Ponto de Vista

A Rolha cega e o trânsito – A face caótica das nossas vias

Nosso trânsito tem problemas e você pode ser um deles

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Gostaria de não precisar de escrever um texto que tratasse de problemas – afinal, fazer a Pergunta da Semana e tratar de coisas desconhecidas é sempre mais legal até para mim. Entretanto, essa matéria é também um grito de alerta para você, motorista como eu. Porque aqui trataremos do trânsito nas grandes cidades, bem como as doenças endêmicas dele e das possíveis soluções mitigar os problemas. Para tal, vamos fazer um rápido panorama social do nosso sistema viário. Leia mais ›

por 8 de maio de 2016 Opinião, Ponto de Vista, Segurança, Trânsito

A dinâmica refinada e a simplicidade

Esqueça a eletrônica: um carro bom de chão é simples

2009 Honda S2000.

Vivemos numa época afetada pela ideia de que o maior é melhor. Tamanhos disformes, pesos excessivos e complexidade eletrônica criam dilemas. Consertar aquele celular mais versátil que seu computador e com tela grande o suficiente para criar um cinema em cidades interioranas poderá ser tão caro quanto comprar outro. A tecnologia que auxilia na durabilidade dos equipamentos também está ligada à obsolescência programada. E em breve isso poderá afetar seu carro.

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por 14 de novembro de 2015 Artigo, Opinião, Ponto de Vista, Tecnologia

Pergunta da Semana – Como você usa os faróis de neblina?

Feitos para uso específico, sempre geram discussão

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Um pouco de luz nessa vida
Um pouco de luz em você!
Um pouco de luz nessa vida…

Vamos começar essa Pergunta da Semana ouvindo Roupa Nova SIM! Porque, mais uma vez, vamos falar de uma coisa que me faz arrancar os poucos cabelos. Sim, vamos falar sobre os faróis de neblina, seu lado estético, sua eficiência luminosa e o como esse equipamento mexe com a cabeça dos humanídeos ditos motoristas.

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por 26 de outubro de 2015 Pergunta da Semana, Ponto de Vista

Estaria o mercado brasileiro mudando novamente?

Chevrolet lança o Camaro no Brasil
Já passou da meia-noite, ou seja, já é sábado. Mas esta coluna é direcionada à sexta-feira. Este é o primeiro texto, e preferi iniciar falando sobre um assunto bem interessante em relação à história recente do mercado brasileiro. Tentei citar poucas vezes a GM nesse texto, mas não foi possível, simplesmente porque a repercussão do atraso de sua linha não é um assunto repetitivo, mas que se renova, já que a cada momento surgem novidades ou rumores sobre a sua linha de automóveis. O mercado brasileiro pode ser chamado de paradoxal. Muitas vezes, é questionada sua diferenciação em relação aos outros mercados. Desde a década de 1980, quando a indústria em geral não podia utilizar tecnologia de outros países, da década de 1990, quando a abertura das importações permitiu modelos de diversos países serem importados para o Brasil, incentivando a modernização da indústria automotiva local, até a década de 2000, quando certas marcas simplesmente passaram a adotar o atraso de suas linhas como táticas de lucro, o mercado brasileiro era conhecido por sua peculiaridade. O custo x benefício de alguns modelos ultrapassados na década passada os mantiveram no mercado, caso da maioria dos GM. Exemplos recentes: com 45 mil reais, está disponível um Astra 0km, com airbags e freios ABS. Com equipamentos e preços semelhantes, você encontra um popular de 41 mil reais, caso do Novo Uno, um um hatch compacto por 38 mil, caso do Picanto automático. Agora, temos os chineses, mas o acabamento de um hatch médio e a confiabilidade da GM batem as vantagens desses veículos.
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Em contrapartida, temos exemplos como a Parati, cujo atual visual foi lançado em 2005, porém, é praticamente a mesma Parati de 1996. A station wagon não rende mais de 500 unidades mensais, devido à presença da SpaceFox, 8 mil reais mais cara, que oferece ar-condicionado, vidros e travas elétricas de série. Um projeto mais recente. Mas por que a Parati permanece em linha? Porque é a ideal para frotas de empresas em geral.

