Testes

Ka é mais um brasileiro zero estrelas nos testes do Latin NCAP

Depois do Chevrolet Onix, o carro mais vendido do Brasil, outro veículo brasileiro é (des)classificado como zero estrelas no testes do Programa de Avaliação de Veículos Novos para a América Latina e o Caribe, o Latin NCAP. A decepção da vez é o Ford Ka. O terceiro mais vendido do país zerou na proteção de adultos e obteve três estrelas para a proteção de crianças. Leia mais ›

por 26 de outubro de 2017 Ford, Latin NCAP, Marcas, Testes

Leitor OBD, Carrorama promete mostrar informações secretas do seu carro

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Nem sempre todas as informações que os sensores do carro leem aparecem no quadro de instrumentos ou no computador de bordo. São informações usadas pelos módulos do carro, mas que ficam escondidas do motorista, mesmo que algumas possam ser muito úteis. É aí que entram os aparelhos leitores de OBD, que transmitem estas informações para smartphones ou computadores em tempo real. Carrorama by Multilaser, aparelhinho que recebemos para testar, é um deles.

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por 9 de setembro de 2016 Testes

Enchente na Alemanha suspende produção da Audi

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Um forte temporal no sudoeste da Alemanha fez com que a Audi parasse de produzir durante praticamente todo o dia desta segunda-feira (30). Isso porque parte da fábrica da marca, em Neckarsulm, foi inundada. Nenhum representante da unidade falou sobre o assunto, mas a produção só foi retomada no início da noite. O temporal também atingiu a fábrica da Mercedes-Benz em Untertuerkheim, na mesma região. Segundo a fabricante, no entanto, a produção não foi afetada. Leia mais ›

por 31 de maio de 2016 Audi, Televisão, Testes

Latin NCAP divulga últimos testes do ano e nova Hilux recebe cinco estrelas

Nova Toyota Hilux obteve 5 estrelas para proteção de adultos e crianças

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O Latin NCAP divulgou os últimos resultados de testes de colisão deste ano. Desta vez, sete veículos foram avaliados e três atingiram as cinco estrelas para a proteção de adultos e bons resultados para a proteção infantil: a nova Toyota Hilux, o Toyota RAV4 e o Mitsubishi Montero Sport (nova geração do Mitsubishi Pajero Dakar).

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por 16 de dezembro de 2015 Latin NCAP, Testes

Nissan Sentra 2016 atualiza suas definições de conforto com versão Unique

Sedã ganha controles de estabilidade e tração, e versão sofisticada

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“X” já passou dos 30 anos e leva uma vida normal. Ele é bem sucedido, ocupa um cargo importante em sua empresa e é respeitado pelos colegas. Existem uns dois ou três que conseguem resultados melhores que ele. Mas “X” segue honestamente e, a cada dia, conquista mais respeito. Como qualquer um com sua idade, sabe que é importante manter-se bonito, então, volta e meia toma alguns cuidados estéticos. Frequenta academia para ter sempre bom desempenho, mas nunca perde a essência de um cara familiar. Costuma cumprir aquilo que promete e vez ou outra surpreende positivamente. “X” é uma pessoa, mas, se fosse um carro, poderia ser o Nissan Sentra. Leia mais ›

por 27 de junho de 2015 Avaliação, Lançamentos, Nissan, Testes

Avaliação – Diversão e adrenalina são as palavras de ordem do Fiat Punto T-Jet

Quando motor turbo e visual agressivo se combinam em um Punto

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Normalmente, versões esportivas dos carros vendidos no Brasil não são tão poderosas como seus nomes sugerem. Parecem mais aquele sujeito sedentário que, num final de semana qualquer, decide calçar um tênis de corrida e vestir aquela camiseta regata… para dirigir até a padaria mais próxima. Não passam de acessórios, meros enfeites. Felizmente, esse é o caso do Punto Sporting, e não do Punto T-Jet que avaliamos.

