Salão de Milão

Honda atualiza a linha VFR

Alterações atingem aventureiras e esportivas

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Quem também aproveitou o Salão de Milão para apresentar suas novidades foi a Honda, que entre outras novidades, apresentou a atualização da linha VFR, que abrange aventureiras e esportivas, de 800 e 1200 cilindradas. As primeiras receberam mais mudanças, enquanto as outras tiveram mais alterações no visual. 10737984_712670562154814_1092199540_o
A VFR800 Crossrunner 2015 ganhou suspensão de curso mais longo e novas rodas com estilo mais agressivo, além de agora ter ainda mais desempenho, já que o motor V4-VTEC foi otimizado para entregar mais torque em em faixas médias de rotação, além de mais potência. Agora são 106 cavalos a 10.250rpm e 7,65kgfm de torque a 8.500 giros. Somado a isso, agora o modelo traz controle de tração (HSTC), sistema de freios ABS, conjunto óptico com LED e manoplas com aquecimento. Já as VFR1200 – compostas pela esportiva VFR1200F e a aventureiras VFR1200X Crosstourer – tiveram na adição de novas cores o maior destaque. A esportiva ganhou a opção de cor Pearl Glare White , enquanto que a aventureira agora tem novas edições especiais nas cores Digital Silver Metallic/Pearl Glare White e Digital Silver Metallic/Black.
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por 14 de novembro de 2014 Honda, Salão de Milão

BMW mostra nova S1000 XR em Milão

Tourer quer concorrer com modelos como a Ducati Multistrada

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O Salão de Milão trouxe boas surpresas, como a BMW S1000 XR, nova aventureira da marca bávara que usa a base da já respeitável naked S1000 R – inclusive no que diz respeito ao motor. E o melhor de tudo é que ela tem destino certo para o Brasil já no primeiro semestre do ano que vem. 10800241_712670538821483_1796877258_o
A nova BMW chega para competir num segmento que está ficando disputado, o das tourer premium, ou seja, motos que topam percursos acidentados mas que não abrem mão de refinamento, tecnologia e alto desempenho. Entre as rivais estão modelos bem quistos, como a Ducati Multistrada 1200 e a KTM 1290 Super Adventure. A BMW transpira esportividade, em muito graças ao conjunto mecânico herdado da superbike  S1000 R, um quatro cilindros de 999 cilindradas, que, por sua vez, é uma versão “mansa” do motor da superesportiva S1000 RR. No total são 160cv de potência a 11.000rpm, com torque máximo de 11,42kgfm a 9.250giros. Em termos de desempenho, a nova BMW fica pau a pau com a Ducati Multistrada em termos de potência, mas a italiana tem ligeira vantagem no torque graças ao comando de válvulas variável. Em ordem de marcha, a BMW pesa 228kg e o tanque tem 20 litros.
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E outro destaque da moto, além do estilo agressivo, realçado pela condução de dirigir elevada e pelas suspensões, é a eletrônica. De série ela traz freios ABS parcial ou desconectáveis, sistema ASC de controle de estabilidade em curvas e modos de pilotagem “Rain” e “Road”. Ainda há opcionais como o ABS Pro, que é capaz de controlar a frenagem em terrenos inclinados. Há ainda o controle de tração dinâmico DTC e os modos de condução “Dynamic” e “Dynamic Pro”, além da suspensão eletrônica Dynamic ESA.

por 14 de novembro de 2014 BMW, Salão de Milão

Ducati mostra novas Multistrada 1200 e a nova 1299 Panigale em Milão

Multistrada mais potente e nova Panigale com 205cv são destaques

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Depois de Colônia, na Alemanha, foi a vez de Milão, na Itália, sediar um salão de duas rodas. E não é qualquer evento, sendo um dos mais importantes do setor. Logo, para fazer bonito, a Ducati, prata da casa, fez o lançamento de dois dos mais importantes lançamentos do ano: a Multistrada 1200 e a nova 1299 Panigale. Ducati em dose dupla (3)
A Multistrada marca a chegada do novo motor Testastretta DVT, com comando de válvulas variável, que havia sido apresentado até mesmo antes dela. Os maiores destaques da moto são, claro, o motor, e o novo design. O motor é um desmodrômico de 1198 cilindradas compatível com a legislação Euro 4, com ajuste independente das válvulas de admissão e de escape. Esse recurso é inédito em motocicletas de produção e, na prática, permite um acionamento mais suave em regime mais baixo, além de mais potência em altas velocidades. Dessa forma ele é mais eficiente e silencioso que o comum, entregando também ótimos números: são 160 cavalos a 9.500 rpm e 13,87kgfm de torque a 7.500rpm disponíveis praticamente a toda hora. A melhor prova disso é que a Ducati promete que a potência apareça de forma linear e o torque já surja com 8,16kgfm a 3.500rpm e 10,2kgfm entre 5.750 e 9.500rpm. Ou seja, força o tempo todo.
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Ela também traz inovações, como o sistema Unidade de Medição Inercial (IMU). O sistema monitora vários aspectos da moto, como a inclinação dela, podendo acionar no meio de uma curva os freios ABS (que são Bosch 9.1ME pinças Brembo), quase como um controle de tração. A nova Multistrada tem três versões e quatro pacotes de equipamentos, sendo eles Touring (punhos aquecidos, cavalete central e malas laterais), Sport (escape Ducati Termignoni, para-choque dianteiro em fibra de carbono e manetes de freio e embreagem em ), Urban (baú, bolsa sobre o tanque ajustável e entrada USB) e Enduro (luzes auxiliares; componentes Touratech, como proteção extra para o motor, radiador ou tanque de óleo, e pedaleiras para uso off-road).
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E, além disso ainda há outra versão da moto, a Multistrada S, que acrescenta freio dianteiro com disco duplo de 330 milímetros Brembo M504 de 4 pistões, sistema multimídia Ducati, rodas leves de alumínio, suspensões Sachs semiativas, faróis full LED com função de curva e tela de LCD de cinco polegadas.