Caso semelhante é o SUV Blazer, da GM. Seu público em si foi roubado pela Captiva, 10 mil reais mais cara – e menor. A Blazer já foi referência no segmento, que anteriormente contava apenas com carros importados, como a Ford Explorer e a Nissan Pathfinder. Lançada em 1995, permanece quase a mesma até hoje. Em comparação ao mercado norte-americano, a Captiva seria equivalente à Traverse, e a Blazer, à Tahoe. Porém, lá, a Tahoe é mais cara que a Traverse. Aqui, os papéis se inverteram… way_0022Gol 
Apesar disso, o mercado começa a mudar. E não é só por causa da lei que obriga todos os carros vendidos no mercado a serem equipados com airbags e freios ABS a partir de 2014, e que deverá obrigar as montadoras a retirarem a maioria de seus carros de linha, mas também por uma mudança no comportamento do consumidor.

Modelos como o Mille ainda somam 50% das vendas do Uno, e o Gol G4, cerca de 20% das vendas do Gol. Mas, em outros segmentos, atraso não significa custo x benefício, salvo casos como o do Astra. O Golf, por exemplo, é quase o mesmo desde 1998. Aqui é vendido como hatch médio (no Canadá, como veículo de entrada). A modernidade de seus concorrentes fazem com que ele perca as vendas.
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Para tanto, seguindo o exemplo de hatches médios, até 2013, o segmento terá o Bravo, o Focus III, Cruze Hatch, novo C4,  Golf VI ou VII, novo i30 e, quem sabe, o Mégane hatch e o novo Tiida. Todos alinhados com a Europa. Não por acaso. O consumidor quer inovações, modernidade. E esses modelos citados acima têm tudo isso de sobra.

A GM percebeu isso. Em um ano, todos seus modelos antigos sairão de linha. Só neste ano, Meriva, Zafira, Astra, Corsa e Corsa Sedan irão dar adeus. O único modelo antigo que deverá continuar em linha será a S10, que fará companhia a sua substituta, que também será lançada neste ano. Além disso, a marca está apostando em modelos novos em novos segmentos. O Camaro é o maior exemplo desta aposta da Chevrolet.
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A Ford, inclusive, irá tirar o atual Fiesta de linha no ano de 2014. Assim como o Corsa, seu custo x benefício é o seu atrativo, mas a reestilização garantiu uma levantada nas vendas – e queda nos preços. No mesmo ano, sai de linha o Ka, que dará lugar a um projeto global (já o Fiesta será substituído, provavelmente, pelo atual New Fiesta).

Pensem na década de 1990. Você imaginaria abrir uma revista automobilística e ver na seção de veículos vendidos marcas como Bugatti, Lamborghini e Spyker? Você imaginaria a Kia registrando 125% de crescimento em vendas? Imaginaria um popular como o Novo Uno? Ou montadoras lançando low costs com airbags e freios ABS de fábrica?

Com isso, o mercado parece engatinhar para voltar a seguir, em uma escala muito maior, o lema da  década de 1990. Um mercado de inovação, de novas tecnologias, de carros alinhados com outros países. Sem as ditas adaptações das montadoras brasileiras. Pelo menos é o que todos esperam…   

Mamadeira…de gasolina?