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por 8 de abril de 2015 Avaliação, Fiat, Testes

Avaliação – Toyota Etios Platinum se perde em sua proposta

Versão tem equipamentos interessantes, mas deve alguns dos mais banais

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O Toyota Etios está longe de ser uma grande novidade por aqui. Já o avaliamos em versão quase pelada, na versão sedã, e até o aventureiro Cross. Agora chega o Etios Platinum, versão recheada de acessórios que inflacionam seu preço e tentam contornar a imagem de carro de baixo custo. Mas será que isso é suficiente? IMG_7148
O Etios Platinum é a versão mais completa do compacto da Toyota. Volante igual ao do Corolla revestido em couro e com comandos de som, bancos em couro com o nome do modelo gravado, as mesmas rodas de liga leve aro 15” do Etios Cross, apliques cromados e lanternas escurecidas são algumas das diferenças.
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Mas, quem realmente atenua a impressão de simplicidade do Etios é o sistema multimídia com tela de 7 polegadas (contra 6,1” no Corolla). Tem navegador GPS, TV digital, câmera de ré e Bluetooth, e é mais rápida e intuitiva do que a do Corolla!
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Como a base da versão é a versão XLS, ainda entram no pacote de equipamentos como repetidores de seta nos retrovisores com ajuste elétrico, direção elétrica progressiva, airbag duplo, ar condicionado, freios ABS, regulagem em altura para o banco do motorista, alarme e faróis de neblina.
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IMG_7280O Toyota Etios Platinum, como todos os outros que avaliamos, usa o motor 1.5 16V flex, que gera 96.5cv @5.600rpm e 13,9kgfm de torque @3.100rpm quando com álcool. É um motor que já foi exaustivamente elogiado por nós e que está acoplado ao câmbio manual de 5 marchas, com engates precisos, aliado à boa embreagem com acionamento leve e certeiro. Ainda é um dos melhores conjuntos disponíveis entre os hatchs de entrada no Brasil. Além de esperto em todo tipo de rotação, a economia surpreende. Conseguimos a média de 11 km/l durante a avaliação, utilizando o combustível proveniente da cana. Legal. Apesar da simplicidade do acabamento, a impressão de carro barato foi amenizada. Mas todos os mimos e o motor maior têm um custo, claro, e isso é cobrado. Neste momento que você se pergunta: ‘quanto custa?’
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Cinquenta mil novecentos e oitenta reais, meus amigos! Isso mesmo, R$ 50.980! E isso porque o Etios teve reajustes menores que os da concorrência nos últimos meses.  

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Frente aos concorrentes o Toyota Etios Platinum parece uma boa compra. Porém, permanece uma série de limitações impostas pelo projeto. Por exemplo, na linha 2015 a tela de LCD minúscula que exibia hodômetro e o marcador de combustível foi trocada por uma maior, mais legível e com direito a um relógio. Mesmo assim, não há computador de bordo. E outra: a ótima central multimídia não tem a companhia de alto-falantes traseiros! A falta de chave canivete é o menor dos problemas… Não adianta encher o Etios de opcionais, ele continua sendo um Etios! Não importa se ele tem bancos de couro, sistema de multimídia, visão noturna ou condução autônoma, continua limitado pelo projeto pensado para ser extremamente barato. Ver o Platinum como uma versão requintada é difícil, tanto quanto aceitar a Itaipava Premium. IMG_7237Na minha humilde opinião, nem mesmo o bom comportamento dinâmico e os diversos equipamentos adicionados me convenceriam a comprar um Etios Platinum. Os materiais simples, a construção cheia de soluções para reduzir custos e os instrumentos na posição central com visibilidade prejudicada são aceitáveis apenas nas versões X 1.3 (R$ 39.950) e XS 1.5 (R$ 44.240), que fazem sentido e têm preços e pacotes de equipamentos extremamente competitivo. O Toyota Etios é um bom carro, mas essa versão Platinum com certeza entrará para a lista dos carros mais sem sentido que já passaram por aqui. Não é um agravante: são poucos compactos cuja versão topo de linha que faz algum sentido.

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Fotos | Henrique Rodriguez

O que ouvir ao volante do Etios?

