os produtos pudessem competir com os dos outros países. Abaixo, segue a lista das montadoras que estiveram presentes no evento, suas atrações, quais realmente serão vendidos, preços, dados técnicos e, é claro, fotos dos stands.

Brilliance

100_6511 Uma das montadoras novatas no mercado brasileiro, a Brilliance pertence ao grupo CN Auto na China. A marca comercializará no Brasil 3 modelos inicialmente, sendo eles o hatch FRV, a variante fora de estrada FRV Cross e o sedan FSV. A marca pretende vender a perua Splendor, que foi exposta no Salão. 100_6513 Os preços partirão de R$ 55 mil, no caso do FRV Cross, que será equipado com um câmbio automático de 4 marchas e um motor 1.5 da Mitsubishi, que produz 104 cavalos. Já o sedan FSV custará algo em torno de R$ 70 mil, tendo o mesmo motor 1.5 da Mitsubishi. A perua Splendor chegará depois dos dois modelos, custando pelo menos R$ 75 mil.

Chana

cHANA Salão do Automóvel (15) A Chana desembarcou no Brasil no ano de 2007, com a van Family. Ela estabeleceu seus modelos em 2008, com outros modelos comerciais. A marca trouxe ao salão os hatches Benni Mini e Benni, o sedan Alsvin, o Alsvin hatch e a van Star. cHANA Salão do Automóvel (1) O Benni Mini deverá chegar custando cerca de 29 mil reais, já equipado com airbags e ABS, concorrendo com os populares e mais barato que outros chineses. O motor será um 1.0 de 51 cavalos. Já o Benni será um pouco maior, custando R$ 32 mil, com os mesmos equipamentos, mas com um motor 1.3 de 63 cavalos.  cHANA Salão do Automóvel (6) Já o Alsvin hatch custará R$ 35 mil, tendo um motor 1.5 de 16 válvulas, que gera 75 cavalos. Este mesmo motor equipa o Alsvin sedan. Ambos são completos – ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos, airbags duplos, freios ABS e câmbio automático de 4 marchas –, e custarão R$ 35 mil e 40.000 reais, respectivamente. cHANA Salão do Automóvel (21)

Chery

cHERY- Salão do Automóvel (1) Se era Tchéri ou Xéri, ninguém soube responder sobre a pronúncia. A principal atração da Chery não foi uma só. A montadora mais "chamativa" entre as chinesas, talvez pelo seu stand com o design limpo e simples, sua procedência desconhecida por muitos. cHERY- Salão do Automóvel (6) "Nunca ouvi falar desta marca" era uma frase muito dita. Outros pediam informações sobre concessionárias. Não havia um modelo em destaque, exceto pelo sedan G5. O hatch QQ chamou atenção pelo seu tamanho, e por lembrar bastante um Pokémon. Seu preço será em torno de R$ 23.900, já com equipamentos de segurança como ABS e airbags. Compete com populares, custando quase o mesmo que um Celta e um Clio – básicos. cHERY- Salão do Automóvel (20) Dos modelos que ainda não foram lançados e foram expostos no Salão, estão o compacto S18 – que será produzido no Brasil, o sedan G5, Tiggo automático o hatch Fulwin 2, o sedan Fulwin 2 e o crossover S18D.  cHERY- Salão do Automóvel (13) Cielo, Cielo Sedan, Face e Tiggo permanecem sem alterações, exceto o Tiggo, que ganhou a versão automática. O próximo modelo a ser lançado deverá ser o QQ, mas com uma incógnita: se terá motor flex quando for lançado. É melhor lançar logo após uma elaboração eficiente de um motor flex.

CN Auto

A CN Auto participou do Salão do Automóvel de 2008, e comercializa atualmente veículos comerciais, como a Towner e Topic. Do outro lado do mundo, elas tem nomes e marcas diferentes. Aqui no Brasil, o grupo CN Auto virou montadora. No Salão do Automóvel deste ano, a marca também expôs seus modelos utilitários, porém, introduziu a marca Brilliance, conforme você pôde verificar no início deste texto.

