Opinião

‘Apertem os Cintos’ é a nova websérie do Primeira Marcha

O canal do Primeira Marcha no YouTube acaba de estrear a nova websérie “Apertem os Cintos”. A cada episódio, os jornalistas Fabio Perrota Jr., Fernando Miragaya e Leaondro Eiró farão um debate descontraído sobre um carro diferente.

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por 1 de agosto de 2017 Avaliação, Opinião, Volkswagen

A Rolha cega e o trânsito – A face caótica das nossas vias

Nosso trânsito tem problemas e você pode ser um deles

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Gostaria de não precisar de escrever um texto que tratasse de problemas – afinal, fazer a Pergunta da Semana e tratar de coisas desconhecidas é sempre mais legal até para mim. Entretanto, essa matéria é também um grito de alerta para você, motorista como eu. Porque aqui trataremos do trânsito nas grandes cidades, bem como as doenças endêmicas dele e das possíveis soluções mitigar os problemas. Para tal, vamos fazer um rápido panorama social do nosso sistema viário. Leia mais ›

por 8 de maio de 2016 Opinião, Ponto de Vista, Segurança, Trânsito

Pensata | Por que não gosto de SUVs?

A outra face dos carros que pagam de valentões no trânsito

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Não, eu não gosto de SUVs. E sim, tenho um na garagem. Mas não queria tê-lo. E, de quebra, adoro utilitários. Não parece uma coisa com muito nexo em um primeiro momento, não é? Mas vou prosseguir para que tudo fique mais claro.

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por 27 de dezembro de 2015 Brasil, Mercado, Opinião

A dinâmica refinada e a simplicidade

Esqueça a eletrônica: um carro bom de chão é simples

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Vivemos numa época afetada pela ideia de que o maior é melhor. Tamanhos disformes, pesos excessivos e complexidade eletrônica criam dilemas. Consertar aquele celular mais versátil que seu computador e com tela grande o suficiente para criar um cinema em cidades interioranas poderá ser tão caro quanto comprar outro. A tecnologia que auxilia na durabilidade dos equipamentos também está ligada à obsolescência programada. E em breve isso poderá afetar seu carro.

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por 14 de novembro de 2015 Artigo, Opinião, Ponto de Vista, Tecnologia

Salvem os carros de duas portas!

Em 20 anos opção de duas portas ficou restrita a populares e carros de luxo

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Nós, brasileiros, precisamos reaprender a gostar de carros com duas portas. Em algum momento da década de 90 todo e qualquer preconceito com carros quatro portas desenvolvido desde que os primeiros automóveis chegaram ao Brasil desapareceu, e logo a exceção virou regra. Hoje, encontrar um compacto ou um carro médio com duas portas na gama de alguma fabricante é tão difícil quanto era ver um de  quatro portas na décadas de 60, 70 e 80. 1975_PASSAT
Sorte de quem hoje tem um Passat, TL, Chevette, Maverick, Brasilia ou mesmo Voyage quatro portas. Se já não eram comuns em sua época, hoje menos ainda. O consumidor simplesmente não os queria, a ponto de serem menos valorizados que seus equivalentes de duas portas. Acusavam a maior facilidade para roubar o carro, afinal, não havia trava central. Já meu avô, que só teve carros duas portas, diz que os de quatro “tem duas portas a mais para dar problema”. Em suma, o problema era o medo.
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Carros de quatro portas apenas eram aceitos entre os carros de luxo, como Opala, Del Rëy, Landau, Galaxie, JK e Dart. Mas ainda assim eles tinham versão de duas portas! O mais curioso é que eram tempos exatamente opostos ao nosso.
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Talvez tenha sido a comodidade que as quatro portas garantem, ou mesmo o surgimento das travas automáticas e do alarme, o que motivou sua popularização anos depois. Mas até isso acontecer…1233506_722837711063287_500308685_n
Os anos 90 ainda teve casos peculiares, como a Ipanema quatro portas, Vitara de duas e quatro portas, a Parati G2 que só foi ter versão de quatro portas tardiamente, a dupla Logus e Pointer,  na qual o sedã só era vendido com duas portas e o hatchcom quatro. Mas pelo menos naquela época os esportivos ainda seguiam os bons costumes, sendo vendidos apenas com duas portas – Pointer GTI é um caso a parte, claro. Mudanças já eram notadas, como na linha dos inovadores Corsa e Palio. Estes tinham versões de duas portas, mas seus derivados não.
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A substituição de alguns modelos agravava a situação. Ao contrário do Escort, o Focus não tinha versão de duas portas no Brasil. Versões duas portas do Golf eram mais comuns quando era importado do México, mas ao se tornar nacional houve apenas a versão limitada VR6 com esta carroceria, fora duas unidades do GTI feitas sob encomenda. A Fiat chegou a cogitar a importação do Bravo (que na época era um Brava com duas portas), mas desistiu. A Chevrolet ao menos manteve o Astra com duas portas até 2008.
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Hoje, nem mesmo os novo Palio possui versão de duas portas, e o novo Gol levou 5 anos para ter a sua. O Ka luta para manter os bons costumes sendo oferecido apenas com duas portas, mas já com os dias contados – e substituto terá apenas carroceria de quatro portas. O Renault Clio ainda mantém a opção de carroceria, assim como Celta, Gol, Fox, Palio Fire e Uno, mas este último apenas para a versão básica. Não é que a Fiat lançou o Uno Sporting com duas e quatro portas e um ano depois descontinuou a de duas portas? Carro de quatro portas não é esportivo! Uno Sporting 2p será carro de colecionador em 30 anos, anote aí!
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Em algum lugar do passado esqueceram que carros de duas portas são mais leves, e, consequentemente, mais econômicos. Também são mais práticos para a grande maioria que quase sempre dirige sozinho ou com mais alguém do lado, tem acesso facilitado a pessoas de maior estatura pelas portas serem maiores, e, eventualmente, tem maior rigidez torciona. Os de duas portas também são mais bonitos, principalmente os cupês, hoje quase extintos no Brasil. A questão realmente é: porque não oferecem as duas opções de carroceria e deixam o consumidor escolher? Essa você responde, caro leitor.
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por 13 de setembro de 2013 Brasil, Mercado, Opinião