Toyota Etios Platinum by Primeira Marcha on Grooveshark

por 11 de março de 2015 Avaliação, Testes, Toyota

Nissan Sentra S – Espécie em risco de extinção

Versão de entrada mostra como pode ser legal ter um sedã médio manual

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As peruas já correm risco iminente de extinção, e isso parece ser irreversível. Mas ainda dá tempo de evitar outra catástrofe na fauna automotiva, a extinção dos sedãs médios com câmbio manual. É o caso do Nissan Sentra S, versão de entrada que responde por modestos 5% das vendas do sedã nipo-mexicano, e única que mantém o pedal de embreagem. Leia mais ›

por 1 de outubro de 2014 Avaliação, Nissan, Testes, Vídeos

Avaliação: Chevrolet Spin LTZ faz o possível para agradar a todos

Modelo cumpre sua proposta familiar, mas não é perfeito

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Quando se viu obrigada a retirar de cena os consagrados Meriva e Zafira, já com idade avançada, a Chevrolet se viu diante do desafio de tentar substituir dois modelos por um só. Daí surgiu o Chevrolet Spin, um MPV (Multi Purpose Vehicle) não tão versátil quanto o Zafira, porém maior que o Meriva e com opção de sete lugares, como a Spin LTZ Automática que avaliamos. 23 - 3PxhNMb É bem verdade que o Spin não é tão belo quanto seus antecessores, que guardavam traços regidos pela alemã Opel. Ele adota a mesma identidade visual presente em outros GM nacionais, com grandes faróis e a grade bipartida. Os vincos laterais bem definidos remetem ao Cobalt e traseira tem traços semelhantes aos do Agile – e convenhamos que estes dois também estão longe de ser uma obra de arte. A dianteira avantajada não combina com a traseira pouco interessante, e a área envidraçada, apesar de proporcionar excelente visibilidade, também parece pouco harmoniosa.
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Mas, como dizem, quem vê cara não vê coração. Ao entrar na minivan, percebe-se de imediato a posição de dirigir, alta e com boa visibilidade, semelhante ao que se encontra nos SUVs. Isso certamente agrada as mulheres, que gostam de se sentir em posto elevado no trânsito. Os bancos são bem confortáveis, com abas laterais sobressalentes até demais para a proposta do carro, e possuem grande variedade de ajustes, facilitando o encontro da posição correta de dirigir, mas o assento poderia ser mais longo para sustentar melhor as pernas. Ao menos há ajuste de altura do volante, que por sua vez possui comandos da central MyLink e do piloto automático – restrito às versões automáticas.
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A Chevrolet optou por “dividir” a gama do Spin em duas versões. A LT tem seu foco nos velhos admiradores do Meriva, com 5 lugares e pacote de equipamentos menor. A LTZ conta sempre com sete lugares, o que pode até satisfazer alguns entusiastas da Zafira. A configuração de espaço entre as duas versões é diferente: por conta da terceira fileira de bancos, a LTZ possui bancos mais verticais na segunda fileira, o que pode incomodar alguns passageiros.
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A última fileira é um caso à parte. Seu espaço é reduzido e tanto a entrada como a acomodação é complicada. Diferentemente da Zafira, que apesar de não proporcionar um bom acesso a terceira fileira, possuía espaço suficiente para dois adultos, o Spin sofre para cumprir a mesma tarefa. O local foi feito mesmo para transportar crianças, menores e mais flexíveis para acessar o local. O sistema de rebatimento dos bancos é prático, feito através de travas acionadas por um pequeno cordão, mas os antigos donos do Zafira sentirão falta da possibilidade de rebater a terceira fileira de forma a deixar o porta-malas plano, algo impossível no Spin.

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Com a terceira fileira em posição normal, a capacidade é de apenas 162 litros, mas ao rebatê-la o número cresce para 553 litros. Trata-se de um valor expressivo, mas nota-se que o resultado poderia ser ainda melhor se a Chevrolet tivesse desenvolvido um sistema mais eficiente para dobrar o banco, como o antigo Flex7 da Zafira.