image Pode parecer inusitado, talvez seja. Mas é a única explicação plausível para explicar minha paixão pelos carros. No meu círculo social sou taxado como louco ou como gênio, mas não será uma dúzia de adjetivos que mudará o meu gosto por automóveis. Uma volta ao passado faz-se necessária para entender de onde vem tanta loucura, mas uma loucura boa (se é que isso existe). Sou um ser do século passado, pré-Restart e sons congêneres, nasci no ano de 1991, em Ipatinga. Meu pai, um Engenheiro Mecânico outrora apaixonado pelas corridas dos anos 70 (e com uma pontinha de admiração pelo Porsche 917), já estava desprovido de paixão pelo mundo automotor. Tanto é que me tirou do hospital em um Fiat Spazio 1983 bege, com o qual ficou por 7 anos e 340.000 quilômetros rodados sem problemas como diziam assombrar os Fiats. Entretanto, o “147 chique” ficou até o ano de 1992, e aí começaria minha paixão pelos automotores. clip_image002[4] Carro para mim, exceto pelo carrinho de bebê, era essa máquina aí. No ano do impeachment do Collor, meu pai tirou um Kadett SL 1.8 EFI a álcool na extinta Motorauto em Belo Horizonte. O nome Motorauto tinha peso no automobilismo nacional desde a época de Toninho da Matta (pai do Cristiano da Matta) e seu Opala que competia na Divisão 3 do Campeonato Brasileiro de Turismo, passando pelo Chevette do Brasileiro de Pilotos e Marcas. Bom começo para mim, já que o Kadett chamou tanto minha atenção na infância que nele estão muitas das minhas lembranças mais antigas. A trava de segurança da porta junto da maçaneta, o revestimento escuro com listras claras finíssimas, as rodas de aço com calotas centrais de plástico preto, o ruído característico do Família II da GM na garagem…
O Kadett permaneceu conosco até 1994, mas as lembranças permaneceram nítidas. clip_image004[4]
Opala 21 da Equipe Motorauto, e uma carretera atrás Prodígio? Talvez. Louco? Provavelmente. Apaixonado? Com certeza. Juntamente da conquista da Copa do Mundo de 1994, veio para casa um Mille Eletronic prata. Não era muito fã do carro como do Kadett, e gostava mais da frente reestilizada da linha Uno pós-1991. Entretanto, no interior deste é que surgiu minha paixão pelo rock, o que me deixa feliz nos dias atuais, ao lembrar que era um pirralho de 3 anos que adorava “Let Me Try Again”, do Skank. Bendito seja o Mille. Entretanto, em um dia qualquer de 1995, ele disse adeus. Para seu lugar veio um Corsa Wind 0km, azul marinho, lindo. Fui buscá-lo novamente, desta vez na autorizada Chevrolet de Ipatinga. Não durou muito tempo em casa. Meus pais arrumaram alguma coisa e então, três dias depois, minha mãe chegou de BH com outro carro novo. Um Tipo. 1.6, 5 portas, vermelho. Do alto dos meus 4 anos, decorei até o endereço na concessionária de onde saiu o carro. Os mostradores sobre o painel de forma até então inusitada, um ponteiro de “RPM”, o toca-fitas Midas de gaveta e até a porta pro banco de trás! Isso sem contar nos carros dos meus tios, que também me chamavam a atenção. Um Gol CL 94, uma Belina L 89, um Fusca 79. Todos eles tinham seu encanto. Todos os carros encantavam-me. Achava estranho o Santana CLi do vizinho do lado, por ser marrom com interior da mesma cor, já de segunda geração e 2 portas. Entretanto, achava bonito o Gol do vizinho do outro lado, vinho, que ficava com a esposa. clip_image006[4] O Tipo era bem parecido com esse acima, exceto pelas calotas. 1996 foi o ano da consolidação. Mudamos de casa, para uma rua abaixo da que eu morava. E com isso, foi-se embora o Tipo. Era preciso de dinheiro, e um carro mais antigo viria. Veio um Uno 1.6R 1994, em março ou abril de 1996! Cintos vermelhos, tampa do bagageiro preto, rodas de liga e pintura grafite. Lindo, era coisa de colecionador! Entretanto, bebia mais que o Boris Ieltsin (quem?) e deu lugar a um Uno 1.5 94 também, da mesma cor do Corsa do ano anterior! Em agosto do mesmo ano, vieram dois presentes que mudariam minha vida: Meu irmão mais novo e uma revista Quatro Rodas! Duelo do Palio e do Fiesta, uma reportagem sobre o trânsito de São Paulo, dentre outros destaques daquela que foi a minha primeira leitura do gênero. O Uno durou até julho de 1998. Eu arrumei o carro seguinte de casa, de forma tal que meu pai deu-se o trabalho apenas de ligar pro vendedor, verificar o estado do carro em uma vinda a BH e me levar em seguida para buscá-lo. Eu tinha 7 anos e arrumei um Tempra 16v faturado em fevereiro de 1996, verde turmalina, comprado 0km em Sorocaba, interior do estado de São Paulo, e acompanhado seu dono, um gerente do Banco do Brasil, eu sua mudança para BH. O dono tinha-o deixado na Motorbel na capital mineira, para levar um Marea recém-lançado. Voltamos para Ipatinga e em seguida rumamos para o litoral da Bahia, e o Tempra tinha 18 mil quilômetros rodados. Durou até 2004, e 192 mil quilômetros rodados totais. clip_image008 Idêntico ao velho guerreiro, exceto pela cor e pelas rodas. Anos ouvindo o despertar do bialbero da Fiat que empurrou o 128 no tricampeonato mundial de Rally, já que meu quarto fora construído em cima da garagem. Um bom tempo vendo o ponteiro passar das 3000 rotações por minutos e um ruído apaixonante invadindo o habitáculo. O Ar Condicionado digital, bancos de veludo, faróis de longo alcance. E cada vez mais lendo, comprando revistas, inclusive fazendo a cabeça do meu pobre pai para me levar no Salão do Automóvel de 1998. Andei umas 12 horas ininterruptas como quem vai do quarto de casa na sala. Tarde demais para os que me julgam louco. A mamadeira de gasolina já fazia seus efeitos permanentes. Desde o longínquo ano de 2002, veio um Palio Young 1.0 2001, seguido de Palio Adventure 1.6 2002, Fox 1.0 2005 e o atual Fit 1.4 LX Flex 2007, que está de saída também. Juntamente veio o advento da internet, e o final dessa história de gasolina, suor e lágrimas é lida agora. clip_image010 Esse é o atual titular, mas já de saída. Eu sou Renato Passos, do Novidades Automotivas, e estarei a partir de agora ocupando o seu dia-a-dia nesse recinto de informação. Espero agradá-lo, mas se não for possível, não ligo. Sou humano e erro, mas personalidade é parte do meu espírito marcante. Até mais!