O que o consumidor brasileiro finge que não vê

Até que ponto o consumidor vai permitir ser enganado? Novo-Toyota-Corolla-2012-2
Por Douglas Lemos* Existem diversas entidades que são responsáveis por avaliar a segurança passiva dos veículos automotores, que visa diminuir os riscos aos passageiros quando um acidente é iminente. Entre elas, estão a Euro NCAP – European New Car Assessment Programme, em português Programa de Avaliação de Veículos Novos na Europa – que é a entidade máxima responsável por estes testes no continente europeu e a Latin NCAP, com a mesma função na América Latina.

Segundo levantamento da instituição responsável pelo controle de segurança dos veículos na América Latina, os carros vendidos nos mercados latinos estão, em relação aos mercados industrializados, 20 anos atrasados no quesito segurança, além de se encontrarem abaixo dos padrões globais. Grande parte destes índices negativos se entendem, também, pela ausência de itens como os airbags, que a partir do ano que vem passarão a ser obrigatórios em todos os veículos vendidos no mercado nacional. March e Micra   Modelo vendido no Brasil e  na Europa são submetidos à testes de colisão idênticos (Fotos: Latin NCAP e Euro NCAP/Divulgação)

Mas estes testes intrigam os consumidores mais atentos. Alguns veículos vendidos nos mercados latinos e europeus apresentaram resultados discrepantes. É o caso do Nissan March: vendido no velho continente sob a alcunha de “Micra”, obteve quatro estrelas – de cinco possíveis – na segurança para adultos. Enquanto a versão vendida no Brasil – fabricada no México – obteve apenas a metade desta nota. Há também uma diferença enorme entre itens de segurança passiva: a versão de entrada no continente europeu é vendida com seis airbags (frontais, laterais e de cortina para o motorista e passageiro), enquanto a versão vendida em terras tupiniquins conta com apenas dois, frontais, destinados ao motorista e ao passageiro. Preço Corolla
Infográfico mostra os preços do mesmo carro em vários países (Arte: Revista Época) Este é apenas um dos exemplos. A questão põe em xeque a qualidade construtiva de veículos nacionalizados. É de conhecimento público que os carros brasileiros são os mais caros do mundo. Enquanto um Toyota Corolla zero quilômetro, por exemplo, nos Estados Unidos é adquirido por módicos R$ 28 mil, o mesmo modelo no Brasil não sai das lojas por menos de R$ 60 mil. Se os veículos brasileiros são tão caros, qual o motivo de não oferecerem os mesmos níveis de segurança? O que se entende, de imediato, é um desrespeito ao consumidor brasileiro. Consumidor, este, que paga mais caro para ter um produto de qualidade inferior ao mesmo produto oferecido em mercados desenvolvidos. Já não se torna válido dizer que algumas das montadoras inovaram ao oferecer itens como os airbags e os freios ABS – Antilock Breaking System ou Sistema de frenagem com antitravamento em português – de série. Elas apenas se anteciparam às resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) que entrarão em vigor a partir do ano que vem. O consumidor brasileiro é enganado há anos e finge que não vê. *Douglas Lemos é acadêmico de Comunicação Social da Universidade de Brasília (UnB), e colaborador do Novidades Automotivas desde setembro de 2009 Dados | EuroNCAP e Latin NCAP

por 30 de abril de 2013 Artigo, Brasil, Mercado, Opinião