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Visualmente o interior agrada, com cores claras e bem resolvidas, mas nota-se algumas rebarbas apesar dos encaixes parecerem corretos. O Prisma avaliado anteriormente tinha plásticos de melhor qualidade. Os bancos possuem revestimento em dois tons de cinza, agradáveis ao toque, mas deveriam ser de couro visto o preço da versão em questão:R$ 63.590, sem considerar a pintura metálica.
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Talento da maturidade

O motor é a única herança do Meriva. É o bom e velho 1.8 8v, recalibrado e agora com a alcunha Econo.Flex. Ele gera 108/106 cv a 5.400  rpm e 17,1/16,4 kgfm a 3.200 rpm, com etanol e gasolina, na ordem. Seu destaque está longe de ser a potência específica, fica por conta da entrega de torque em baixas rotações, ajudando em determinadas situações do cotidiano. Mas o consumo médio de 7,5km/l com gasolina está no limite do aceitável, considerando seus 1255kg e a idade do motor.
26 - R5WZgtS A transmissão automática de seis velocidades faz trocas suaves e rápidas, mas vive um casamento levemente conturbado com o motor, com algumas indecisões e diferenças de pensamento. Talvez isso seja motivado pela diferença de idade entre o motor “experiente” e o câmbio jovem, quem sabe… Qualquer exigência maior sobre o pedal da direita é suficiente para deixar o sistema confuso e até duas marchas, quando seria necessária a redução de apenas uma, e isso após certa hesitação do câmbio, que parece contar até 10 antes de tomar uma decisão importante. Usar as trocas sequenciais até seria uma boa opção caso fossem feitas através de paddle-shifts, aletas atrás do volante. Mas este é o câmbio GF6, e como em outros modelos da GM equipados com ele, só é possível fazer isso pressionando com o polegar os botões na lateral da própria alavanca, nada ergonômicos e que funcionam apenas em modo manual – geralmente as borboletas permitem que o motorista sugira trocas mesmo em modo “Drive”.
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Por se tratar de um veículo familiar, o acerto da suspensão prioriza o passeio mais macio, transmitindo mais conforto para os passageiros. Esse conforto, aliado a posição mais elevada do carro, em curvas mais fechadas, faz com que a carroceria role um pouco. Faz parte. Ninguém compra um Spin para disputar track days… Em trajetos urbanos ou até em velocidades mais altas a suspensão se comporta de acordo com a proposta do carro, destacando a boa estabilidade durante viagens, quando a sexta marcha se faz mais presente, baixando o giro em alta velocidade, e amenizando um inconveniente conhecido do motor 1.8 da GM: a aspereza em altos regimes. A 120 km/h, o conta-giros registra apenas 2.800 rpm, tornando o habitáculo silencioso. A partir daí, o desempenho passa a ser apenas aceitável, dada a falta de potência.

Kit Sobrevivência

Apesar de ser a versão topo de linha, o Chevrolet Spin LTZ não possui nada surpreendente entre os equipamentos. Há ar-condicionado manual,  travas elétricas das portas e porta-malas, alarme por controle remoto, central MyLink com tela de 7” que concentra rádio AM/FM com CD/MP3 Player com Bluetooth, navegador, porta USB e entradas auxiliares; computador de bordo, espelhos retrovisores externos com regulagem elétrica, rodas de alumínio aro 15” e sensores de estacionamento traseiros. Não há mimos como descansa braço entre os bancos dianteiros, sistema um-toque para abrir e fechar as janelas e iluminação nos para-sóis, há apenas no porta-malas e porta-luvas.
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Entre os itens de segurança, há airbag duplo e freios ABS, como é obrigatório, mas deve sistema isofix para fixação de cadeirinhas. É uma falta notável em um modelo de proposta familiar.  Sem contar que apenas seis desfrutam de apoios de cabeça e cintos de três pontos: os equipamentos estão presentes no banco extra, mas não no centro do da fileira intermediária. 02 - TIoGXlD
Por estar em um segmento, por regra, pouco disputado, o Chevrolet Spin se firma como boa opção. O pacote de equipamentos não deve aos concorrentes e o desempenho é compatível com a proposta do carro. A questão é que, na prática, sua lista de concorrentes não se limita a JAC J6, Nissan Livina, Citroën C3 Picasso, Fiat Idea e Honda Fit, inclui também SUVs desta faixa de preço, como o Ford EcoSport, e ainda aventureiros, a exemplo do Volkswagen CrossFox. No fim, a escolha depende muito mais do cliente do que do próprio carro. E foi aí que o Spin chegou para sua mãe, a Meriva, e perguntou:
– Mãe, eu sou bonito?
– Filho, o que importa é que você é um bom carro.