por 11 de dezembro de 2010 Antigo, Chevrolet, Fiat, Fim de Carreira, Motores, Ponto de Vista

O avanço da Volkswagen em 2009

Fox1[3] A postagem estava programada para o dia 1º de dezembro, mas um dia de atraso não faz mal. Estamos no último mês de 2009. Vejamos nossa visão de mercado na Volkswagen em dezembro de 2008: o Gol G5 havia sido lançado há pouco tempo, e não haviam informações concretas sobre a Nova Saveiro e o Novo Fox. Amarok, então, era apenas um conceito. Vamos retornar ainda mais, para antes do lançamento do Gol G5, que à época era chamado de Gol NF (Neue Familie, ou Nova Família em alemão). A expectativa era grande, o Gol G4 já não agradava mais (e nunca agradou, com seu acabamento reprovado por muitos donos e sites especializados). A curiosidade de um carro novo acabara com o vazamento das fotos do Novo Gol no dia 23 de junho. Voyage1 Nunca a Volkswagen desejara tanto o fígado de certas pessoas, mas isso é um outro assunto completamente desnecessário. O "boom" do vazamento das fotos foi, publicitariamente falando, muito melhor que fotos oficiais no I-Motiondia do lançamento. Passado o alvoroço, vieram algumas críticas. Nada demais pois, na minha opinião, fora um dos mais belos Volkswagen produzidos no Brasil. Logo após, ressurgiu das cinzas o Voyage, após muita polêmica sobre seu novo nome, que poderia ser Gol Sedan ou Luna, que acabou vindo como Voyage, para a felicidade de muitos fãs da montadora. Logo após, veio a Saveiro. Não foi o mesmo alvoroço que no lançamento do Gol G5, pois a dianteira já era conhecida, mas a traseira impressionou muitos – positivamente e negativamente. Eu, que entrei em uma na semana do lançamento, gostei do resultado final. Eis que surge o câmbio I-Motion, disponível no Polo, Gol e Voyage. O I-Motion é um câmbio automatizado, "concorrente" do Dualogic da Fiat e do Easytronic, da Chevrolet. FoxTrend1 Passado o lançamento da Saveiro e do I-Motion, a Volkswagen retornou ao seu cantinho no mercado brasileiro, até que estourou, literalmente, o escândalo dos motores 1.0 VHT, com riscos de explosões e entre outros problemas, o que afetou e continua afetando as vendas da marca. É lançado o Agile, da Chevrolet, o principal concorrente do Novo Fox, que nem havia lançado. Quase um mês depois o Novo Fox é revelado, com a tentativa fracassada de ofuscar o modelo da Chevrolet (pelo contrário, os dois foram comparados com outros modelos como Sandero e não perderam destaque, embora o Agile tenha saído na frente neste quesito). CrossFox 2010 (9)[4] O Novo Fox por si já é inovador: largou sua cara de bonzinho para uma de invocado, interior refinado (podendo ter volante do Passat CC), câmbio I-Motion como opcional, e além de tudo isso, é a cara do Novo Polo europeu. E isso é bom, haja vista que o Novo Fox básico não custa uma fortuna e não substituiu o Polo como muitos temiam. A Volkswagen começa a evoluir no mercado brasileiro.  Não posso deixar de dar espaço ao CrossFox que, embora seja mais Fox do que Cross, evoluiu e está mais bonito e "limpo" que o anterior. Em geral, ficou muito bonito, assim como o Fox. A SpaceFox permanece a mesma até agora, mas a nova promete: lanternas em leds poderão~ser destaque no modelo. space final copy[10][19] O último lançamento, não menos importante, é o da Amarok. Embora muitos flagras tenham sido feitos recentemente, a imagem oficial sempre é essencial para um veredicto final. E, convenhamos, a picape ficou espetacular! Design refinado, limpo e ao mesmo tempo agressivo. Mas acima de tudo, sóbria. Ela ainda não foi lançada, mas após a chegada da Volkswagen no mercado de picapes médias e o "boom" da imprensa automotiva, a picape deve fazer sucesso, embora as expectativas de preço preocupem muita gente (entre R$ 80 mil e R$ 120 mil). Amarok1 Termino o texto por aqui. Espero que tenham gostado, e fiz um breve resumo do avanço da Volkswagen nos últimos meses, mesmo com os escândalos. A montadora até agora está de parabéns e, com exceção dos motores, só tem adquirido comentários positivos de grande parte da imprensa automotiva. E ela deve continuar assim, afinal ano que vem a Volkswagen terá 13 lançamento. Ela – e nós, consumidores – só teremos a ganhar. Amarok2Amarok3