Effa

100_6500 A Effa deu pouca atenção para os veículos de passeio – o M100 destoava em meio a tantos utilitários. A marca parece apostar nos modelos de baixo custo. De novidades, estavam alguns veículos comerciais e a picape média Plutus. 100_6510 O M100 já foi apresentado ao público como "produzido pela Suzuki", medida tomada pela própria montadora japonesa para acrescentar qualidade ao veículo. Agora, o M100 custa R$ 25 mil, já completo, assim como a maioria dos chineses. Já a picape Plutus vem para brigar com as picapes médias. Não há preços definidos.

Haima

100_6380 A marca terá apenas 4 modelos a venda no Brasil. Um deles é o compacto Haima 2, que poderá ser equipado por um motor 1.3 ou 1.5. Seu preço deverá ficar em torno de 30 mil reais. Já o Haima 3 HB custará um pouco mais, tendo opções de motor 1.6 (com câmbio manual) ou 1.8 (câmbio automático). 100_6387 A versão sedan do Haima 3 contará com um motor 1.8, podendo ter o câmbio manual ou automático. Já o utilitário esportivo Haima 7 terá um motor 2.0 de 16 válvulas VVT, que gera 150 cavalos.  100_6543

JAC

100_6440 A JAC é a montadora chinesa menos chinesa do Salão. Com o perdão do trocadilho, explicamos. Esta é a montadora que o ex-presidente da Citroën Brasil, Sergio Habib, trará ao mercado brasileiro. Seus modelos partirão de R$ 37.900, com o hatch J3. Fica chato, mas repetiremos. Assim como os outros modelos chineses, o J3 (e os outros modelos da marca) serão equipados com airbags e freios ABS. 100_6420 Já o J3 Turin, o sedan, custará R$ 39.900. Ambos serão equipados com um motor 1.4 de 16 válvulas que gera 108 cavalos. O sedan médio J5 custará R$ 53.900, e, em relação ao J3, terá a mais retrovisor interno antiofuscante e um motor 1.5 que gera 106 cavalos. Uma unidade híbrida do modelo foi exposta. O compacto J2 esteve presente, mas estava trancado, pois ainda não foi adaptado ao consumidor brasileiro. É, o cliente sempre tem razão…  100_6441 Já a minivan J6 terá duas versões: uma com cinco e outra com sete lugares, custando, respectivamente, R$ 55.900 e R$ 57.900. Assim como os outros modelos, a minivan começará a ser vendida em março. 100_6413

Lifan

100_6592 A Lifan foi exposta junto da Effa. É a montadora "premium", com modelos mais sofisticados. A marca já vende alguns carros em terras tupiniquins. Um deles é o Lifan 620, um sedan compacto que custa R$ 39.990. 100_6596 Já o hatch 320 é uma cópia do Mini Cooper que, ironicamente, compete com os carros populares, custando R$ 29.900. A chinesa expôs também o hatch 320, que deverá concorrer com Punto e C3, e que deverá ser lançado no ano que vem, e o Lifan SUV. A Minivan também foi exposta, sendo uma mistura de veículo comercial com van para passageiros. 100_6599

MG

100_6446 Erramos ao dizer que a JAC era a marca chinesa menos chinesa do salão. A MG, que já foi inglesa, passou por uma transformação oriental após ser comprada por uma marca chinesa, mas permanece com o espírito inglês. Seu design não remete mais ao seu país de origem. 100_6449 Os modelos da marca que serão vendidos no Brasil serão todos de luxo, custando entre 60 mil e 90 mil. Os modelos são o 550, MG 6 e o 750 Turbo. Atualmente, somente o 990 é vendido no Brasil. A maioria dos modelos deverão ser lançados posteriormente. 100_6459

Fotos | Henrique Rodriguez

por 8 de novembro de 2010 Brilliance, Chana, Chery, CN Auto, Effa, Haima, Jac, MG

Effa M100 passa a ser fabricado pela Suzuki e recebe melhorias

Effa M100 (1) O Effa M100 chegou ao Brasil em 2008 como o carro mais barato do país, mas logo sua qualidade foi alvo de críticas por várias revistas automotivas. A montadora Changhe é que fabricava o modelo, mas ela decidiu fabricar aviões e a Suzuki, sua parceira na China, assumiu a produção do pequeno M100. Com isso, a Suzuki realizou várias melhorias no modelo, para o adequar ao seu controle de qualidade. Suspensões, radiador, bomba de combustível, bateria, coluna de direção e o silenciador do escapamento são de novos fornecedores e o sistema de travamento das portas e faróis foram melhorados. Agora o Effa M100 chega ao país com novidades, como direção elétrica, rodas de liga leve e acionamento elétrico dos vidros nas quatro portas (até então oferecidos só na dianteira). Ar-condicionado, faróis de neblina e travamento central das portas também são ítens de série. O motor é o mesmo 1.0 de 47cv da Suzuki. Vendido em versão única, agora o M100 passa a custar R$ 25.980.