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Fotos | Henrique Rodriguez

Ficha técnica Motor – Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 8 válvulas, gasolina/etanol, 1.796 cm³ de cilindrada, 106cv (g)/108cv (e) de potência máxima a 5.400  rpm, 16,4 kgfm (g)/ 17,1 mkgf (e) de torque máximo a 3.200  rpm Transmissão – Tração dianteira, câmbio automático de seis marchas Aceleração até 100 km/h (dado de fábrica) – 12,0 (g)/11,9 (e) Velocidade máxima (dado de fábrica) – 167 km/h (g)/168 (g) Direção – Pinhão e cremalheira, com assistência hidráulica Freios – Discos ventilados na dianteira, tambores na traseira, com ABS e EBD Suspensão – Dianteira, independente, McPherson; traseira, semi-independente, eixo de torção Rodas e pneus – Rodas em liga de alumínio 6×15, pneus 195/65 R15 Dimensões (metros) – Comprimento, 4,360; largura, 1,735; altura, 1,664; distância entre-eixos, 2,620 Capacidades – Tanque de combustível: 53 litros; porta malas: de 162 a 553 litros; carga útil (passageiros e bagagem): 495 quilos; peso: 1.255 quilos

por 28 de junho de 2014 Avaliação, Chevrolet, Testes

Nissan March 2015 parte dos R$ 32.990; Confira as primeiras impressões

Agora com passaporte brasileiro, compacto evoluiu onde precisava

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Por Henrique Rodriguez Resende (RJ) – Não fossem alguns atrasos envolvendo chuvas e questões ambientais, o Nissan March brasileiro teria chegado às lojas em março e isso seria, no mínimo, curioso. Mais curiosa ainda é a estratégia traçada para o chamado “New March”, primeiro modelo fabricado  nova fábrica de Resende (RJ), inaugurada oficialmente há um mês: ele conviverá com o modelo antigo, ainda fabricado no México. Enquanto o antigo parte de R$ 27.490, o novo responde pela faixa entre R$ 32.990 e R$ 42.990. Nissan March 2015 New (5)
O Nissan New March nada mais é do que uma reestilização acompanhada de modificações exclusivas para o mercado brasileiro, aproveitando que toda a produção local ficará no País. As alterações não envolvem apenas os pacotes de equipamentos, mas também acerto de suspensão e questões estruturais. Mas é bem verdade que o que mais chama atenção é o novo design. Ele segue fielmente o Nissan Micra europeu – diferente do tailandês, vendido em mercados da Ásia -, com dianteira modificada por completo, inclusos novos faróis, para-choque e a grade com um “V” em destaque. Na lateral você notará alterações nas rodas e nas maçanetas, principalmente na versão SL, com rodas aro 16” inéditas e maçanetas cromadas. A traseira possui novas lanternas e novo para-choque.
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Eu não diria que o interior é novo. A maioria das versões estreia no Brasil o painel que equipa o Versa nos Estados Unidos desde 2010. Em relação ao antigo, o que muda é que as saídas de ar-condicionado centrais são retangulares e não redondas, além de toda essa área ser envolvida por inserto prateado. O SL é que tem console diferente, com acabamento em black piano e sua central multimídia e o ar-condicionado digital em destaque. Mas há incoerências: o volante é novo, e exclusivo para o Brasil, mas o quadro de instrumentos não teve nem mesmo seu grafismo modificado em comparação com o March antigo.
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O novo design resultou em aumentos ínfimos nas dimensões, que se mantiveram praticamente as mesmas: são 3,83 m de comprimento (4,7 cm a mais em relação ao March), 1,68 m de largura (+1 cm) e 1,53 m de altura, e mais 2,45 m de entreeixos. O porta-malas mantém seus 265 litros de capacidade.
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Nissan March 2015 New (25)Outros números que se mantiveram foram os dos motores, que seguem inalterados. O New March também é oferecido com o motor 1.0 16V fornecido pela Renault, mas com mapeamento próprio da Nissan, gerando 74 cv a a 5850 rpm e 10 kgfm de torque a 4350 rpm, seja com álcool ou com gasolina. É um pouco menos que o gerado pelo Clio, que consegue 80 cv e 10,2 kgfm, mas a Nissan sempre é conservadora para favorecer o consumo. Já o motor 1.6 16V é próprio da Nissan, com comando de válvulas de admissão variável que obedecem uma corrente, e não uma correia como nos Renault. Este motor gera 111 cv a 5.600 rpm e 15,1 kgfm de torque, seja com o combustível fóssil ou com o vegetal. Os dois receberam classificação “A” em eficiência no Inmetro.