Desempenho absoluto

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E, se a Multistrada oferece versatilidade, a nova Panigale tem foco no desempenho máximo, já para fazer frente a rivais como a Ninja H2 e a nova Yamaha R1. A esportiva teve o motor Superquadro aumentado para 1.285 cilindradas, que agora rende 205cv a 10.500rpm, com torque máximo de 14,75kgfm a 8.750rpm. Números 10% melhores que os anteriores num peso baixo, de 166,5kg. Esteticamente ela muda pouco, frente a anterior, tendo maior foco nas atualizações nos chassis.
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Tal qual a Multistrada, a Panigale tem duas versões, a comum e a Panigale S. A comum já traz três modos de condução (Race, Sport e Wet), display de LCD com sistema indicador de inclinação, sistema de Unidade de Medição Inercial (IMU), Ducati Safety Pack (com controle de tração e freios ABS com a função de curvas), Ducati Quickshift, amortecedores Sachs, anti-wheelie e controle de estabilidade em frenagem. E a S ainda adiciona controles adicionais para funções como controle de tração e anti-wheelie, suspensão semi-ativa Öhlins Smart EC, luzes full LED, telemetria, rodas de alumínio forjado e para-choques de fibra de carbono.
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por 5 de novembro de 2014 Ducati, Salão de Milão

Nova Kawasaki Ninja H2 segue conceito e tem 200cv de potência

Mesmo assim, versão conceitual inspirará a de pista

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Uma das atrações do Salão de Colônia (INTERMOT) 2014 foi a Kawasaki Ninja H2R, esportiva conceitual com 300cv de potência e “asas” para gerar pressão aerodinâmica. À época, foi mostrada para antecipar a chegada da não menos brutal H2, apresentada agora no Salão de Milão. E ainda há outra boa notícia: a H2R será produzida, mas só poderá rodar em circuitos. Kawasaki com asas (5)
A nova esportiva já tem as vendas confirmadas para 2015 (por ora sem previsão de chegar ao Brasil). No entanto, praticamente tudo que chocou na H2R está na H2, como a “misteriosa” pintura em prata refletivo e os apêndices aerodinâmicos simulando “asas”. A cor é obtida através de uma reação química e reveste toda a superfície da motocicleta (que tem também alguns detalhes em verde, como no quadro e na carenagem dianteira), dando um efeito de espelho. Kawasaki com asas (4)
O motor de quatro cilindros com compressor ficou mais “manso”. Frente aos 310cv declarados da Ninja H2R, a H2 tem “só” 200cv, sendo que o compressor ajuda a H2 a atingir números altos de torque, e também traz acelerações mais fortes. Inclusive, foi graças a esse desempenho que ela ganhou esse nome, que remete a uma Kawasaki de motor 2 tempos e 748,2 cilindradas, a Mach IV 750, que também era chamada de H2 e era reconhecida pela aceleração.
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E, para controlar tamanha potência, ela traz diversos controles eletrônicos como controle de tração, freios ABS e controle de freio motor. Inclusive, pela primeira vez uma moto da marca possui uma balança do tipo monobraço.
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por 5 de novembro de 2014 Kawasaki, Salão de Milão

Nova Yamaha YZF-R1 põe fim a seis anos de espera

Em nova geração, esportiva aposta em tecnologia

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Até 2008 o mercado de motos superesportivas estava em alta. De dois em dois anos as motos recebiam alguma atualização, e logo aparecia uma nova geração. Mas após a crise econômica o desenvolvimento diminuiu e, em alguns casos, ficou até estagnado. Desde aquela época a Yamaha YZF-R1 mudou pouco e só ganhou três novas séries especiais. A espera parece ter sido recompensada, não só com períodos econômicos melhores, mas também com uma nova geração totalmente revisada, que acaba de ser apresentada no Salão de Milão. Nova R1 (8)
Logo de cara se nota que a nova rompe com o estilo seguido por 10 anos na R1. Agora há faróis de LED, bem baixos na carenagem, com faixas de leds acima deles e outros leds para luzes de direção nos retrovisores. Completando o estilo, agora as rodas e o subchassi traseiro usam magnésio, e o painel é completamente digital.
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O motor também é novo. Denominado CP4, ele tem quatro cilindros, 16 válvulas e 998 cilindradas. Mais leve e estreito, ele agora tem bielas e válvulas de admissão de titânio, que também é o material de que é feito o escape, além de pistões forjados. Potência e torque não foram informados, mas espere números no mesmo patamar da Ninja H2 (vista nesta edição), na casa dos 200 cv. Alta tecnologia YZF-R1-2015-1-620x310
E, como era de se esperar, ela também aposta alto na tecnologia: controles de tração, largada (para aceleração rápida com mínima perda de tração) e empinada (evita o levantamento da frente). Um sistema de medição inercial em seis eixos permite à central perceber como a moto está sendo pilotada, incluindo inclinação lateral e longitudinal e a rotação de ambas as rodas, e os freios são combinados (acionar o dianteiro aciona o traseiro também), onde os dutos do sistema são de aço inox.
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E, para quem quiser ter uma experiência ainda mais próxima da MotoGP, há a versão YZF R1M, que tem itens especiais como carenagem de fibra de carbono, tanque e balança traseira polidos e controle eletrônico de suspensão da marca Öhlins.
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por 5 de novembro de 2014 Lançamentos, Salão de Milão, Yamaha