Veja também | Vem aí Saveiro automatizada, Novo Gol GTi e duas portas, Volkswagen anuncia investimento de R$ 6,2 bi para o Brasil nos próximos 5 anos.

por 2 de dezembro de 2009 Ponto de Vista, Volkswagen

O sucesso das coreanas

0,,21456840-EX,00O crescimento avançado das marcas coreanas (como Kia e Hyundai) no Brasil, vem se mostrando cada vez maior nos últimos anos. As vendas se tornaram cada vez mais crescentes, devido a confiabilidade e o preço que as montadoras oferecem aos seus produtos. Vejamos as últimas jogadas da Kia: o Soul. Um crossover – se é que esse é realmente seu segmento – de desenho no mínimo diferente, mas bonito, em minha opinião, com preços bons (51.490 reais, preço de tabela), ótimos equipamentos, a garantia, e outros fatores. Os tempos mudaram, e realmente mudaram. E a maré está a favor das coreanas. O Cerato. Um sedan médio, podemos chamar assim, cujo preço parte de 47.900 reais, com um belo design, equipamentos chamativos e… A confiabilidade de uma coreana. Quem diria. cerato Não podemos deixar de lado a Hyundai. Apesar dos preços exorbitantes do i30, ela tem conseguido boas vendas. Em 12 dias, 957 unidades do Tucson foram vendidas, e 539 unidades do i30 foram vendidas. Como eu disse ao longo deste post, os fatores para esse sucesso foram o preço e as novidades, digamos assim, que abalaram ao mercado. O sucesso influenciou diretamente a outros fatores que também ajudaram, como o preço. A confiabilidade, já citada aqui, ajudou bastante. A confiabilidade de um carro coreano hoje não é a mesma que um proprietário de um Accent tinha há 14 anos atrás. Outra coreana presente no Brasil é a Ssangyong. Em contrapartida, ela não possui vendas significativas, talvez seja pelo design polêmico de seus carros, muito julgado por especialistas em design. O modelo mais caro da marca é o Rexton II 2.7, que custa 149.900 reais. SsangYong-Actyon_2006_800x600_wallpaper_03 Tem gente que apóia a Indústria nacional. Eu apóio também, mas sou totalmente a favor da vinda de carros como os da Kia e Hyundai. Por falar em importação… Enquanto as coreanas fazem a festa, os chineses não tem nada a comemorar. Marcas como Chana, CN Auto e Effa são imperceptíveis no mercado brasileiro. Além da fama de serem chineses, tem o fator da publicidade, onde a Kia e a Hyundai tem investido fortemente. As chinesas? Nem sonham. Sucesso às coreanas, e que venham mais investimentos, como fábricas no Brasil. Elas só tem a ganhar. E a crescer.

por 20 de setembro de 2009 Chana, CN Auto, Effa, Hyundai, Kia, Ponto de Vista, Ssangyong