Consumo (Inmetro):

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E no crash test?

Depois que o March chegou ao Brasil, uma conterrânea da Nissan lançou um concorrente feio que fez bonito nos testes de colisão do Latin NCAP. O antigo March, importado do México, recebeu notas abaixo das expectativas no teste, principalmente quando comparadas com as registradas pelo Micra europeu no Euro NCAP. Questionei os engenheiros da Nissan sobre alterações técnicas neste sentido. A resposta: foram feitas alterações, sim, já no momento da contratação dos fornecedores, aproveitando que o March estaria sendo produzido numa nova fábrica. Agora, resta esperar pelos resultados do Latin NCAP para saber o quão mais seguro o March está.

Versões, equipamentos e preços:

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Não existe um New March “peladão”, isso cabe ao modelo com visual antigo. Desde a versão 1.0 Conforto, que custa R$ 32.990, o compacto já conta com ar-condicionado, airbags frontais para motorista e passageiro, acabamento preto da coluna B, predisposição para som com antena de teto, banco do motorista com regulagem de altura, computador de bordo, conta-giros, calotas integrais e rodas aro 14”, desembaçador do vidro traseiro com temporizador, direção elétrica progressiva, freios ABS com controle eletrônico de frenagem (EBD) e Assistência de frenagem (BA), para-sol com espelhos cortesia para motorista e passageiro porta-malas com iluminação e tampa de combustível com abertura interna, entre outros.
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Em seguida vem o New March S, que custa R$ 34.490 com motor 1.0 e R$ 37.490 com motor 1.6, e soma à lista de equipamentos: acabamento em prata no apoio de braço da porta dianteira, chave com telecomando para abertura e fechamento das portas e do porta-malas, maçanetas internas de abertura das portas cromadas, retrovisores externos com regulagem elétrica, revestimento das portas dianteiras em tecido, travas elétricas das portas e do porta-malas e vidros dianteiros e traseiros elétricos com a função um toque para vidro do motorista.
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Já o New March SV custa R$ 36.990 com motor 1.0 e R$ 39.990 com motor 1.6. Acrescenta: aerofólio com brake light e lâmpada de LED, Rádio CD Player com função RDS, entrada auxiliar para MP3 Player/IPod, conector USB, e quatro alto-falantes e conexão Bluetooth de telefone (viva-voz) com sincronização de agenda e música por Streaming, comandos de áudio no volante, maçanetas externas na cor da carroceria, moldura da grade inferior cromada, farol de neblina dianteiro com acabamento cromado e rodas de liga leve aro 15 e pneus 185/60 R15.