por 15 de outubro de 2010 Brasil, Effa, Lançamentos

Lifan 620 custará R$ 39.980 no Brasil

autowp.ru_lifan_620_1 Os amigos do blog Pit Stop tiveram acesso a uma propaganda do Lifan 620 veículada no jornal baiano Correio. A marca parecer ter, enfim, chegado ao Brasil, e no anúcio é informado o preço; R$ 39.980, com ar-condicionado, freios ABS, airbag duplo e algumas novidades, dentre elas faróis dianteiros com LED’s. autowp.ru_lifan_620_5 Mas há uma ressalva. O modelo é fabricado na China e montado em regime CKD no Uruguai, o que parece ser o motivo pela tarifação de R$ 3.500 de frete. Com isso o preço sobe para R$ 43.480, um pouco mais caro que o Chery Cielo; outro chinês de porte médio, que custa R$ 43.400 já com frete incluso. O motor é um 1.6 a gasolina de 104cv. lifan_620_sedan_interior A Lifan chega pelas mãos da Effa, que vende o M100 e alguns pequenos utilitários no país desde 2008. Em breve a marca deve trazer o hatch 320 com motor 1.3 16v de 72cv, conhecido por ser um “clone” do MINI Cooper. Os dois devem aparecer no Salão de São Paulo. O 620 esteve na edição de 2008. lifan-320-1lifan620

Fonte | Pit Stop

por 4 de agosto de 2010 Brasil, Effa, Lifan, Salão de São Paulo

Effa M100 deixa de ser importado para o Brasil para voltar remodelado em setembro

M100 A história do M100 é complicada: lançado por aqui por volta de 2008, o modelo foi alvo de críticas por várias revistas automotivas. Agora, a Changhe, que fabrica o modelo "mais barato do Brasil" na China, desistiu do mercado automobilístico e irá produzir aviões. A Changhe foi para as mãos da China Aviation, que por sinal, controla a Hafei Auto. Porém, a Hafei não demonstrou interesse em fabricar o M100. A Suzuki ficou com o compromisso, já que ela e a Changhe mantiam algumas parcerias na China. O novo M100 será produzido em uma fábrica da Suzuki na China, após passar por mudanças estéticas e na qualidade do carro, que não agradou à Suzuki. Oficialmente, o M100 deixou de ser importado para o Brasil. O último lote, de 220 unidades, já foi vendido. O modelo voltará em dezembro, com as melhorias ditas acima, com previsão de 1.200 unidades desembarcando no país em um período de três meses.

Fonte | Motorpasión

por 25 de junho de 2010 Changue, Effa, Suzuki

Effa diminui preço do Hafei Picape

Effa A linha 2010 das picapes da montadora chinesa Effa Motors sofreu um reajuste de 6,8% no preço, que abaixou. Agora, o modelo Hafei Picape custa R$ 20.480, R$ 1.500 reais a menos. Já o modelo Hafei Picape com cabine estendida custava R$ 22.480, e agora sai por R$ 21.680, R$ 800 a menos. Eduardo Effa, presidente da empresa, explica: "Não se trata de uma promoção. Nossos volumes de importação em 2010 serão bem superiores aos de 2009 e, com isso, conseguimos negociar preços mais atraentes com o fabricante". No ano passado, foram vendidos 564 utilitários da Effa. A empresa tem planos mais ambiciosos para 2010: "Vamos vender mais de 3000 utilitários no país em 2010, sendo 70% picapes". O modelo Hafei Picape possui apenas uma motorização como opção, um 1.0 de 47 cv. Apenas a versão cabine simples está disponível, mas outras duas opções de carroceria estão disponíveis: a standart, com capacidade de carga de 620 kg, e a estendida, com capacidade de carga de 760 kg.

Fonte | Interpress Motor

por 5 de março de 2010 Effa