O olho de trás também enxerga

Nissan March 2015 New (6)A versão topo de linha SL é o “xodó” da Nissan, e está disponível apenas com o motor 1.6, por R$ 42.990. Inédita no Brasil, a versão topo de linha se destaca pelo ar-condicionado digital, pelas rodas de liga leve aro 16”, pelos faróis e lanternas escurecidos e, principalmente, pela central multimídia com display 5.8 polegadas colorido, muito parecido com o do Sentra, mas com acesso às redes sociais por meio do sistema NissanConnect, integrado ao aparelho. Ele ainda exibe imagens da câmera de ré, que torna o March o primeiro compacto dotado de série do equipamento, entretanto, a câmera fica em posição pouco interessante, no meio da tampa do porta-malas. Como no Toyota Hilux SRV, parece que há uma verruga no local. Nenhuma das versões possui chave canivete.

Primeiras impressões

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O Nissan March foi o primeiro carro avaliado no Brasil pelo Novidades Automotivas e, por isso, seus vícios e virtudes ficaram bastante marcados. A primeira versão escolhida para o test drive foi a SL, mais carregada de inovações e novidades. Você abre a porta e ao se acomodar já percebe evolução. O March não tinha acabamento ruim, pelo contrário, mas era pouco atraente aos olhos. Particularmente, detesto o chamado “black piano”, mas apenas o novo formado do console, o volante, o pomo do câmbio e o apoio de braço das portas com detalhe prateado já deram outro aspecto ao modelo.
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Regulo a altura do banco, do volante e os espelhos. Hora de pegar a Dutra para o test-drive. Mas, ainda dentro da fábrica, o primeiro grande teste do compacto: um quebra-mola. Mantenho o March em velocidade considerável para encarar o obstáculo, mas minhas nádegas ainda estavam preparadas para batidas secas da suspensão quando ele já havia sido superado sem grandes emoções. A Nissan aproveitou a produção local para recalibrar a suspensão e, no fim das contas, instalou os amortecedores do Versa, com curso 7 mm maior na dianteira e 9 mm maior na traseira, o que também facilitou a vida do carro ao instalarem as rodas aro 16”.
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Nissan_New_March_1.6_SL-6748Outro ponto de evolução foi na direção. O sistema elétrico continua bastante direto e leve em manobras, e sua nova calibração fez dela mais pesada em alta velocidade, transmitindo muito mais segurança ao motorista nestas condições. Isso fez dele um carro realmente bom de encarar estradas, ainda que o espaço no banco traseiro continue apenas correto para duas pessoas. Bom é que o comportamento do motor e seu casamento com o câmbio, com engates curtos e precisos – exceto em redução de 3° para 2° –, continua irrepreensível. Uma particularidade mantida, é que a 1° marcha do câmbio do 1.6 produz o mesmo barulho de engrenagem comum entre as marchas ré. Nas outras não há ruído. De volta à fábrica, hora de trocar por um New March 1.0, da versão S. Console mais simples, volante sem comandos de som, rádio Kenwood de aftermarket (R$ 829), ar-condicionado manual… Mais simples, de fato, porém certamente será uma das versões mais vendidas. O que importa é que há equipamentos essenciais.
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O motor 1.0 não faz milagre: exige mais trocas de marcha e mais paciência para embalar, chegando a ser pouco menos ágil que o Renault Clio, que usa o mesmo motor com curva de torque diferente e câmbio mais curto. Mesmo que seja necessário explorar mais os giros do motor, como é de praxe quando se tem um motor pequeno, o consumo instantâneo não caía dos 8 km/l, e isso não é nada mal. Outra questão é que o motor Renault é muito mais ruidoso, até mesmo em marcha lenta. O reforço no isolamento acústico do cofre do motor promovido pela Nissan foi suficiente para conter o cantarolar das válvulas e dos pistões do motor 1.6, fazendo do barulho de rolagem dos pneus o único companheiro da viagem. No caso do 1.0 o motor também insiste em conversar com você. Claro que uma rodovia não é o habitat natural do March 1.0, mas até que não se sai mal e deve agradar em regime urbano. As alterações promovidas pela Nissan, regidas por clinicas realizadas com clientes e interessados no modelo, foi o que regeu as alterações para a criação do New March. E realmente foram providenciais.

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Fotos | Henrique Rodriguez, Divulgação

Ficha Técnica – Nissan New March 2015:

por 16 de maio de 2014 Lançamentos, Nissan, Testes